“Da Lusoponte às incompatibilidades, aos favorecimentos, às privatizações, a todos os negócios, o povo perde sempre” , disse Francisco Louçã.
Mas será que Francisco Louçã, primo do Ministro das Finanças, Vitor Gaspar, é povo?!
“Da Lusoponte às incompatibilidades, aos favorecimentos, às privatizações, a todos os negócios, o povo perde sempre” , disse Francisco Louçã.
Mas será que Francisco Louçã, primo do Ministro das Finanças, Vitor Gaspar, é povo?!
Ser primo do ministro das finanças faz dele não-povo?!
Se não for povo não pode saber o que faz o povo perder?!
Ser povo implicaria necessariamente saber o que se passa?!
Então?!
Qual a relevância dele ser primo do Ministro das Finanças, senhora mãe do Ministro dos Negócios Estrangeiros (e de um excelente eurodeputado)? 🙂
Pronto Helena, fique lá com as incompatibilidades, os favorecimentos, as privatizações e os negócios que eu vou chamar a atenção do Louçã. Mas deixe que lhe diga, não se sinta assim aporreada, o seu filho mais novo desenrasca-se sozinho. Eu sei, mãe é mãe, mas não exagere.
Eh!Eh!Eh!
A esquerda apoiante de Louçã “sentiu-se” e deu estocada. Boa, assim é que eu gosto!
Para esclarecimento, a mãe do Ministro dos Negócios Estrangeiros e do euro deputado deu bastante de si às duas crias. Acredito que o que é bom seja do Pai, o que é mau seja meu e o resto seja de cada um.
Mas não tive – pena minha -, qualquer interferência na opção de qualquer deles!
O que se não pode negar é a influência da família na vida que escolhemos. E, nos casos vertentes, ela não é de somenos importância, como se vê.
Quanto a ser povo, isso é outra questão. O povo de que Louçã fala é aquele donde ele não provem. Povo no sentido em que a palavra é usada é aquele que sofre amargamente a crise. Não será o caso dos políticos de que falamos ou até do meu!
O povo, para mim, merece muito respeitinho e políticos à sua altura.
Olá Helena
Há várias maneiras de sentir amargamente a crise. Eu não vivo debaixo da ponte, não ando a comer dos contentores, tenho emprego compatível com a minha formação, ainda não tenho de emigrar…
Mas sinto-a, amargamente.
No desemprego em casa, na injustiça no trabalho, no atropelo e no desrespeito pelos direitos de todos, na vergonha que sinto pela situação desesperada em que vivem muitos dos meus compatriotas e demais europeus … do povo.
Sou povo? Sou povo, como o Louçã é.
Porque tenho consciência de que os outros são os meus semelhantes e têm tanto direito, como eu, a uma vida boa (atenção, não disse boa vida) à paz, à saúde, à justiça, ao trabalho e à vida digna.
Quem pensa e vive assim é povo, sim.
Luísa