Na casa em que se entra ao colo, às vezes sai-se em braços.
Esta frase, escreveu-a a Margarida Pereira, hoje, n’ O destino marca a hora. Para além da estilística, é sabido que gosto de anacolutos, é uma bela frase para início de romance ou epílogo de tragédia.
A mágoa é um um touro desembolado e quem está habituado a ser o forcado da cara já sabe que só olhando a dor nos olhos é que a encaminhamos para a desejável entropia. Ou reduzindo-a ao dizível, que é também uma forma de lhe tirar a força.

A dificuldade está – penso eu – em possuir a capacidade necessária de reduzir o touro/mágoa ou, a mágoa/touro, ao dizível.
Não pelo touro, nem pela mágoa mas… o dízível…
Pois, Bartolomeu, a expressão às vezes é uma graça, outras um esforço. Na maior parte das vezes, uma graça a que se chega com esforço.
Grande frase, de facto. E infelizmente tão verdadeira ainda para muitas mulheres.
Aprecio “o que” escreves, “como escreves” e “sobre o que escreves”. Ou seja, tenho por ti muita admiração!
E eu agradeço isso como? Ai.
Simples, continuando como és, minha linda!
A Margarida também já é membro honorário do DELITO. Com todo o mérito.