«Portugal é um dos países mais envelhecidos do mundo e as medidas de incentivo à natalidade não têm funcionado até agora porque — defende a Associação Portuguesa de Demografia — ter filhos é uma decisão “privada do casal”», conforme entendeu e divulgou a Lusa.
Agora sim, ficámos mais esclarecidos sobre a causa verdadeira desta fraqueza nacional: o incentivo à nacionalidade não funciona em Portugal porque ter filhos é uma decisão do foro privado dos casais.
No fundo, o que esta brilhante conclusão significa é que os portugueses ainda tentam engravidar no espaço recolhido do lar, a bem da conservação da privacidade e, claro, através do único método que é conhecido por cá. Lá por fora já ninguém engravida assim. Que privacidade, que quê!? No estrangeiro, para se engravidar põe-se a boca no trombone e pronto.



É também um disparate afirmar que Portugal é um dos países mais envelhecidos do mundo. Há muitos países mais envelhecidos que Portugal (em grande parte porque a transição demográfica nesses países doi efetuada mais cedo e/ou porque recebem menos imigração).
Seria verdade dizer que Portugal tem das natalidades mais baixas do mundo. Mas não se deve confundir baixa natalidade com população envelhecida.
A Síria está a ficar na mesma.
Cá pra mim (apesar de apreciador), o métudo de “boca no trombone”, ou, do “trombone na boca” não resultam, se a intenção de base fôr procriar.
No entanto, sou dos que apoia a experienciação e a persistência…
Presumo que sim, que apoia.
Prezado Dr João Carvalho
Reconhecido lhe peço o esclarecimento seguinte:
– Se para certas religiões o aborto é considerado um crime…
~Podemos classificar o uso da “camisinha” como um crime por asfixia?
Quanto á boca no trombone… considerar um acto de canibalismo….(?)
Grato pela atenção
Não conheço qualquer religião que consagre crimes. Apenas pecados.
Espero ter esclarecido. Às ordens.
E o pecado da carne ?? Oh meu Deus !
Que o diga aquele padre que foi às meninas e agora tem um processo às costas…
Aquele pastor alemão é um chato !!
Tenho dúvidas quanto ao encarar certos bogs. Não sei se os considere plataformas que contribuam para uma reflexão séria sobre as coisas e a nossa vida, se uma oportunidade tecnológica para certos rapazolas e meninas darem ares da imensa gracinha que acham que têm.
Este post aponta mais para a última interpretação. Ainda que outros, como a citação do José Gil, já apontem para uma capacidade de leitura que até parece de adultos.
Saberão, com certeza, que nos tempos dos nosso avós, a gravidez estava longe de ser resultado de uma decisão. Agora expressa uma decisão individual ou familiar. Ora, ninguém decide ter filhos para salvar a Pátria. Competiria aos gestores da dita, implementar medidas bem credíveis cujo benefício individual ou familiar tivesse como resultante indirecta o tal “des”envelhecimento demográfico.
Tratar isto com graçolas, também dá. Mas ao menos que tivessem mesmo gracinha.
A sua dúvida inicial não faz qualquer sentido: nesta casa praticam-se ambas as modalidades. Nem tudo é tão sério que nos retire a capacidade para nos rirmos até de nós próprios. Procure V. fazer o mesmo e verá como vai dormir melhor. A menos que V. seja da Lusa…
Diria antes que a conclusão é que ter filhos não devia ser uma decisão privada dos casais, mas sim do Estado, com a necessária burocracia e o essencial instituto. “Ah e tal, o senhor e a menina estão juntos há dois anos? Têm mais de 25 anos? Então preencham por favor este formulário – em triplicado. A menina tem um ano para engravidar. Caso contrário, terão de pagar a penalização de natalidade.”
Chegaremos um dia a isso, João? Agora lembraste-me o Orwell, caramba.
Espero que não, mas por vezes tenho a sensação de que já estivemos mais longe. Orwell, Huxley… as possibilidades são ilimitadas.
O pior é que este mundo novo nem sempre é assim tão admirável…
Entre os dois, venha de lá o Huxley … ao menos é sempre a “somar” 😉
É bem possível, John.
Uma das razões é essa. As crianças são cada vez mais do Estado e da Sociedade do que dos Pais.
Outra é que as crianças são cada vez mais caras a todos os níveis. Em parte porque o mercado onde as crianças são consumidoras um mercado socialista onde não há concorrência: educação, saúde sempre a aumentar de preço sem justificação.
Não é estranho que as escolas e os professores não se preocupem um átomo com a natalidade?
Depois a fasquia que o desejo de zero falhas na sociedade ocidental da perfeição europeia que é imposto pelas pessoas a si próprias.
Se a criança não tiver isto não vale a pena.
Se a criança não tiver aquilo não vale a pena.
Se não puder ter um curso não vale a pena. etc.