A educação em Portugal continua no caminho certo. Depois de Maria de Lurdes Rodrigues ter afirmado que a Parque Escolar foi uma festa para as crianças, Nuno Crato pretende criar condições para que as salas de aula tenham as raves mais concorridas das redondezas. Não é difícil adivinhar as consequências da medida na qualidade do ensino. Mas lá que vai ser uma diversão, lá isso ninguém pode negar. Os sorumbáticos alunos finlandeses não sabem o que estão a perder.
26 (vinte e seis), não, 28 (vinte e oito), digo, 30 (trinta) alunos por turma and counting
Rui Rocha,

1.É um país de direitos que não dinheiro para os suportar.
2. O que vale é que cada vez há menos canalha…senão esta gente … faria mais festas.
3. Nunca percebi o ensino de borla a partir dos 14 anos de idade…nunca.
4. A realidade fará ver a esta gentalha que nos governou…
Podemos discutir os pressupostos todos, Sebastien. Uma coisa é certa: esta é uma medida absolutamente contraditória com todos os fundamentos do sistema actual de ensino.
Alguém me explica porque é que quando passam pelo governo ninguém os reconhece?!
Pelo contrário, Helena. É quando estão no governo que é mais fácil reconhecê-los.
És capaz de ter toda a razão. Eu é que sou ingénua e, antes, até considerava que NC dizia coisas acertadas.
Mas no ensino universitário que é a minha realidade, nem teço considerações…
A Parque Escolar não contemplou isso. Na minha escola não cabem 30 alunos por sala. Façam-se beliches ou sentem-se os alunos uns ao colo dos outros. Vergonhoso. E depois venham-me falar em qualidade de ensino. Uma desilusão atrás da outra. Não acertam uma.
Vais ver que ainda fazem uma mezzanine, Leonor. O Nuno Crato devia ser metido numa sala a ensinar matemática a crianças do 5º ano durante um período lectivo. Não era preciso mais. Lá que vão brincando aos governos enquanto vão adiando as reformas de que o país precisa no presente, é uma coisa. Que comprometam o futuro de quem inicia ou está a meio da vida escolar são, apesar de tudo, outros quinhentos.
A maior parte das pessoas não aguentava uma semana de aulas, quanto mais um mês, Rui. Quem está e esteve sentado naquele Ministério não tem a mínima noção de como tudo se processa na vida real, nas condições de trabalho, nas salas de aula e como são os alunos hoje em dia, como mudaram, como precisam de muito mais atenção que antes. É impossível chegar a 30 alunos numa sala de aula. É óbvio que isto só vai criar ainda mais desigualdades. Quem tem ajudas em casa, seja com os pais ou com explicadores, ‘safa-se’. Quem não as tem está a ser escorraçado pelo próprio sistema. E sim, acho que já que o ensino é público, pago com o dinheiro de todos nós devíamos ser mais exigentes com as condições a que nos obrigam. Há mais além da avaliação dos professores, muito mais, há os alunos e eles é que são importantes.
Tens toda a razão.
Fui buscar ao baú: http://o-meu-pai-e-eu.blogspot.pt/2 011/01/blog-post.html
Mais uma. Desilusão é o que mais grassa por este sistema acima…
E subscrevo os comentários, claro. Sou docente. Decente é que não me deixam ser…
Por este sistema abaixo, Fátima.