HOTEL BRAGANÇA
«Carlos pouco se demorou em Resende. E numa luminosa e macia manhã de Janeiro de 1887, os dois amigos [Carlos e Ega], enfim juntos, almoçavam no hotel Bragança, com as duas janelas abertas para o rio.»
Eça de Queiroz, Os Maias
HOTEL BRAGANÇA
«Carlos pouco se demorou em Resende. E numa luminosa e macia manhã de Janeiro de 1887, os dois amigos [Carlos e Ega], enfim juntos, almoçavam no hotel Bragança, com as duas janelas abertas para o rio.»
Eça de Queiroz, Os Maias
Engraçado é constatar a replicação de certos nomes pelo país fora: Casa Havaneza (Coimbra e Figueira, pelo menos). Hotel Bragança, etc.
Tal e qual, Laura. Um dia destes podes fazer uma série destas, mas sobre a Coimbra antiga. Já desafiei o João a fazer o mesmo sobre o Porto. Não faltam citações de vários autores portugueses aplicáveis à circunstância. O próprio Eça, por exemplo.
Eu sei… Mas tenho medo de me apaixonar por uma série dessas, porque a levava a sério e não fazia mais nada ;)) Mas receio que a mística de Coimbra, daquela que move montanhas – e olha que continua a mover mesmo – more hoje em dia com os maiores de 70. E daí….. Olha, já me desassossegaste 😉
Acabo de ler frases interessantíssimas do Eça sobre Coimbra, cidade onde estudou e que bem conheceu na juventude.
Então eu não sei… E há até um livro recente sobre ele na sua faculdade, que por acaso é também a minha. Nesse tempo, Coimbra era o centro dos ‘beaux esprits’ em estado puro, porque jovens, irreverentes e sedentos, com uma liberdade e uma lucidez que hoje, julgando tê-la, não possuímos nem na décima parte. Delito de opinião incluído… Fantásticos tempos (os da monarquia maldita… interessante, não é?). E não foi só Eça de Queirós: quase, quase todos passaram por aqui. Um filão assustador, Pedro 😉
Quanto mais ‘assustador’, maior é o filão, Laura.