Foi o que ele disse. Baixinho. Ela, obediente, cansada, ouviu. As lágrimas não as sentiu porque não se vêm, são lágrimas de dentro, pulsam no seu corpo e disfarçam tudo o resto, a dor chega devagar, como se fosse uma veia, central, a pulsar, a correr da cabeça aos pés. Ele diz que é do frio. Depois adormece com o livro em cima dos joelhos. Ele tem doze anos. Eu sou a mãe. Ele toma conta de mim.
É fechar os olhos e ouvir
Patrícia Reis,

Só agora te leio aqui. Vou dormir, mas dói-me que te doa assim a vida, amiga. Amanhã é outro dia, sabes?
Beijinhos
Pois sei, e tenho aqui este pequeno que é a prova disso:) beijos querida