Ângelo Correia que andou anos a planear a subida ao poder do seu protegido Passos Coelho, veio agora dizer uma coisa destas…Passos, planeava um Cluster para o TGV e …Passos planeou a TSU e foi o que se viu…Passos planeou o orçamento de Estado de 2012, com o Ricardo Salgado do BES, e passados poucos dias, já pertence ao reino da fantasia…
Muito boa pergunta. A Elite precisa sempre do Plano. O Plano serve para estabelecer regras – e retirar recursos aos outros- para poderem justificar o seu poder e mantê-lo. O que a Elite odeia é que apareça uma nova empresa com sucesso e com dimensão que não venha dos próprios. O Plano impede que isso aconteça.
Hmmm… nesse caso está aí a resposta a uma grande questão… afinal Ângelo Correia, descobriu a utilidade do nosso país. Agora, nasce nova questão, de igual ou mair dimensão; é Ângelo Correia, o único vidente com capacidade para “ver” esta evidência? Parece que sim…
É curioso. Há uma geração nacionalista que não é a minha. Ontem ouvi o Manuel Alegre a proferir sabedoria sobre os bravos portugueses, numa altura em que só não temos mais imigração porque Portugal já não presta assim tanto. A história tem de ser respeitada, e eu sei história, mas não vou classificar os portugueses pela bravura nos descobrimentos que já foram. Hoje precisamos de boas pessoas, de boas ideias de iniciativa, etc. Só discordo se, para estrangeiros, houverem benefícios especiais. Quando consumo, apenas pretendo uma boa relação preço qualidade. Como agricultor que sou, creio que o agricultor espanhol é tão bom ou tão boa pessoa como eu. Porque é que há tanta fobia em comprar estrangeiro? Porque é que perseguiram os agricultores espanhóis que plantaram olival no Alentejo quando nenhum português o fez? Que tacanhice! Estas tolices que se dizem sobre a EDP que agora é chinesa. Então a corrente eléctrica é chinesa? Mesmo que o fosse. Se calhar a Helena também não concorda comigo. Já me chamaram xenófobo porque disse que era de direita, Mas aconselhar a consumir português, mesmo que seja mais caro ou de pior qualidade? Agora está o Ângelo Correia com medo que os “chineses venham por aí”. Que venham. Aí se verá se somos bons ou não. Se eles triunfarem, os bons são eles. Mesmo que em tempos nós (portugueses) tivéssemos sido os melhores.
Caro José Menezes eu até compreendo o que diz, quando um país decide assentar o crescimento no consumo e endividar-se por causa disso, uma vez que a maioria do que compramos é importado. O que eu gostaria era que Portugal crescesse nas exportações e no investimento. E este pode vir donde vier desde que seja gerador de emprego e não mera gestão financeira. A mim não me incomodam os chineses na EDP. Mas sei que foi através disso que eles conseguiram entrar na Europa, na Africa ( Cabora Bassa) e no Brasil. E ganharam aos alemães porque não tinham algumas limitações que a Senhora Merkel impôs do seu lado. Como diz o Cesar das Neves não há almoços grátis…
Cara Helena Não gosto mesmo nada desta construção europeia. 1) Falta democracia; numa questão destas não houve sequer referendo (pelo menos esta, há muito mais). 2) Excesso de pedantismos e eufemismos. 3) Uma das maiores hipocrisias da história, pelo menos da história moderna.
Podemos ter reservas quanto aos chineses, quem investiu na EDP foi o próprio estado chinês e poderíamos não aceitar fazer negócios (pelo menos desta dimensão) com países não democráticos.
