Mais bons exemplos vindos da Alemanha.
Adenda: o jaa chamou-me a atenção para um comentário a esta notícia (está na caixa) que devia envergonhar o jornal e torna este post enganador. Leiam-no.
Mais bons exemplos vindos da Alemanha.
Adenda: o jaa chamou-me a atenção para um comentário a esta notícia (está na caixa) que devia envergonhar o jornal e torna este post enganador. Leiam-no.
Das duas, uma, Luís: ou os alemães são uns filhos da mãe ricos e egoístas ou são uns pobres explorados e têm é que tratar de resolver os problemas deles.
Eu desconheço as regras do mercado laboral alemão mas o comentário de A. Proença, às 13,15h, lá no Jornal de Negócios, talvez ajude a esclarecer o que a jornalista preferiu não referir (não dá mesmo para confiar nas notícias dos jornais portugueses, hoje em dia: no mínimo, estão incompletas; no máximo, são mentira).
jaa, não vejo por lá comentários. Quanto a isso dos alemães nunca gostei de simplificar, só de meter-me com quem simplifica. “Ah, porque eles ensinam-nos a pescar”, que bonzinhos e tal.
Só uma pequena correccao: Os mini Jobs sao pagos a 1 há hora quando sao através do Fundo de desemprego e sao na maioria realizados por quem está há mt tempo desempregado, na sua maioria Hartz IV. Trabalham por 1 euro, mas têm a renda paga (o apartamento nao deve ter mais de 45 m² por pessoa. Se tiver familia, mais 15m² por pessoa) e uma percentagem de 68% para a Luz. Recebem ainda 359 Euros e mais os tais euros do minijob. Se ultrapassarem os 160 Euros, é depois reduzido dos tais 359 euros. Através de Agências de emprego o minimo admitido é de 4,50 por hora. / além disto tudo também existem os miniJobs para quem quer ter por exemplo um segundo trabalho. Estes baseiam-se nos 400 a 600 euros por mês e as pessoas nao devem trabalhar mais de 20 horas por semana. / Quanto a Jobs pagos a 2 euros há hora, tratam-se também de ocupacoes para quem está no fundo de desemprego (nao confundir com quem é Hartz IV). Na maioria estes Jobs sao para uma formacao qualquer, que é paga pelo centro de emprego mais os 2 euros por hora. Só devem trabalhar 30 horas por semana. Estes por sua vez nao recebem dinheiros para renda nem luz, mas têm direito ao subsidio de habitacao, cerca de 140 euros. Depende também se sao estudantes o nao.
A. Proença
Não faço ideia se é verdade e parece-me uma grande complicação. Mas dá-me ideia que a jornalista do Negócios devia ter estudado melhor o assunto.
Cum caraças, estes jornalistas envergonham-me. A sério. Nunca mais volto a ler nem a citar esta merda de jornal e vou colocar uma correcção no post. Foda-se, como é que um gajo pode formar opinião sem uma imprensa DECENTE?
A notícia do Jornal de Negócios é um exercício de má fé.
Quem se quiser informar correctamente pode ler no seguinte link
http://www.arbeitsagentur.de/zentraler-C ontent/Veroeffentlichungen/Sonstiges/Fly er-Minijobs.pdf
(em alemão naturalmente)
Os apoios referidos pelo leitor que corrigiu o jornal existem todos e até são, nalguns casos, mais abrangentes(vão desde apoio escolar, para a equipar a cozinha, etc, etc).
Vivendo há quase 20 anos na Alemanha, confesso que não estou bem dentro do assunto, mas este comentário parece-me próximo da realidade. A notícia está muito mal engendrada e documentada, é uma vergonha, devia ser apagada. Não acredito que haja gente a trabalhar por 55 cêntimos à hora, muito menos, sem mais ajudas sociais, como o pagamento da renda de casa, contribuição para os custos de electricidade, etc. É verdade que existem os chamados “Ein Euro Jobs”, a um euro por hora e, por isso, muitas empresas alinham. Mas os desempregados que participam nestes programas têm, como referido, outras contrapartidas e ajudas.
De resto, não há dúvida de que na Alemanha há muita gente a viver com dificuldades, pobre, ou no limiar da pobreza.
Em Portugal, costuma-se interpretar isto da seguinte forma: e os danados ainda nos querem dar lições de moral!
