Publicidade descarada


Ana Vidal,

Acaba de chegar às livrarias um dos motivos* que me têm afastado do Delito ultimamente. Agora já não me pertence e espera o vosso veredicto. O texto é meu, a capa é um belíssimo quadro do pintor Joaquim Baltazar, que traduz na perfeição o espírito do livro. Enfim, uma sugestão para o Natal.

 

 

(*o outro “motivo” será igualmente objecto de um post com o mesmo título, dentro de alguns dias).

35 comentários em “Publicidade descarada”

    1. SC, eu não escrevo em acordês!!
      Para ter uma ideia da minha posição em relação a isso, acabei de publicar 2 livros (e fica desvendado o 2º motivo…), um deles no Brasil. E nem nesse livro – inteiramente feito lá, e até com o patrocínio do Ministério da Cultura do Brasil – eu permiti que o meu texto fosse revisto para acordês.
      Respondi à sua questão?

  1. Até pensei que estivesse zangada com o DO, mas observo que é por uma boa causa … venha ela. Para começo, e na minha simples opinião, a capa está muito bonita. Um livro é sempre uma boa escolha para presente de Natal.

  2. Que bela capa, parabéns! Amarelos do sol e do trigo, azuis das várzeas e das barras nos muros dos montados, e… aquele vermelhinho discreto no cimo, à esquerda, é o quê? Um capote a espreitar? Espero bem 🙂 Good luck!

    1. Laura, não é um capote, é uma capa… lol… ou melhor, uma contra-capa, que foi para onde fugiram todos os vermelhinhos comprometedores. O quadro é lindo, sim (fica inteiro no livro aberto). Quem me dera tê-lo. Obrigada!

  3. Os meus parabéns, duplos parabéns, pelo que por aqui li. E os meus votos de grande, enorme sucesso.
    Para já, a capa é lindíssima, de cores bem quentes e muito apelativa.
    É uma óptima sugestão para o Natal, se é!
    Conte comigo.
    Quando passar pelos Açores, deixo lá um exemplar para o autógrafo de circunstância….

    1. Será assinado e dedicado com todo o meu carinho, Macarvalho. Obrigada pelo seu.
      (e junto o meu protesto ao da Laura, já agora: é que este seu nome não dá jeito nenhum… 🙂

      1. Já foi interessante algumas vezes, em uma ou outra troca de impressões mais colorida.
        Mas, na dedicatória (e não só), fica muito melhor se colocar o meu nome, que é Alexandra. Já desvendei o mistério noutro comentário…
        Ana, nestes dois últimos dias fui surpreendida, agradavelmente surpreendida por duas facetas suas que desconhecia por completo.
        Os meus sinceros parabéns, o meu imenso carinho.

  4. Ana,
    não a conheço pessoalmente, todavia o seu livro tem todo o aspecto de ser daqueles “tesouros” próprios para se ler no aconchego de uma crepitante lareira, trilhando uma castanha assada e beberricando uma jeropiga aveludada. Os livros também se saboreiam. Muita sorte é o que eu desejo.

    1. Parece-me um excelente ambiente para ler este livro, caro José da Xã. Só espero não defraudar as suas expectativas, mas, nesse caso, sempre terá as castanhas e a jeropiga para consolá-lo… 🙂

  5. Contos? Hum… Eu gosto muito de contos. Parabéns para o exterior. Quanto ao interior fico na expectativa. De qualquer forma desejos de sucesso para o livro e para a autora.

  6. Ana estou muito tentada em comprar o seu mais recente ” filho ” (isto assim fica estranho), mas em tempos de crise, temos de acautelar criteriosamente as escolhas, pelo que se me permite a imensa ousadia, diga-me lá um bom motivo para comprar o mesmo ( 😉 .
    Obrigada.

    1. CR, quer pôr-me a vender o meu peixe, é isso?
      Respondo-lhe com um trecho do prefácio (do Joaquim Ramos, também ele contista):
      «Cada conto de Ana Vidal é um ritual. Um ritual ancestral, tão antigo como a Humanidade: o ritual do amor, dessa química orgânica e etérea que leva a Benvinda a Lisboa, escondida na barra da combinação de flanela, ou se cheira no queijo de Azeitão com que em À Margem do Tempo se barram as tardes de paixão exilada, ou se descobre na ferocidade de leoa parida com que a Generala protege a família.
      Porque os seus contos, que eu sofregamente li de fio a pavio, sabem a café quente, têm o toque acetinado da madeira antiga, apropriam-se do tempo como as canetas de tinta permanente que lembram Cadillacs dos anos cinquenta.»
      Se nada disto a convencer, o que é bem possível, atiro-lhe com o derradeiro argumento: a capa é muito bonita, fica bem em qualquer estante.
      I rest my case. 😉

      1. Vendido.
        Desculpe não resisti. Muito poucas vezes podemos pedir directamente ao autor que nos fale do seu livro. E entendo que comercializar o próprio ” filho ” é uma tarefa árdua. Eu própria já senti isso. Acertou no que se refere a alguns interesses do Joaquim Ramos, sem menosprezo algum, claro. De facto o cheiro do queijo de azeitão ou os cadillacs dos anos cinquenta não tiveram qualquer efeito, mas o café quente, o tom acetinado da madeira antiga, as canetas de tinta permanente ou o ritual do amor, convenceram-me. Vou neste momento fazer o pedido pelo wook e prometo fazer-lhe depois a minha apreciação, mesmo que seja contrária a todas as outras acima.
        E tem razão na capa, mas esse argumento só serve para nos ” estremecer ” na livraria, porque na estante ficam no encosto de outras, ás vezes, sombrias e tristes mas sempre escondendo histórias.
        Desculpe a extensão do comentário, estiquei-me… sorry … 🙁

        1. Gosto sempre de críticas honestas, CR. Venha ela, aqui ou em privado. E eu usei as palavras do prefácio de propósito: não por serem elogiosas (qualquer prefácio o é, por natureza), mas para não dar minha opinião sobre uma coisa escrita por mim própria. Além de embaraçoso, seria terrivelmente subjectivo, e acredite que não diria nada de bom… o que provavelmente havia de fazer com que não o comprasse, afinal. 😉

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