«O Estado já fica com 70% do nosso rendimento, entre impostos directos e indirectos. É o próprio modelo de estado social que deixou de ser sustentável. Não produzimos riqueza suficiente para o manter. Seria um erro voltar a subir impostos como se mexe numa linha de ‘excel’. A recessão e a execução orçamental deste ano estão aí para o demonstrar. Convém lembrar que os portugueses, até agora, têm vindo a aceitar pacificamente os sacrifícios porque perceberam o que nos trouxe até aqui. Mas isso só se vai manter enquanto estiverem convencidos que o caminho da austeridade, apesar de difícil, serve para alguma coisa, reduzindo as dívidas que nos aprisionam. Ou seja: que a história não se repete todos os anos, com sacrifícios cada vez piores para as futuras gerações.»
Paulo Marcelo, no Diário Económico

Gostava de saber de onde tira o Paulo Marcelo esse número dos 70% do nosso rendimento. Os impostos em Portugal) aliás, em qualquer país da Europa) são muito inferiores a isso.
o modelo de estado social deixou de ser sustentável
Mais uma afirmação insustentada. Pergunto, que modelo de sociedade pretenderá o Paulo? Uma em que os doentes são deixados a morrer das suas mazelas? Ou em que as crianças pobres não recebem educação? OU em que os velhos pobres se suicidam para não constituírem um encargo para as suas famílias? Que proporá o Paulo? Ou só fala por falar?
reduzindo as dívidas que nos aprisionam
Mais uma vez, o Paulo mostra não perceber de números (não admira, trata-se de um advogado). É evidente que a dívida do Estado está sempre a crescer. Permanentemente. O Estado português está de ano para ano mais endividado, pois os juros acumulam à dívida anterior.
O Lavoura talvez tenha gasóleo agricola, uma bem sortida horta, e talvez uma capoeira e pocilga à mão; de outro modo saberia chegar aos 70%!
Quanto à insustentabilidade económica do estado social, argumenta com o inatacável ‘economês’ das necessidades dos povos, dramatizado até ao suicídio!
E se a dívida sempre cresce, porque fazê-la parar?
Crescimento é mesmo o que precisamos, q.e.d.!!!
“…têm vindo a aceitar pacificamente os sacrifícios porque perceberam o que nos trouxe até aqui…”
Eu sou mesmo estúpido, sou dos que não alinham na versão ‘oficiosamente correcta’ do que, na realidade, nos trouxe até aqui. E não insistam na lenga-lenga do Sócrates sff, porque como sou mesmo estúpido, não preciso que continuem a tentar fazer de mim aquilo que sou.
“Mas isso só se vai manter enquanto estiverem convencidos que o caminho da austeridade, apesar de difícil, serve para alguma coisa…”
Que dúvida cruel!!!
Será que consumir menos (= a importar menos), pagar mais impostos e serviços ao Estado, adianta alguma coisa?
O opinador deve ter insónias terríveis…