Cidadãos indignados apelam ao boicote aos Supermercados Pingo Doce e aconselham a compra de produtos nacionais nas Lojas Mozart.
11 comentários em “Delito breaking news”
Este “caso Pingo Doce” tem menos que se lhe diga do que aquilo que parece. É, na minha opinião, muito mais grave e irresponsável o discurso do deputado do CDS apelando, ainda que de forma velada, ao boicote aos hipermercados do que a passagem das ações de uma SGPS para outra.
«Até 2010 os lucros das holdings (SGPS) não estavam sujeitos a IRC que já tinha incidido sobre os lucros das sociedades participadas quando a participação fosse superior a 10%. Pressionados pela falência orçamental à vista, José Sócrates e o seu cúmplice para as finanças Teixeira dos Santos, alteraram no OE 2011 as regras do jogo, estipulando uma espécie de dupla tributação mantendo o IRC sobre lucros das participadas e adicionando-lhe o IRC sobre os lucros das holdings. No final, um accionista da holding receberia o seu dividendo saqueado pela primeira incidência de IRC nos lucros das participadas, pela segunda incidência nos lucros da holding e pelo IRS devido pelos lucros colocados à sua disposição pela holding.
Ainda em 2011, duas empresas do regime, PT e Portucel, e grupo Jerónimo dos Santos anteciparam para 2010 o pagamento do dividendo desse ano para evitar a dupla tributação em 2011.
Relativamente a 2012 e anos seguintes, para evitar a dupla tributação resultante duma decisão mesquinha do governo de José Sócrates, envolvendo iniquidade fiscal e extorsão fiscal legalizada, o grupo Jerónimo Martins resolveu que a holding portuguesa do grupo vendesse a sua participação de 56,136% à holding do grupo sedeada na Holanda, impedindo que o fisco português aplicasse uma vez mais IRC sobre os mesmos dividendos.
Com a autoridade de quem nunca criou um emprego (salvo os dos funcionários do partido) e de quem propugna o prejuízo como resultado esperado das empresas, o professor doutor Louçã, em nome do BE, o professor doutor José Junqueiro, em nome do PS e o camarada Jerónimo de Sousa, em nome do PCP, classificaram a decisão do grupo Jerónimo Martins de «mesquinha», «iniquidade fiscal» e «evasão fiscal legalizada», respectivamente.»
Ainda há mais… tiros nos pés deste Estado que não cessa de os dar e que o ruído ambiental tenta dissipar.
A propósito do que leva as empresas nacionais para a Holanda. Aqui está um boa pergunta:
«(…) O que continua por esclarecer são as razões (as de Louçã à parte) que levaram Sócrates e Teixeira dos Santos (antes) e Passos Coelho e Victor Gaspar (agora) a “largar” essas mais valias ficais para as praças externas.(…)»
Este “caso Pingo Doce” tem menos que se lhe diga do que aquilo que parece.
É, na minha opinião, muito mais grave e irresponsável o discurso do deputado do CDS apelando, ainda que de forma velada, ao boicote aos hipermercados do que a passagem das ações de uma SGPS para outra.
E eu tendo a concordar consigo, AF.
E a sede social das Lojas Mozart não será no estrangeiro?
Em Salzburgo?
Mas o que é que se passa contigo e com o Mozart esta semana?
É segredo!
Refrescando memórias:
«Até 2010 os lucros das holdings (SGPS) não estavam sujeitos a IRC que já tinha incidido sobre os lucros das sociedades participadas quando a participação fosse superior a 10%. Pressionados pela falência orçamental à vista, José Sócrates e o seu cúmplice para as finanças Teixeira dos Santos, alteraram no OE 2011 as regras do jogo, estipulando uma espécie de dupla tributação mantendo o IRC sobre lucros das participadas e adicionando-lhe o IRC sobre os lucros das holdings. No final, um accionista da holding receberia o seu dividendo saqueado pela primeira incidência de IRC nos lucros das participadas, pela segunda incidência nos lucros da holding e pelo IRS devido pelos lucros colocados à sua disposição pela holding.
Ainda em 2011, duas empresas do regime, PT e Portucel, e grupo Jerónimo dos Santos anteciparam para 2010 o pagamento do dividendo desse ano para evitar a dupla tributação em 2011.
Relativamente a 2012 e anos seguintes, para evitar a dupla tributação resultante duma decisão mesquinha do governo de José Sócrates, envolvendo iniquidade fiscal e extorsão fiscal legalizada, o grupo Jerónimo Martins resolveu que a holding portuguesa do grupo vendesse a sua participação de 56,136% à holding do grupo sedeada na Holanda, impedindo que o fisco português aplicasse uma vez mais IRC sobre os mesmos dividendos.
Com a autoridade de quem nunca criou um emprego (salvo os dos funcionários do partido) e de quem propugna o prejuízo como resultado esperado das empresas, o professor doutor Louçã, em nome do BE, o professor doutor José Junqueiro, em nome do PS e o camarada Jerónimo de Sousa, em nome do PCP, classificaram a decisão do grupo Jerónimo Martins de «mesquinha», «iniquidade fiscal» e «evasão fiscal legalizada», respectivamente.»
http://impertinencias.blogspot.com/2012/0 1/lost-in-translation-131-decisao.html
Obrigada. Gosto de perceber as coisas, sobretudo quando o barulho é muito.
Subscrevo, Isabel.
True enough, Ana.
Ainda há mais… tiros nos pés deste Estado que não cessa de os dar e que o ruído ambiental tenta dissipar.
A propósito do que leva as empresas nacionais para a Holanda. Aqui está um boa pergunta:
«(…) O que continua por esclarecer são as razões (as de Louçã à parte) que levaram Sócrates e Teixeira dos Santos (antes) e Passos Coelho e Victor Gaspar (agora) a “largar” essas mais valias ficais para as praças externas.(…)»
Fonte: http://notaslivres.blogspot.com/2012/01/o-q ue-leva-as-empresas-para-holanda.html