Hmm, isto é o tipo de derrapagem que acho apesar de tudo aceitável. Claro que se formos à origem podemos questionar se foi alarmismo ou não (se tivessem sido usadas estariamos todos a aprovar a decisão pelas vidas que salvava), ou se foi comprado a preços justos ou oportunistas. Mas este tipo de coisas está sempre sujeito a este desfecho. Quantas munições não chegam ao fim da validade nas forças armadas? Ainda bem, digo eu.
Eu não chamaria a isto gorduras do Estado. A vacina contra a gripe é sempre uma lotaria: todos os anos é fabricada uma vacina contra a estirpe que se considera mais provável (sem certeza nenhuma). O que se diria se tivesse efectivamente havido uma epidemia grave e o Estado não estivesse preparado? E, naturalmente, todas as vacinas têm um prazo…
Este exemplo parece-me muito infeliz. Em primeiro lugar não fomos o único país a equipar-se com vacinas que se vieram a revelar desnecessárias. Além disso fazer prognósticos depois do fim do jogo parece-me um exercício pouco leal, era difícil saber antecipadamente se a vacina seria mesmo necessária. E os meios de comunicação social são nestes casos uma pressão forte para se seguir a via mais cautelosa, que não será forçosamente má embora costume ser mais cara do que a via que se chama economicista quando a coisa corre mal (epidemia sem se ter comprado vacinas).
Não querendo pactuar com as más línguas de que terá havido pressão dos fabricantes para os governos as adquirirem, penso que mesmo assim, terá havido algum excesso de zelo e más estimativas da população alvo, para haver tanto desperdício!
Naquele ambiente é compreensível que o governo tenha comprado as vacinas. O que é incompreensível são as condições do negócio. Mais um contrato ruinoso e lesivo para o Estado assinado pelos governos de Sócrates. Talvez Paulo Campos, na sua qualidade de autoridade na matéria, tenha dado uma mãozinha ao ministério da Saúde. 🙂
Hmm, isto é o tipo de derrapagem que acho apesar de tudo aceitável. Claro que se formos à origem podemos questionar se foi alarmismo ou não (se tivessem sido usadas estariamos todos a aprovar a decisão pelas vidas que salvava), ou se foi comprado a preços justos ou oportunistas. Mas este tipo de coisas está sempre sujeito a este desfecho.
Quantas munições não chegam ao fim da validade nas forças armadas? Ainda bem, digo eu.
Eu não chamaria a isto gorduras do Estado. A vacina contra a gripe é sempre uma lotaria: todos os anos é fabricada uma vacina contra a estirpe que se considera mais provável (sem certeza nenhuma). O que se diria se tivesse efectivamente havido uma epidemia grave e o Estado não estivesse preparado? E, naturalmente, todas as vacinas têm um prazo…
Este exemplo parece-me muito infeliz. Em primeiro lugar não fomos o único país a equipar-se com vacinas que se vieram a revelar desnecessárias. Além disso fazer prognósticos depois do fim do jogo parece-me um exercício pouco leal, era difícil saber antecipadamente se a vacina seria mesmo necessária. E os meios de comunicação social são nestes casos uma pressão forte para se seguir a via mais cautelosa, que não será forçosamente má embora costume ser mais cara do que a via que se chama economicista quando a coisa corre mal (epidemia sem se ter comprado vacinas).
Não querendo pactuar com as más línguas de que terá havido pressão dos fabricantes para os governos as adquirirem, penso que mesmo assim, terá havido algum excesso de zelo e más estimativas da população alvo, para haver tanto desperdício!
Naquele ambiente é compreensível que o governo tenha comprado as vacinas. O que é incompreensível são as condições do negócio. Mais um contrato ruinoso e lesivo para o Estado assinado pelos governos de Sócrates. Talvez Paulo Campos, na sua qualidade de autoridade na matéria, tenha dado uma mãozinha ao ministério da Saúde. 🙂