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Aqui está uma boa notícia: Publicado o primeiro Dicionário sobre Luís de Camões.
Dirão que já era tempo, mas mais vale tarde do que nunca.
A boa notícia foi logo seguida de outra péssima: o livro está escrito em acordês, facto que o desclassifica totalmente aos meus olhos. Terei pena mas não vou comprá-lo, como protesto por mais uma agressão à língua portuguesa, que Camões tanto honrou.

Ah, muito bem, Ana, então agora já podemos ficar a saber tudo acerca de “Camõez”, certo?
Ehehehe. Devia ter dito “de C a S”…
Já nem sei bem o que diga, Ana. Com o novo «desacordo ortográfico» (sim, esse que dá para a gente escrever tudo de qualquer maneira, que está sempre bem), já não sei se o alfabeto ainda é o que era.
Agora, o que tenho a certeza, é que o dicionário deve ser ‘muit’a fixe’ a julgar pela aprovação daquela piscadela de olho do Camões…, aliás, do Camõez. ;-))
E eu que ingenuamente pensava que já existiria um livro desses…
Passo. Está cheio de erros ortográficos.
Também não leio «acordês» nem compro livros escritos nessa estranha língua. As editoras parecem ter uma agenda à revelia dos gostos dos seus clientes. É outra singularidade portuguesa…
Seria interessantes que os leitores lhes dessem a resposta que merecem. Não comprarei nenhum livro em «acordês» e não comprarei – com pena – este.
Se os leitores se derem ao respeito – deixando nos escaparates estes produtos do autoritarismo e do abuso – talvez as editoras percebam que também em Portugal os clientes devem ser respeitados.
Lastimo ver ligada a esta obra o nome do Prof. Aguiar e Silva, autor de um Parecer muito negativo sobre o chamado «acordo» ortográfico, parecer que foi ignorado sem qualquer explicação – até hoje! – pelo organismo oficial que o aprovou – o Ministério da Educação!!!
Em acordortografiquês?
Sim. O autor fustiga a demência macaca-casteleira; a editora publica a obra na grafia macaca. Queixe-se o autor ao Camões se quere; a editora antes se apruma em duas edições – uma portuguesa, outra brasileira – ambas em akordês (!).
Eis o português universal, língua oficial ò nu.
O Camões? Passa muito bem sem tal dicionário. Eu também.
Cumpts.
Concordamos. Um abraço.
Meus amigos, fiquei entusiasmada com a ideia e esqueci-me de que, muito provavelmente, este dicionário estaria redigido em acordês.
Peço desculpa a quem comentou aqui, com toda a razão, mas vou apagar este post e os vossos comentários desaparecerão com ele. Recuso publicitar um livro escrito num dialecto estranho e cheio de erros ortográficos, que não aprovo. Muito menos em nome de Luís de Camões, de cuja família os meus filhos descendem.
(deixo esta declaração aqui durante o dia de hoje para que a possa ler quem vai ver os seus comentários apagados)
Na minha modesta opinião, não sei se vale a pena apagar o post. Os comentários, aliás, são relevantes.
Pensando bem, acho que tem razão, Javali. Fica assim.
Em face dos últimos desenvolvimentos, vejo-me na obrigação de corrigir o que acima comentei:
Assim, declaro que «não tenho qualquer certeza de que dicionário em causa seja uma obra a respeitar e muito menos a adquirir. Veja-se, a este propósito, a atrapalhação do próprio Camões, já com um olho sériamente afectado de tanto o esfregar, por não conseguir decifrar convenientemente o dialecto em que o mesmo se encontra escrito.»
Ehehe. Boa, Luís.
Bem rectificado, Ana. Eles que vão “inda além da Taprobana”.
E que fiquem por lá, mas sem nunca encontrarem a ilha dos amores.