Equivalência por exercício de funções privadas, empresariais e de intervenção social e cultural


Rui Rocha,

As disciplinas que integram actualmente o Plano de Estudos da Licenciatura em Ciência Política e Relações Internacionais da Universidade Lusófona são as seguintes:

Entretanto, de acordo com esta notícia do I, a Lusófona atribuiu o diploma a Relvas com os seguintes pressupostos:

a) por exercício de cargos públicos: 14 equivalências;

b) por exercício de cargos políticos: 4 equivalências;

c) por exercício de funções privadas, empresariais e de intervenção social e cultural: 15 equivalências;

d) por exame: 4 disciplinas (Quadros Institucionais da Vida Económico-Político-Administrativo com 12 valores, Introdução ao Pensamento Contemporâneo com 18 valores, Teoria do Estado, da Democracia e da Revolução com 14 valores e ainda Geoestratégia, Geopolítica e Relações Internacionais II com 15 valores). 

A notícia do I tem pelo menos uma incorrecção. Na verdade, a soma das equivalências e dos exames realizados corresponde a 37 disciplinas, sendo que o Plano de Estudos previa 36. Admitindo que a restante informação está correcta, e que o Plano de Estudos em vigor em 2006 seria igual ou muito semelhante ao actual, vamos também supor que o erro do I diz respeito às equivalências por exercício de funções privadas, empresariais e de intervenção social e cultural, dando de barato que estas foram 14 e não 15. Neste cenário, peço apenas que me expliquem uma coisa, olhando para o Plano de Estudos: quais as 14 disciplinas a que foi atribuída equivalência por exercício das referidas funções privadas, empresariais e de intervenção social e cultural? E, por favor, não me venham dizer que foi a Etologia ou a Antropossociobiologia.

22 comentários em “Equivalência por exercício de funções privadas, empresariais e de intervenção social e cultural”

  1. Rui, finalmente alguém neste blogue resolveu falar do assunto.
    Inacreditavelmente o assunto da licenciatura deste senhor estava a passar completamente em branco, até agora.
    Porque será ?
    Ainda me lembro quando foi do senhor Sócrates, quantos se levantaram para atirar veemente as pedras, os mesmos que agora estão calados que nem ratos.
    Condeno em ambos os senhores, as irregularidades se devidamente provadas, mas acho que temos de ser cada vez mais imparciais, ou não?

      1. As minhas desculpas á nossa querida Leonor, que mantém sempre um olhar muito vigilante sobre a actualidade.
        De fato não vi.
        Também gostei da sua explicação, elucidativa!

  2. Siô Relvas:

    — Búzio não engana não… tão querendo matá oucê… ti cuida!
    Paisinho Pai de Cicero
    —–
    Ui ! Aiué… tu ta mêmo nos apanhado dos feitiço… nos maus dos alhado…. Pede p’ra mim um peça de roupa de todos presidentes dos camaras que eu quebro os feitiço…
    Professor karamba
    …..

    Meu Caro Relvas

    Efectivamente, as cartas não o favorecem… veja só esta carta… não lhe digo mais.. não estou aqui para acusar ninguém… muito menos, a comunicação social… Aconselho-o a passar pelo meu consultório.
    Maya – Sic 791 10 30 10

  3. Será que os spin doctors ficaram sem argumentos? São tão lestos noutros posts em que se belisca o querido líder mas neste teu, Rui, e no meu nem um pio. O que me rio com isto. É uma vergonha que Passos Coelho tenha criticado de forma tão violenta as Novas Oportunidades e, quando se vai ver, o Relvas ‘licenciou-se’ pelo mesmo meio. Trinta e três cadeiras por equivalência é obra!

      1. O único argumento esfarrapado é o do Passos Coelho e da legalidade da coisa. Como muito bem se sabe nem tudo o que é legal é ético ou moral. Só não vê quem não quer.

    1. Este caso tem duas linhas de abordagem, Leonor. Uma é política e tu identificaste-a exemplarmente no teu post: depois disto, qual a credibilidade de uma política de educação que se diz baseada na exigência e no rigor? A outra, é ética. Veremos sobre este ponto que factos nos trazem os próximos dias relativamente às condições de atribuição da licenciatura.

      1. Claro! A enorme ironia é terem dito tão mal das Novas Oportunidades e usarem esfarrapadamente o mesmo processo para ‘licenciar’ o Relvas. Além disso, isto é de uma burrice preocupante. Se já sabiam como foi resguardavam-se um bocado Por outro lado, as Novas Oportunidades só surgiram no meu post como sarcasmo porque a pressa da licenciatura e a equivalência de coisa nenhuma, como focas, falam por si.

  4. Tudo isto é normal, Rui, e a falta de comentários ainda mais.
    Recordo-me bem do que por aqui se “comentou” quando nesta tribuna, quer ainda antes das eleições de 5 de Junho, quer depois, se escreveram algumas coisas sobre o percurso académico e profissional do figurão. Até houve quem visse nisso ataques ad hominem . Fico satisfeito por ver que em relação a ti e à Leonor agora impera o silêncio. Sempre é preferível ao insulto.
    E, já agora, fico com curiosidade em saber, caso possas esclarecer-nos, quanto créditos lhe valeu o ter sido Presidente da Assembleia Geral da Associação de Folclore da Região de Turismo dos Templários e se o homem prestou provas na cadeira de “Política, Ética e Vida Quotidiana”.
    Não é por nada mas parece-me ser esta uma cadeira que tem faltado no currículo da maior parte dos que nos (des)governam desde há um bom par de décadas.

  5. O único spin possível e assim numa de fuga para a frente seria (como sempre) falar na privatização da RTP e em cabalas, parece que até agora só o reitor da Lusófona se atreveu a tanto.
    O nosso querido PM foi mais numa de chutar para canto, não é ilegal é um não assunto, ponto final.

    Chega a ser inacreditável como este governo consegue ser igualzinho ao anterior.
    Eu jamais acreditaria que estes conseguissem ser piores que os anteriores, mas eles lá chegarão.

    Outra coisa que fica provada é que Abrantes rosinhas e Abrantes laranjas partilham da mesma falta de coluna vertebral.

  6. Já agora…nenhum jornalista quererá perguntar ao ministro Crato o que ele acha disto? Ia adorar assistir à cena.

  7. Como é que o Relvas teve equivalência a Etologia e Antropossociobiologia? Deu comida aos patos no Campo Grande e fez um estudo comparado com os animais políticos do PS?

      1. Paleontologia, diria eu… mas, bom, as designações mudam consoante estamos no eixo francófono ou anglo-saxónico.

  8. NOJO é o que sinto da canalha que nos (se) tem governado, saqueando sem piedade o nosso pobre povo.
    Temos sido pacientes, passivos, sonânbulos, mansos, o que quiserem.
    Mas, assim como um fogo precisa de três condições para se iniciar (combustível, comburente e ignição), também em Portugal falta apenas um click (http://www.infopedia.pt/pesquisa-global/click) para deter esta clique (http://www.infopedia.pt/pesquisa-global/clique).
    Haja esperança…

  9. “Tuga” quando pega no pé… chega pr’a lá… cola mesmo!

    Foi nos espião… foi no pressão.

    Agora diploma… te cuida… eles vão pô oucê em coma!
    Até Siô Dom Januário, bispo das FA… ditou sentença:

    ´”É mais fácil um criminoso entrar no cano de uma espingarda… do que um político”

    Ti cuida mano! Certos … certos… tens áí 300 e tal inimigos no Portugau… fora os 3000 e tais mais piquininos……Com os da RTP tu tá bléfando?

    Fála pr’a nós… irmão!

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