É lamentável a cultura média de aversão à coerência dos políticos. O facto de alguém se candidatar a Primeiro-Ministro e de ser eleito não devia ser encarado como uma oportunidade para mudar de opinião de acordo com as suas conveniências. E o exercício do poder democrático não deveria ter de ser encarado pela sociedade como uma situação que fica estigmatizada nas pessoas. E mais, quem está na Oposição tem a obrigação de evitar a tentação de distorcer e de aproveitar qualquer coisa para querer fazer uma tensão enorme no país. Até porque o país está um bocadinho cansado de crises artificiais. É por tudo isto que dificilmente se compreende que Passos Coelho, que considerou, em Maio de 2011, uma taxa de desemprego de 12,4% como um valor extremamente elevado que representava um sinal evidente da crise profunda que estávamos a atravessar, transforme agora, menos de um ano depois, a tragédia social a que então se referia numa promissora oportunidade.
Passos Coelho e o desemprego: sobra ao discurso o que falta em percurso
Rui Rocha,

Em percurso e experiência pessoal. Soubesse ele o que é o desemprego em primeira pessoa e talvez não falasse assim.
Os nossos políticos gostam muito de falar, de dizer coisas, são políticos de palavra e não de acção e menos ainda de convicções, tal a facilidade com que alternam o discurso consoante o interesse da posição que ocupam.
Se PPC se queixa da falta de iniciativa patente numa sociedade tipicamente socialista como a nossa, onde o mérito é o irmão bastardo da cunha, primeiro faça por mudar este estado de coisas e só então poderá falar.
Certo, André Miguel. Chama-se exemplo e é o que vai faltando.
Meu caro, por mais que se esforce não evitará a bosta das afirmações de Passos Coelho, está dito, ao vivo e repetido para que não restem dúvidas. Miserável, em abono da verdade.
Não sei onde foi buscar a ideia de que o post pretende suportar ou branquear as afirmações de Passos Coelho. Ou não leu até ao fim, ou leu de olhos fechados.
Ainda se compreende menos devido à política socialista deste Governo.
Que aumenta o Estado beneficiando a Economia Política em vez da Economia Livre não tem o direito de dizer que os Portugueses devem optar por uma Cultura de Risco ou seja Liberdade.
Deve sim aconselhar os Portugueses a adoptarem(ainda mais) uma Cultura de Votos por Rendas Políticas pois é isso que este Governo incentiva com a sua prática.
Ainda menos se compreende quando as afirmações são proferidade umas horas depois de reconhecer que a carga fiscal actual é insuportável. A missão dos empresários é criar riqueza. Não pode resumir-se a pagar impostos para o Estado desbaratar.
Os políticos que gerem os empregos públicos dotaram-nos de um estatuto para portugueses de primeira, que são óbviamente quem eles determinam.
Para se auto-justificaram, defenderam esse paradigma de ‘estabilidade de emprego’ que a economia recusa e que só serve para promover a ineficiência e a miséria geral.
Um país de filhos e enteados, portanto.
…e de conceitos e políticas erradas!