– Quando eras pequena o que querias ser quando fosses grande?
– Arquiteta.
– Parabéns. Olho para ti e vejo que chegaste lá.
22 comentários em “Acordo burrográfico (1)”
Ora bem, um mar de possibilidades. Haja humor 🙂 A propósito:
Quando acordo com a nova escrita, modelo o que escrevo sem daí colher compreensão de quem, a cada oportunidade, espeta um seco não ao esforçado acordo. Não serei eu nem tu a colher desta fonte, a matar com ele a sede da aproximação. Afinal, burro velho não pode aprender língua nova nem distinguir duas palavras homógrafas sem que com isso caia o carmo e a trindade. Acordo, modelo, colher, espeta, sede, caia, pode vão agora passar a ter novas palavras amiguinhas. Poetas e gente do humor hão-de descobrir novos humores em tiradas antigas. Nem tudo se perde, nem tudo se transforma. Bom carnaval, minha gente!
Más notícias para os Hugos e as Helenas. E lá teria o presidente de Timor-Leste passar a chamar-se Ramos-Orta. Se o professor Malaca se lembra desse título de jornal corre a exigir ao Estado outro ‘tratado internacional’ para desfigurar ainda mais a nossa ortografia.
E há mais. Mas o que convinha era que as adições viessem acompanhadas de anedota. Mesmo que não dê muito para rir, mas isso não é o mais importante. O que interessa é que seja burrográfico.
Ora, caro Pedro, esse caminho não o ajuda pq evidencia precisamente o contrário daquilo que defende. Eu tb oiço “ôlhe”, e “dirêcta”, o que é tudo uma idiotice de gente bacoca. Agora, o que é q o AO tem a ver com o caso? Nada.
Aprecio esse seu tom perentório. Mas apreciaria mais se fosse peremptório.
agora entendo porque o ilustre josé gil afirma que as reformas ortográficas modificam a forma de pensar…de alguns. uma ida a um psicanalista e tudo se resolve.
Aposto que por cá os inteligentes não lêem o t. Ou então o z. Ou mesmo o k. Dá muito trabalho e o povo, coitadinho, tem de aprender a rabiscar qualquer coisa.
– Agora com o AO vou ser obrigado a dizer “arquitêto” em vez de “arquiteto”. – Vais? Então quando lês “veto”, dizes “vêto”? – Não, digo “veto”. – Então, se és capaz de ler bem “veto” não achas que é estúpido dizer que não consegues dizer corretamente “arquiteto”? – Sim, é um bocado estúpido. – Pronto, agora já sabes porque é que tens dificultade em ler corretamente “arquiteto”, não culpes o AO.
Ora bem, um mar de possibilidades. Haja humor 🙂
A propósito:
Quando acordo com a nova escrita, modelo o que escrevo sem daí colher compreensão de quem, a cada oportunidade, espeta um seco não ao esforçado acordo.
Não serei eu nem tu a colher desta fonte, a matar com ele a sede da aproximação. Afinal, burro velho não pode aprender língua nova nem distinguir duas palavras homógrafas sem que com isso caia o carmo e a trindade.
Acordo, modelo, colher, espeta, sede, caia, pode vão agora passar a ter novas palavras amiguinhas. Poetas e gente do humor hão-de descobrir novos humores em tiradas antigas.
Nem tudo se perde, nem tudo se transforma.
Bom carnaval, minha gente!
Claro que sim: haja humor. Ou, se o acordo fosse consequente na supressão das consoantes mudas, aja umor.
Já temos o jornal Oje, os italianos já quase não sabem o que é o agá. Lá chegaremos, no tempo dos nossos netos provavelmente.
Más notícias para os Hugos e as Helenas. E lá teria o presidente de Timor-Leste passar a chamar-se Ramos-Orta. Se o professor Malaca se lembra desse título de jornal corre a exigir ao Estado outro ‘tratado internacional’ para desfigurar ainda mais a nossa ortografia.
que rica ideia para definir o acordo ortográfico: uniteta.:-)
Arquitreta, Olinda. Arquitreta.
Boa!
A série burrográfica começa bem confirmando as melhores expetativas.
Outras sugestões burrográficas que os leitores podem aproveitar para anexar uma anedota e aumentar as edições da burrografia até ao nº 20 ou 30:
acordo/acordo
almoço/almoço
colher/colher
cor/cor
erro/erro
espeto/espeto
jogo/jogo
modelo/modelo
seca/seca
seco/seco
sede/sede
pela/pela
pelo/pelo
pregar/pregar
torre/torre
E há mais. Mas o que convinha era que as adições viessem acompanhadas de anedota. Mesmo que não dê muito para rir, mas isso não é o mais importante. O que interessa é que seja burrográfico.
Obrigado pelas sugestões, condizentes com o dia carnavelesco. Aliás todo o “acordo” é.
Palerma/Palerma. Esta funciona bem.
E há o idiota/idiôta (pronunciar este último com sotaque de tia de Cascais).
Ora, caro Pedro, esse caminho não o ajuda pq evidencia precisamente o contrário daquilo que defende.
Eu tb oiço “ôlhe”, e “dirêcta”, o que é tudo uma idiotice de gente bacoca. Agora, o que é q o AO tem a ver com o caso? Nada.
Aprecio esse seu tom perentório. Mas apreciaria mais se fosse peremptório.
agora entendo porque o ilustre josé gil afirma que as reformas ortográficas modificam a forma de pensar…de alguns.
uma ida a um psicanalista e tudo se resolve.
Estimo as melhoras.
Eheheheh…
Esta arquiteta ainda ganha o Pritzker!
Aposto que por cá os inteligentes não lêem o t. Ou então o z. Ou mesmo o k. Dá muito trabalho e o povo, coitadinho, tem de aprender a rabiscar qualquer coisa.
Fica Prier. E, pensando melhor, porque não eliminar todas as consoantes? Prémio Ie soa muito melhor.
🙂 Aposto que se inspirou na entrevista da Joana Santos:)
Apostou… e ganhou.
Pedro, publique-me isto, sff:
– Agora com o AO vou ser obrigado a dizer “arquitêto” em vez de “arquiteto”.
– Vais? Então quando lês “veto”, dizes “vêto”?
– Não, digo “veto”.
– Então, se és capaz de ler bem “veto” não achas que é estúpido dizer que não consegues dizer corretamente “arquiteto”?
– Sim, é um bocado estúpido.
– Pronto, agora já sabes porque é que tens dificultade em ler corretamente “arquiteto”, não culpes o AO.
Você escreve e eu leio. Devia ser o contrário.
Sinto-me um mero espetador.