Há pessoas que têm o dobro do sangue dos outros.
Vivem de outra forma, têm algo que se vê e é, ao mesmo tempo, invisível.
No caso da Helena há o riso que tem um timbre típico, a dança das mãos, a inteligência de brincar consigo, com a sua idade, com o facto de não ser mãe dos filhos, mas os filhos serem filhos dela, de possuir uma história e uma alma que, aberta ao mundo, à mesa, para os amigos, é transparente. Há nela uma alegria digna de inveja e, hoje, disse
Quando eu morrer, não quero políticos no velório e quero fado.
E eu ri-me com ela e para ela. Eu que escrevo a ouvir fado e que me lembro de tantas coisas sábias que aprendi com Helena, a ler-lhe os blogues, os livros, os gestos, os sorrisos, os silêncios.
Não somos as melhores amigas, nada que se pareça (até porque me doem as cruzes e a Helena está inteira na vida sem esse tipo de dores), mas somos cúmplices em tanta coisa.
Há pessoas que têm o dobro do sangue dos outros. A Helena é uma delas. Bem hajas.
(Sim, as declarações de amizade são, como as cartas de amor, passíveis de serem lamechas e ridículas. Como diz o meu filho: azarinho)

Bela declaração de amizade, Patrícia. O meu dia hoje foi também iluminado pela nossa Helena. E por vocês. Quando for muito grande quero ser como a Helena.
Beijinhos
Há anos que digo isso: quando for grande serei como a Helena. Nunca serei, não tenho a vocação para a felicidade ou a capacidade de encaixe da Helena, mas tenho um imenso orgulho em saber que ela é como é e que nos toca como só ela. O riso é um bónus, um extra que nos dá, e que fica connosco. Devo dizer que o meu dia foi iluminado por vós por não ser uma pessoa de pessoas, de matilhas, de grupos, geralmente tendo a escapar, mas hoje foi bom. Muito bom. Depois, para iluminar ainda mais o dia, fui ao cinema com o mais novo e o meu marido ver o filme do Scorcese, Hugo, uma ode ao cinema. Chorei que nem uma Madalena. A Helena é que tem o dom do riso:) Beijo Leonor!
Vi o trailer e fiquei cheia de vontade de ir ver esse filme.
Foi mesmo um dia luminoso, Patrícia 🙂
… e o que é mais – permite-mo -, ela transmite isso, espalha, dá transparência a tudo à volta. Com duas pinceladas, fizeste mais do que um retrato.
Generosidade tua, Fernando. Gosto muito da Helena. Tenho imenso orgulho nela. Como se fosse minha, de uma forma estranha se quiseres, mas é assim que sinto. Obrigada por me terem neste Delito. Gostei muito de estarmos à mesa, com conversas trocadas, com questões tão díspares e sempre em sintonia, num riso qualquer que é genuíno, o riso de sábado? Não sei. Foi bom e isso é que importa. Beijo (e vai ver o Hugo, o filme do Scorcese!)
A Helena é uma força da natureza que tem o condão de tocar de forma positiva todos quantos têm o privilégio de conviver com ela. Esse privilégio hoje foi todo nosso, durante mais uma inesquecível confraternização gastronómica do DELITO. Que é sempre mais do que um almoço ou um jantar: é uma teia de saborosas cumplicidades que se vai tecendo e prolongando. No tempo e no espaço.
A Patrícia escreveu o que qualquer de nós gostaria de ter escrito sobre a Helena.
Beijos às duas.
Tu, Pedro, és um cavalheiro (que só pode escrever sobre tascas, mas – invocando essa grande figura nacional chamada Teresa Guilherme – isso agora não interessa nada). Um beijo para ti e obrigada por nos fazeres sentir em casa.
Já estou a pensar no próximo encontro, Pedro. Excelente, como sempre, e cada vez melhor.
Grande post, Patrícia. Olha que não é fácil descrever a intensidade da luz. E quando falamos da Helena é da pura luminosidade que estamos a falar.
Ó meus amores
Aqui estou eu de lagrimita – una furtiva lacrima – ao canto do olho a ler os vossos elogios.
Obrigada Patrícia que és tão parecida com a filha que não tive e gostaria de ter tido.
Obrigada a todos que me acolheram sem saber no que se metiam.
Obrigada aos ausentes que se livraram de mim antes de me ter encontrado.
Só tu:) aos ausentes que se livraram de ti? Vês? A tua desobediência é uma maravilha. Beijo-te querida!
Os ausentes nem sabem o que perderam, Helena.
Digo o mesmo.
Os ausentes podem ter razões legítimas e de peso, Helena. Como morar a 250 kms e não ser fácil transpô-los quando se está muito em baixo, fisicamente falando. Tive muita pena de não estar presente (Hello? ó gente deste país macrocéfalo! Percebam isto!).
Também tenho muita pena de não ter conhecido a Patrícia e o Zé Navarro. Será seguramente na próxima vez.
Laura, nós sabemos da tua gripe e tivemos todos, eu tive, pena de não te ter conhecido! Os outros são mesmo os outros:) As melhoras, um beijo P
Laura, a tua falta estava devidamente justificada 🙂 não que os ausentes tenham de o fazer, cada um sabe da sua vidinha e da sua disponibilidade. Somos todos adultos. Tu sabes. Não preciso de dizer.
Hum…
João, “os outros” também não és tu! Os “outros” é uma expressão metafísica, se quiseres, nada mais que isso. Bom domingo, bj
Obrigado, Patrícia. Beijo.
Obrigada, Patrícia 🙂
You know me…
Também tu, João?
Fiquei com as orelhas a arder, Leonor…
:o)
Ó Laura eu sei das tuas razões. Sabíamos todos. Brinquei com os ausentes porque eles estiveram, também, presentes na tertúlia que foi o almoço. Quando me conheceres, ao natural e a cores, vais perceber porque é que te livraste de boa…
Oh, meninos, pela vossa rica saúde não estraguem o brilharete ao nosso novel (quase Nobel, até) Zé Navarro! Olhem que a acta está no forno, quase a sair…
Helena, querida e luminosa mascote deste bando, eu sabia que ias sentir-te em casa. Patrícia, fico muito, mas muito feliz por ler-te: não só em relação à Helena (quem mandou, hein? vou amuar, eu queria ter escrito isso que escreveste!), como em relação a teres-te sentido bem connosco. Eu sabia… sou como o algodão e o Cavaco, nunca me engano.
Quem não esteve (com ou sem justificação) fez falta. Vejam lá se deixam de ser piegas e se aparecem da próxima vez, combinado? Os “de sempre” não mordem, sabiam?
Estou tliste de não tel conhecido os outlos todos. Foi pol isso que falei. Plometo que plo ano estou lá pala ablaçá-los e já sabelei falal chinês!
hi hi!
E se permites meter o bedelho, aqui fica a impressão de esquina-de-mesa: é bom dar por que uma tarde pode passar bem mais depressa que o costume, estando com quem assim (se) entende.
subscrevo! beijo