Imagine-se um fantástico especialista em cirurgia que nunca tenha pegado num bisturi numa mesa de operações;
Imagine-se um engenheiro civil, perito na matéria, que nunca tenha estado numa obra;
Imagine-se um piloto aviador que nunca tenha saído do chão;
Imagine-se um erudito em pedagogia que nunca tenha entrado numa sala de aulas;
Imagine-se um reputado biólogo que desconheça o laboratório;
Imagine-se um comerciante que nunca se tenha preocupado com o extracto bancário nem tenha olhado para uma folha de vendas;
Pausa.
Agora imagine-se:
Um sapiente economista que nunca tenha tido responsabilidades numa empresa.

Gasparzinho.
Quando sair do governo vai direitinho para Angola.
“Um sapiente economista que nunca tenha tido responsabilidades numa empresa.”
Quer dizer gestor ou economista? Ter responsabilidade na empresa geralmente indica que se está a exercer funções de gestão, não é?
Sou capaz de apostar que a maior parte dos economistas têm funções executivas, em empresas ou outras organizações, não necessariamente em lugares de gestão.
“Sou capaz de apostar que a maior parte dos economistas têm funções executivas”
Agora fiquei sem perceber. Então, qual é a relevância do seu “imagine” relativo aos economistas?
Não é a mesma coisa. Uma coisa é Economia, outra é “Gestão de Empresas”. Uma das causas desta embrulhada é a convicção de que
um país/é como uma empresa/é como uma família.
E se falarmos de Política Económica então…
Não há que haver confusão entre economia e gestão. Mas reafirmo o ponto que a economia tem o seu quê de absurdo quando é meramente conceptual, especulativa, modelar. Afinal é suposto ser uma ciência (ciência?) prática ou pragmática, no sentido filosófico do termo, ou seja, não metafísica. Para mais, não me parece nada, mesmo nada, dispensável, viver os dilemas do “terreno”, em lugar de permanecer encerrado no gabinete a jogar com hipóteses matemáticas.
No caso do nosso país, acho que o problema se estende um pouco mais além. Representantes dos cidadãos, que nunca foram realmente cidadãos normais. E por cidadãos normais quero dizer esperar em filas, envolver-se em imbróglios burocráticos com um qualquer serviço público, tirar uma licenciatura pela via normal, enviar CVs, ser entrevistado e não ser colocado, experimentar, ainda que muito temporariamente, a angustia do desemprego… Será exigir muito, pedir que nos convençam que sabem o que é ser cidadão português nos dias de hoje?
A última coisa que nos pede para imaginar não difere da realidade. De facto raro terá sido o sapiente economista que passou à história que tenha desempenhado funções de responsabilidade numa empresa. Esses, de uma maneira geral, são uns teóricos.
Pelas outras “imaginações” que nos propôs, penso que não foi feliz e queria dizer outra coisa.
praxis (em grego clássico).
praxis: money (ingles corrente)
Essas mentes, formadas nas escolas mais conceituadas, onde buscam a tão desejada formula para alcançar a riqueza, só prestam atenção a como se constroem castelos de cartas, nada mais.
Um macro economista não necessita ter cargos em empresas.
E é esse o problema, “conhecer” a economia sem experimentar a economia em termos existenciais e sensíveis. Por isso os logros sistemáticos (e sistémicos, já agora).
senta-se na lua e com uma batuta vai orquestrando a obra.
É pior do que isso, um macroeconomista a trabalhar numa empresa é uma contradição dos seus termos. Se trabalha numa empresa (a não ser que seja num gabinete de estudos de uma grande empresa, como o gabinete de estudos do BPI) então não é macroeconomista.
Quer-me parecer que queria referir-se aos gestores, economistas ou não. E que agora não quer emendar a mão.
Creio que foi o extinto e saudoso “Albergue Espanhol”, que passou um video com uma entrevista de Maria da Conceição Tavares, ilustre e reputada economista portuguesa, há muito radicada no Brasil.
Recomendo o visionamento dessa entrevista, porque ficamos a perceber melhor o papel dos economistas nas “politicas económicas”.
Quanta a gerir empresas com eficiencia, podemos ter varias situações: não é preciso ser economista para gerir bem uma empresa e os caos de sucesso são abundantes, e sendo economista, depende muito se a empresa é publica ou privada e digo isto com todo o respeito pelos economistas.
Em todo o caso, o fundamental é saber fazer contas, o que nem sempre acontece.
tudo forças de circuntancia.
Se queres conhecer o Homem, olha-te ao espelho, se não fores capaz, olha o mundo.
posso dizer ‘os nomes’?
🙂
É deixá-los sossegados, Rita 🙂
Muito bem mas quer ir mesmo por esse caminho?
Então tem que ir ao corolário. Tirar a maior parte do poder aos políticos para gerirem a nossa vida.
A maior parte nunca fez nada não ser política.
E obviamente acabar com este tipo de Democracia.
As pessoas só votam sobre determinado assunto depois de fazerem um teste a demonstrar que sabem o que se está discutir.
fiquei entre de não perceber se ficou exaltado ou se acabou de descobrir a pólvora