Ou vai ou racha


José Maria Gui Pimentel,

A actual crise da dívida soberana é um infeliz exemplo da mentalidade “meias tintas” da burocracia europeia. Mais de ano e meio depois, os políticos europeus continuam presos na armadilha de temerem o fim do euro e de recusarem ao mesmo tempo tomar as medidas necessárias para o evitar. Embora a considere muito arriscada, vejo com simpatia a ideia de que um sistema capitalista tem forçosamente de deixar falir as empresas/bancos que falham. A ser aceite, este princípio teria sido aplicado logo no início, quando os elevados custos de protecção da banca ainda eram inexistentes. Não tendo tal sucedido, é evidente (embora os políticos europeus o queiram encobrir) a aceitação implícita do princípio oposto: salvar a banca, para salvar o euro. Procrastinar, neste caso, tem custos crescentes, e insuportavelmente elevados.

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