O protectorado.


Luís Menezes Leitão,

 

Segundo se refere aqui, a Alemanha pretende que os gregos percam a sua soberania orçamental como contrapartida de receberem um novo resgate, passando as decisões orçamentais a ser tomadas por uma espécie de comissário europeu para os países “resgatados”. Isto nada mais representa que o fim total da soberania da Grécia. Há uma regra sagrada de que só os representantes de um povo podem autorizar o lançamento de impostos a esse povo: “no taxation withou representation“, pelo que quando essa regra é sacrificada, estamos perante um povo subjugado. Com isto, a Grécia vai transformar-se num protectorado alemão e provavelmente Portugal terá  já a seguir o mesmo destino. Nem de propósito o Governo anuncia de imediato a supressão dos feriados que festejam a restauração da independência do país e o regime republicano. De facto neste momento Portugal já não é um país independente e nem sequer merece o nome de república. Mas não deixa de ser estranho que o Governo do nosso país o assuma tão claramente.

5 comentários em “O protectorado.”

  1. Luis,
    isso transmite à expressão “Vá para fora cá dentro” toda uma nova dimensão.
    Não sei é se gosto dessa dimensão…
    Por outro lado é historicamente interessante ver a Alemanha “ocupar” estados europeus de uma forma diversa daquela que em tempos estivemos habituados a ver.
    Salazar conseguiu, no seu tempo, ficar de bem com “deus e com o diabo”. Será que Passos conseguirá igual proeza? 😉
    Cumps.

  2. E não foi neste sentido, que tivemos um espertalhão, recentemente doutorado pelo regime, que fez o sacrifício de emigrar para Bruxelas?
    Ou ia ficar por cá, a fazer de D. Quixote?

  3. Foram os Gregos que pediram emprestado numa Democracia.

    O que você deve sublinhar é a opressão da Democracia sobre as minorias. Ou seja não há Republica económica, os Governos Ocidentais continuam com Todo o Poder sobre a economia das pessoas.

    São os 10%-20% de Gregos que não estavam de acordo com a maioria de Gregos que levaram o país para a bancarrota, que não queriam défices, que não queriam dívida os quais devem dizer “no taxation without representation”.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *