Momentos surreais que me fazem pensar que nem tudo está perdido


escafandro,

Rotunda da Boavista, há cerca de uma hora. Um Ford Focus encontra-se parado na faixa interior, junto ao passeio. Lá dentro, um casal de idade. O homem, sentado atrás do volante, tem o braço esquerdo de fora, tão estendido quanto lhe é possível. Agarra pelos fundos um saco plástico que começa a sacudir. Caem bocados de pão no piso empedrado. De imediato, alguns pombos surgem junto ao carro. O trânsito não é intenso e os outros condutores vão-se desviando. Ninguém apita.

13 comentários em “Momentos surreais que me fazem pensar que nem tudo está perdido”

  1. Qual é a “espiga”?!
    Jaa não se pode parar numa rotunda?
    Quando decorei o código da estrada…
    Hmmm?
    Sim, no século passado, porquê?
    Ah… pensei.
    Bom, quando decorei esse tal de código, não era permitido estacionar. Mas parar, não constituia qualquer transgressão ao mesmo.
    Então o casal está em perfeita sintonia com o código e quanto muito em dessintonia com o rítmo de vida apressado dos nossos dias.
    (estou na reinação, hein… não leve a sério jaa)
    😉

    1. Uma sugestão, Bartolomeu: experimente fazê-lo. Sugiro-lhe até – porque está visto que os portuenses são compreensivos e sensíveis – a rotunda do Marquês de Pombal, em Lisboa. Depois diga qualquer coisa…

  2. Lembro-me de há uns anos ver um homem com uma vaca por uma corda no meio do separador da A1 já a chegar ao Porto, a aproveitar aquela bela erva que era um pecado desperdiçar.

    Eu também tenho a certeza de que nem tudo está perdido.

  3. Pombos (de cidade) são ratazanas com asas.
    Velhinhos destes, era preferível que fossem alimentar crocodilos. Bastava que entrassem na água…

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