Lisboa antiga (44)


Pedro Correia,

 

RUA DAS JANELAS VERDES

(O Ramalhete)

 «Um momento caminharam em silêncio. Depois, na Rua das Janelas Verdes, o Alencar “quis refrescar”. Entraram numa pequena venda, onde a mancha amarela de um candeeiro de petróleo destacava numa penumbra de subterrâneo, alumiando o zinco húmido do balcão, garrafas nas prateleiras, e o vulto triste da patroa com um lenço amarrado nos queixos.»

Eça de Queiroz Os Maias

Foto: blogue Os Maias

4 comentários em “Lisboa antiga (44)”

  1. Eis o largo em frente a Igreja de Santos-o-Velho onde tomava autocarros, eléctricos e conversava com os amigos da zona, situado junto ao meu bairro da Madragoa. As Janelas Verdes por onde passava diariamente entre a Rua da Esperança e as instalações provisórias da Faculdade de Ciências na 24 de Julho… eis a minha Lisboa de estudante durante 5 anos na capital… nostalgia, saudades e não sei que mais sentimentos me despertou esta imagem.

    1. Eis precisamente um dos objectivos desta série, Carlos: suscitar o testemunho dos leitores associado às zonas de Lisboa que aqui trago diariamente a pretexto da revisita das obras mais emblemáticas de Eça.

      1. Objectivo alcançado… e inclusive esta obra era frequentemente referida nos que partilhavam a casa e conheciam bem a importância da Rua da Janelas Verdes nos Maias

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