Se o arrependimento matasse


cronicasnofeminino,

Nunca devia ter ouvido o meu pai, a minha mãe, os meus professores. Para quê queimar as pestanas? Mais vale ser motorista. Das pessoas certas, obviamente.

16 comentários em “Se o arrependimento matasse”

  1. A típica reacção aristocrata.
    Num pais onde todos são doutores se só houver uma pessoa sem doutoramento e estiver disposto a fazer coisas que os doutores na sua aristocracia achem indigno de fazer será milionária.
    A economia, ou seja o valor das pessoas para o mercado – ou seja o seu valor para as outras pessoas – não segue os títulos académicos.
    O valor económico não é o valor cultural da elite.

    Embora este caso seja especial porque é Estado e na cultura não há questões especiais de segurança essenciais a considerar, mas como sustentou a sua critica nas habilitações académicas há muitos motoristas que ganham muito porque é um profissão de proximidade à chefia semelhante a uma secretária onde confidencialidade e confiança acima da media é necessária.

    1. Só me faltava esta… Aristocrata, eu? É para rir. Não lhe parecem exagerados os ordenados e as contratações, portanto. Há muitos licenciados neste país que não ganham aquilo e numa altura de tantos cortes é um abuso. Não me diga que foi contagiado pelo vírus do comunismo e agora acha que independentemente das habilitações todos devemos ganhar o mesmo.

      1. Não será aristocrática, mas também sinto que peca por academicocracia “. Tenho 80 anos; entre as 10 pessoas mais incompetentes e, (no meu julgamento, claro) mais estúpidas que conheci na vida, estão:
        1 médico e uma médica
        1 engenheiro civil
        1 engenheiro agrónomo
        2 regentes agricolas
        1 professora de instrução primária
        Claro que entre os mais competentes e inteligentes que conheci também estão indivíduos com estas habilitações.

      2. Voltou à carga com “licenciados” .
        Como eu disse a minha critica deve-se a ter usado as habilitações académicas como razão para ganhar mais. Isso é aristocrata porque as habilitações académicas não definem necessáriamente o valor que se tem para os outros. As necessidades do mercado – ou seja o que as pessoas, os outros querem- define.
        Quer queira quer não há muito trabalho que é preciso fazer que não precisa de licenciatura. E se houver escassez – não vai haver sempre imigrantes pobres disponíveis- então essas profissões ganharão bem porque o trabalho precisa de ser feito. E ganharão mais que muitos licenciados, porque os há em demasia excepto nas ciências duras.
        A licenciatura é um título e não deveria dar direito a ganhar mais só por se ter o título. Quem defende isso é aristocrata :).

        1. Não se incomode tanto, usei as habilitações académicas como podia ter usado outra imagem qualquer que me passasse pela cabeça para criticar o óbvio: nos tempos que correm e tendo em conta o salário médio deste país ter motoristas àquele preço é um abuso.
          Entretanto já fui encomendar o anel de brasão, para que nada falte.

  2. Também não me parece que a amiga não se poderia realizar, pessoal e profissionalmente, a desempenhar a função de motorista de um qualquer governante, correndo por essas ruas e estradas fora, por regra em grandes velocidades, acima dos limites legais. Além do mais, seria um desperdício.
    Dito isto, se eu fosse o Secretário de Estado da Cultura, mandava-lhe um cartão a agradecer a informação, e desfazia, se pudesse, o negócio de contratação destes motoristas, castigando, da maneira possível, quem teve a ideia de contratar aquele jovem de 21 anos que só foi admitido, ao que dizem, no dia seguinte ao que obteve a carta de condução. E digo isto, também, porque o rapaz, sem qualquer experiência, corre o risco de se matar e matar alguém “importante” – rodar em excesso de velocidade não pode estar ao alcance de quem apenas no outro dia apreendeu a conduzir. Pedir uma coisa destas é, para mim, quase um crime. E tão ladrão é o que vai às uvas, como o que fica ao portão…

  3. também eu estou arrependido…por pensar por,
    exemplo, que quem está no conselho de supervisão da edp vai para lá por pura ganância.
    fui ver os relatórios do governo da sociedade de 2009 e 2010 (estão on-line, no site da edp). e o que vi?
    antónio almeida a ganhar os 600 e tal mil euros (com a ressalva de que inclui o plano poupança reforma – naquela idade?), os catrogas, ricciardis, santos ferreiras e mellos empocharem mais 60 mil euros ao ano, em cima do que já ganham noutros sítios e…faria de oliveira (da cgd) que renunciou aos seus 50 a 60 mil euros !!!
    não renunciou ao lugar, mas apenas à sua remuneração!!!
    e ninguém elogia a atitude deste homem? se calhar não convém divulgar publicamente…

  4. Ó Leonor então não sabes que agora a nova aristocracia é a do canudo?! Se assim não fosse com quem querias tu que os “espoliados” se revoltassem?
    E quanto ganhará um motorista de pesados? Certamente menos…

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