«Se há criatura difícil de compreender é um espanhol, aquele orgulho é algo inexplicável; só mesmo eles para conseguirem a proeza de pedirem 100 mil milhões de peito inchado como se tivessem sido oferecidos… Mas é precisamente essa faceta do espanhol que faz com que consigam, por vezes, levar a água ao seu moinho com muito mais facilidade que nós.
Acredite nisto que lhe digo pois privo com eles praticamente desde que nasci (contingências de nascer na raia) e trabalhei por lá cinco anos.
No entanto desenganem-se aqueles que acreditam que a economia deles tem robustez para sair rapidamente desta crise: aquilo é um gigante com pés de barro. A título de exemplo posso referir que nos anos em que lá trabalhei,cerca de dois terços dos serviços efectuados pela empresa (transportes internacionais) eram mercadorias para o sector da construção. Dois terços!
Acredite nisto que lhe digo pois privo com eles praticamente desde que nasci (contingências de nascer na raia) e trabalhei por lá cinco anos.
No entanto desenganem-se aqueles que acreditam que a economia deles tem robustez para sair rapidamente desta crise: aquilo é um gigante com pés de barro. A título de exemplo posso referir que nos anos em que lá trabalhei,cerca de dois terços dos serviços efectuados pela empresa (transportes internacionais) eram mercadorias para o sector da construção. Dois terços!
Para vermos um esboço do buraco constate-se como a maior empresa espanhola, Grupo ACS (de Florentino Peres, o Sr. Real Madrid) tem os seus maiores activos no sector da construção e uma dívida liquida de oito mil milhões de euros! (http://es.reuters.com/article/businessNews/idESMAE84U08Q20120531).
Aqui há 5/6 anos começámos nós a diversificar mercados e a apostar na internacionalização ao passo que nuestros hermanos continuavam alegremente a incentivar o consumo interno como forma de crescimento. Aí está o resultado e isto é ainda só o princípio. Como eles tanto gostam de dizer: “España me mata!”. Esperemos que não…»
Aqui há 5/6 anos começámos nós a diversificar mercados e a apostar na internacionalização ao passo que nuestros hermanos continuavam alegremente a incentivar o consumo interno como forma de crescimento. Aí está o resultado e isto é ainda só o princípio. Como eles tanto gostam de dizer: “España me mata!”. Esperemos que não…»
Do nosso leitor André Miguel. A propósito deste texto do Rui Rocha.