Na sua resposta, levantou outra questão paralela: as razões da crise. Dado o que aconteceu na Islândia, alguma coisa poderia ser prevista. Aí o Não Engº Sócrates falhou. Assentar a economia no consumo foi (se calhar, percebo pouco disto) uma “teoria do crescimento económico” que se provou estar errada. Não apenas cá. Esse crescimento baseou-se em empréstimos (quer do estado quer o crédito ao consumo de particulares), lembro-me que era mais difícil obter crédito para investir do que para simplesmente comprar. Depois temos os subsídios, os crenes, os athacas, e outros. Quando o estado se mete no mercado, faz asneira. Deram-me subsídio para plantar vinha, meti legalmente ao bolso pr’aí 10 000 €. Isto porque o subsídio foi dado por “tarefas necessárias”, tive de apresentar provas da realização das tarefas (que fiz), acontece que todo o trabalho foi realizado por mim (não paguei mão de obra) e poupei nos materiais porque fiquei com alguns provenientes do arranque anterior. Ganhei com o subsídio mas perdi porque hoje há excesso de vinho (uma das críticas, perfeitamente estudadas, aos subsídios) e o vinho está a ser pago ABAIXO DO PREÇO DE CUSTO. Para que serviram estão os subsídios?
Enfim. Adoro este meio de diálogo, mas não quero transformar o “DELITO DE OPINÃO” num FaceBook.
Uma das coisas melhores que vi escrita pela Helena, devido à importância dos pormenores mencionados como exportações, investimento, emprego e chineses. É um escrito sem demagogia, coisa rara.
Caro João Severino De facto não o somos. Os eleitos deveriam fazer o que o cidadão quer em vez de se sentir com um cheque em branco para fazer o que lhe apetece. Também deveria haver transparência e informação pública nas decisões do governo. Mas nós temos uma tradição não-liberal e olhamos para o estado, quer como paizinho quer como alguém a quem devemos enganar (sendo que quem mais engana é ele). Não sentimos (e com razão) o estado como “nós”, mas sim como “eles”. O meu lapso (de escrita) tem a ver com o não respeito pelos direitos humanos e a falta de eleições livres. Nesse aspecto estamos melhor.
Ângelo Correia que andou anos a planear a subida ao poder do seu protegido Passos Coelho, veio agora dizer uma coisa destas…Passos, planeava um Cluster para o TGV e …Passos planeou a TSU e foi o que se viu…Passos planeou o orçamento de Estado de 2012, com o Ricardo Salgado do BES, e passados poucos dias, já pertence ao reino da fantasia…
:-))
Muito boa pergunta.
A Elite precisa sempre do Plano.
O Plano serve para estabelecer regras – e retirar recursos aos outros- para poderem justificar o seu poder e mantê-lo.
O que a Elite odeia é que apareça uma nova empresa com sucesso e com dimensão que não venha dos próprios. O Plano impede que isso aconteça.
Hmmm… nesse caso está aí a resposta a uma grande questão… afinal Ângelo Correia, descobriu a utilidade do nosso país.
Agora, nasce nova questão, de igual ou mair dimensão; é Ângelo Correia, o único vidente com capacidade para “ver” esta evidência?
Parece que sim…
É curioso. Há uma geração nacionalista que não é a minha. Ontem ouvi o Manuel Alegre a proferir sabedoria sobre os bravos portugueses, numa altura em que só não temos mais imigração porque Portugal já não presta assim tanto.
A história tem de ser respeitada, e eu sei história, mas não vou classificar os portugueses pela bravura nos descobrimentos que já foram. Hoje precisamos de boas pessoas, de boas ideias de iniciativa, etc.
Só discordo se, para estrangeiros, houverem benefícios especiais.
Quando consumo, apenas pretendo uma boa relação preço qualidade. Como agricultor que sou, creio que o agricultor espanhol é tão bom ou tão boa pessoa como eu. Porque é que há tanta fobia em comprar estrangeiro?
Porque é que perseguiram os agricultores espanhóis que plantaram olival no Alentejo quando nenhum português o fez?
Que tacanhice!
Estas tolices que se dizem sobre a EDP que agora é chinesa. Então a corrente eléctrica é chinesa? Mesmo que o fosse.
Se calhar a Helena também não concorda comigo. Já me chamaram xenófobo porque disse que era de direita, Mas aconselhar a consumir português, mesmo que seja mais caro ou de pior qualidade?
