Os ordenados milionários dos gestores das empresas públicas começam, enfim, a ser cortados. Não é coragem. Não encham a boca com isso que me faz brotoeja. É a pistola da troika encostada à nuca. Tenho pena que só nestas circunstâncias um governo de Portugal consiga arranjar “coragem” para a decência. Mesmo assim os cuidados são imensos. E há excepções que não se entendem: não se corta nos vencimentos dos gestores de empresas em processo de extinção? Mantêm-se os ordenados fantásticos dos gestores de empresas deficitárias como a RTP?
Se não fossem os contribuintes a pagar, porventura alguém consentiria em tanta pieguice?

Já lá dizia o Eça :
Uma choldra, uma choldra!
Tens tanta razão, Teresa, tanta. A pistola na nuca.
E mesmo assim parece que não chega.
Muito bom, Teresa. 🙂