Na Alemanha, porém, as pessoas pensam assim: com tanta dificuldade por aqui e ainda querem que desembolsemos para tirar os outros da crise!
É o extremar de posições, que eu, portuguesa, residente na Alemanha, casada com um alemão, constato, com muita tristeza.
Cristina, sou avesso à ideia de apagar notícias (ou posts) incorrectos. Creio que a notícia devia ser corrigida com um pedido de desculpas aos leitores.
Ou isso, sim, com certeza!
Esse tipo de complicação é uma face muito alemã…
Ah, e não é uma questão de bondade mas de sensatez. O binómio inflação – desvalorização não leva a lado nenhum.
Olha, não queres que te dê razão em tudo pois não? A desvalorização cambial pode não levar a lado nenhum na alemanha (por isso é que não a querem) mas a Portugal dava um jeitaço.
Das duas uma, não: das três uma. Há ainda a possibilidade, que me parece a mais provável, de as duas espécies coexistirem. Como coexistem em Portugal.
Mas quem é que deixou entrar uma pessoa sensata?
Cheira-me a notícia fabricada sobre factos isolados. Mais ainda, quem a escreveu precisava de voltar para a escola.
Sim, já pus uma adenda.
Sem querer fazer o papel do “advogado do diabo”, duvido muito que na Alemanha alguem receba 50 cents à hora para trabalhar. Com todo o respeito por quem executa esses trabalhos, em Portugal já não se encontra uma empregada da limpeza por menos de 5-6 euros à hora. 50 cents/hora, já nem na China. O JN devia ser mais rigoroso.
Alexandre leia a adenda.
Bom, creio que entre post e comentários estamos esclarecidos. Só uma observação: há muito que penso que há uma incompatibilidade endémica entre os jornalistas profissionais portugueses e as casas decimais; por isso, quando leio 0,5, ressalvo sempre a possibilidade de o número certo ser 5,0, 50,0, 0,05 ou outro qualquer que tenha a vírgula e os algarismos numa posição aproximada da que vem impressa.
Sim, sim, é inacreditável. Isto para nem falar da confusão instalada entre biliões à americana e à portuguesa.
Vês, antes de acabar o dia ainda me vais dar razão. É muito melhor linkar editoriais do Jornal de Angola.
Nunca. Prefiro erros, incluindo de português.
Vá, concedo. Também só sou capaz de linkar os que dizem respeito ao AO. Provavelmente porque não dizem respeito a algo a que atribua especial importância.
É uma discussão interessante, que levaria longe. Mas no limite (muito no limite) corresponde à velha questão de sabermos se é razoável usarmos as “descobertas” clínicas de Joseph Mengele (não fez nenhuma ao que parece) nos campos de concentração.
Eu sou contra, mas admito que é possível defender uma opinião contrária sem sobressaltos.
Já agora: por acaso tinha antes do teu post desancado à brava um comentador do Vida Breve que me mostrou essa peça.
Eu vi a tua resposta à Ana Vidal. Quanto aos leitores do Vida Breve, é lá com eles. Se depender de mim, masturbas-te sempre sozinho.
????
!!!!!
A tua tia.
???
!!!!
Ele não te vai dar razão, Rui. É impensável que desse razão a duas pessoas diferentes no mesmo dia e hoje já deu a uma: a moiself. Aliás, confessa: estás com inveja, não é?
(Sou tão bom a fazer amigos, pá…)
Eu dei-te parcialmente razão (pôr um itálico em “parcialmente”, ok?). Com jeitinho ainda era capaz de dar “parcialmente” razão ao Rui Rocha, se ele por acaso tivesse alguma.
(Ainda sou melhor que tu, pá…).
Parcialmente.
Sim, acho que para hoje já foi suficiente. Tratando-se de fazer o Luís meter a viola no saco fico sempre satisfeito, mesmo que não seja eu o autor da coisa. Great job.
Vocês deviam agradecer ao Jornal de Negócios, ou lá como se chama aquela merda.
Ó camaradas podiam ser um pouco mais contidos na linguagem?!
Vá lá, meninos, um pouco de ‘savoir faire’! Marquem um duelo em Monsanto e não se fala mais nisso!
Luís, leva o Excalibur.