Devo confessar que gosto de futebol. Particularmente nos estádios. Grito, esbracejo, comento como qualquer português(a) que goste de bola. Numa palavra, fico nervosa e também sou opinativa. Porém, só debito entre amigos, o que, claro, é uma vantagem.
Mas desde que a Selecção começou a treinar, impressiona a quantidade de sacrilégios futebolísticos que me tem sido dado ouvir pronunciados por “especialistas” da matéria. Até parecem frente a frente políticos, que como se sabe não adiantam nada a ninguém a não ser aos próprios. Nem aos respectivos partidos ajudam. Um verdadeiro circo, dizia hoje Manuel José. Pergunto: não será possível calá-los?
Ai que saudades do meu querido amigo João Gobern, apesar de ele ser do Benfica – o seu único defeito -, e eu ser do Sporting!
Depois disto, temo bem, só mesmo eleições autárquicas…


Uma boa metáfora
do Portugal de Junho.
E de duas décadas prodigiosas.
Agora, paguem.
E como não os calaram não houve tempo para ouvir e ver este fim de semana Dulce Pontes cantar em Milão para 350.000 pessoas. yer_embedded&v=ZtYWPBistCQ
http://www.youtube.com/watch?feature=pla
Também tu, Bru.. Helena??? Macacos me mordam se não hei-de um dia entender esse mistério que é a paixão do clubismo futebolístico!
🙂
MJosé considera que é um verdadeiro circo. Eu penso que se tratou de um baile de debutantes http://olhardomiguel.wordpress.com/2012/0 6/04/seleo-nacional-um-baile-de-debutant es/
Na verdade e infelizmente temos de concordar que assistimos a um verdadeiro circo. O nosso problema é que nos magoam estas frases fortes, que tocam o nosso sentimentalismo. Helena repare, os jogadores estiveram a jogar nos seus clubes pelo que não estão ambientados uns com os outros e tendo em conta que eles são atletas de alta competição, também bem remunerados, deveriam ter feito um retiro de treino, provavelmente noutro país, para que pudessem trabalhar e descansar o necessário, mas o que assistimos? festas, patrocínios, passeios de charrete, treinos abertos ao público com ensaios de quem dá mais cabeçadas, conversas gastronómicas, entrevistas até á saturação, pois assistimos pela tv a respostas ásperas e de má educação do capitão da equipa, a responder com desprezo ” sim sim vai correr bem “.
Os alemães estão á semanas em França na preparação, longe da publicidade, dos empresários que querem retribuição dos seus patrocínios. A minha pergunta é: Que preparação têm os portugueses para este mundial? provavelmente de jogos da play station, e dos lances fantásticos do Cristiano Ronaldo no ténis de mesa.
Eu compreendo que a culpa não é deles, mas afinal quem manda nesta seleção, essa pessoa tem de ser responsabilizada pelos maus jogos da selecção.
Isto não é profissional! claro que isto sem falar da ostentação de carros de alta cilindrada á porta dos treinos, quando os portugueses se esforçam para equilibrar magríssimos salários, quando estes existem.
Não é correto ( na minha visão claro ) deveriam deslocar-se num autocarro da selecção. Eu apoio a selecção claramente, mas não suporto esta falta de profissionalismo e esta ostentação. Desculpe Helena este longo desabafo.
Subscrevo a 100%.
Sem tirar nem pôr. Absolutamente de acordo, ipsis verbis!
Curioso, João Gobern ontem ficou muito chateado com o Manuel José e veio defender toda a histeria à volta da selecção. Num daqueles programas que não acrescentam nada.
Felizmente que não vi!
Portugal, país sem grandes ideais e sem grandes causas vai suprimindo o défice de heróis e de grandeza por interpostos jogadores de futebol.
Também eu gosto e muito de futebol ( e do Sporting), agora dos futebolistas apenas espero que sejam profissionais e que façam aquilo para que são regiamente pagos. Quero lá saber que música ouvem, o que jogam na play station, que carro conduzem ou com quem dormem…
Nem mais cara Helena!
De uma forma geral, penso o mesmo, excepto quando vejo os carros estonteantes e os prémios chorudos versus o nosso magro salário, mesmo quando a situação é de desaire total.
Sim, porque ninguém perde nada com isso, nós é que nos sentimos feridos ou mal representados.
Além disso, a falta de educação que foi notória nestes dias, leva-nos a comentários destes.
Gostando como gosto de futebol, sinto cada vez mais a falta de um jogador como Figo, discreto, pouco exuberante mas conciliador, uma trave mestra, sem oscilações temperamentais.