A Feira em 2012


Ana Cláudia Vicente,

 [Foto: via Desacordo.net]

Fui num pé à sacramental Feira há já vários dias, e lá aproveitei algumas daquelas pechinchas especializadas (coisas do INCM, alfarrabistas & companhia) que todas juntas, só ali.

No meio de muito desconforto e bastante animação, fiquei feliz em dar conta que boa parte dos seus frequentadores estão, finalmente, adaptados à velha máxima “não há mau tempo, só mau equipamento”. Vi carrinhos de bebé quitados com os mais variados e coloridos impermeáveis; pais ataviados como quem comprou bilhete para ir à Patagónia; casais de miúdos com aquela pinta de quem acabou de chegar da viagem à Serra da Estrela. Poucos com medo da chuva e de molhar o sapatinho. Sempre gostei deste ambiente  todo-o-terreno.

9 comentários em “A Feira em 2012”

  1. “não há mau tempo, só mau equipamento” – verdade!
    Na Alemanha, também andam carrinhos de bebé e crianças pequenas na rua, com temperaturas negativas. E não faz mal a ninguém. O importante é sair, andar ao ar livre (nada de centros comerciais). Faz bem à saúde, física e mental.

    Viva a Feira!

  2. Eu não gosto da feira com chuva, nem sei porque raio é que anteciparam a data nos últimos anos. Os livros nunca se deram bem com a água, como diz o nosso Skywalker. Era muito mais simpática a feira em Maio/Junho, com sol e moscas.

  3. Sou fã da Feira do Livro desde sempre. E também desde sempre escuto as mesmas críticas que lhe são feitas. O que não invalida esta evidência: ano após ano, é um dos grandes acontecimentos culturais em Lisboa. Faça chuva ou faça sol. Como a Cristina observa, e bem, em tantos países da Europa com muito pior clima do que o nosso as pessoas andam na rua e não se refugiam em centros comerciais, ao contrário do que continua a suceder em Portugal onde um bocadinho de chuva ou um quase-nada de vento logo afligem tanta gente.

    1. Pois, Pedro: lembro-me de, há uns três ou quatro anos, no regresso a Portugal depois de muitos dias pelo norte de França, reparar precisamente nesse contraste. Por lá chovia quase todos os dias, e cada um seguia o seu caminho sem alarde; à primeira molha para cá dos Pirinéus, julgo que em San Sebastian, foi um desbaratar de gente a acoitar-se onde podia que só vendo.

  4. Percebo-te. Mas detesto chuva. Precisamente porque somos meridionais, não lidamos bem com a molha… e ficamos em casa. Além do mais, há tendas e essas coisa modernas.

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