Agora está o Ângelo Correia com medo que os “chineses venham por aí”. Que venham. Aí se verá se somos bons ou não. Se eles triunfarem, os bons são eles. Mesmo que em tempos nós (portugueses) tivéssemos sido os melhores.
Caro José Menezes eu até compreendo o que diz, quando um país decide assentar o crescimento no consumo e endividar-se por causa disso, uma vez que a maioria do que compramos é importado.
O que eu gostaria era que Portugal crescesse nas exportações e no investimento. E este pode vir donde vier desde que seja gerador de emprego e não mera gestão financeira.
A mim não me incomodam os chineses na EDP. Mas sei que foi através disso que eles conseguiram entrar na Europa, na Africa ( Cabora Bassa) e no Brasil. E ganharam aos alemães porque não tinham algumas limitações que a Senhora Merkel impôs do seu lado.
Como diz o Cesar das Neves não há almoços grátis…
Cara Helena
Não gosto mesmo nada desta construção europeia.
1) Falta democracia; numa questão destas não houve sequer referendo (pelo menos esta, há muito mais).
2) Excesso de pedantismos e eufemismos.
3) Uma das maiores hipocrisias da história, pelo menos da história moderna.
Podemos ter reservas quanto aos chineses, quem investiu na EDP foi o próprio estado chinês e poderíamos não aceitar fazer negócios (pelo menos desta dimensão) com países não democráticos.
Na sua resposta, levantou outra questão paralela: as razões da crise. Dado o que aconteceu na Islândia, alguma coisa poderia ser prevista. Aí o Não Engº Sócrates falhou.
Assentar a economia no consumo foi (se calhar, percebo pouco disto) uma “teoria do crescimento económico” que se provou estar errada. Não apenas cá. Esse crescimento baseou-se em empréstimos (quer do estado quer o crédito ao consumo de particulares), lembro-me que era mais difícil obter crédito para investir do que para simplesmente comprar.
Depois temos os subsídios, os crenes, os athacas, e outros. Quando o estado se mete no mercado, faz asneira.
Deram-me subsídio para plantar vinha, meti legalmente ao bolso pr’aí 10 000 €. Isto porque o subsídio foi dado por “tarefas necessárias”, tive de apresentar provas da realização das tarefas (que fiz), acontece que todo o trabalho foi realizado por mim (não paguei mão de obra) e poupei nos materiais porque fiquei com alguns provenientes do arranque anterior.
Ganhei com o subsídio mas perdi porque hoje há excesso de vinho (uma das críticas, perfeitamente estudadas, aos subsídios) e o vinho está a ser pago ABAIXO DO PREÇO DE CUSTO.
Para que serviram estão os subsídios?
Enfim. Adoro este meio de diálogo, mas não quero transformar o “DELITO DE OPINÃO” num FaceBook.
Abraço
José Menezes
Parabéns, José Menezes. Por ser um cidadão que pensa ser Portugal um país democrático*…
* (…) poderíamos não aceitar fazer negócios (pelo menos desta dimensão) com países não democráticos.
Uma das coisas melhores que vi escrita pela Helena, devido à importância dos pormenores mencionados como exportações, investimento, emprego e chineses. É um escrito sem demagogia, coisa rara.
Caro João Severino
De facto não o somos.
Os eleitos deveriam fazer o que o cidadão quer em vez de se sentir com um cheque em branco para fazer o que lhe apetece.
Também deveria haver transparência e informação pública nas decisões do governo.
Mas nós temos uma tradição não-liberal e olhamos para o estado, quer como paizinho quer como alguém a quem devemos enganar (sendo que quem mais engana é ele). Não sentimos (e com razão) o estado como “nós”, mas sim como “eles”.
O meu lapso (de escrita) tem a ver com o não respeito pelos direitos humanos e a falta de eleições livres. Nesse aspecto estamos melhor.
Eu bem falo da falta de estratégia, mas ninguém me houve! (risos)
Cristina Silva
Para Ângelo Correia, os “bons ventos” vêm, sempre, do lado árabe – das arábias
Será que ele quis dizer ” planar ” ?