Quando diriges a proa visionária a uma estrela e estendes a asa para essa excelência inalcançável, no afã da perfeição e rebelde contra a mediocridade, levas em ti o recurso misterioso de um Ideal. É fogo sagrado, capaz de temperar-te para grandes feitos. Cuida-o; se o deixares apagar não se reacenderá jamais. E se ele morre em ti, ficas inerte: fria bazófia humana. Só vives por essa partícula de sonho que se sobrepõe à realidade. Ela é a lis do teu brasão, o penacho do teu temperamento.
José Ingenieros, “El Hombre Mediocre” (tradução livre).

