Mas então o nosso Adolfo faz a melhor intervenção parlamentar do ano e ninguém diz nada, pá?
vidabreve,
22 comentários em “Mas então o nosso Adolfo faz a melhor intervenção parlamentar do ano e ninguém diz nada, pá?”
É bem verdade. Já aqui o tenho dito e vou repetir: o nosso Adolfo consegue fazer renascer a esperança de que o Parlamento pode voltar a ser uma grande e prestigiada tribuna do regime.
Para além da verdade que foi dita, este vídeo mostra “outras” coisas. A postura, a maneira de estar dos intervenientes, bem diferentes, não se está naquela casa como se estivesse num qualquer bar com a namorada.
E agora o que é que eu digo oh pessoas da minha vida? Obrigado pelas palavras Luís! Mas atenção que esta era uma intervenção fácil. A execução orçamental ainda não era a do meu (também teu, mas percebeste…) governo 🙂
E o Adolfo, para além de relembrar o calendário deste ano e que o PS esteve até Junho no poder, o que diz do acordo ortográfico, aquela coisa que manifestamente o Povo Português não quer (se duvidem, perguntem-lhe) e que os políticos, em nome não se sabe bem do quê, lhe querem impingir, esquecendo que o devem representar com fidelidade e servi-lo respeitosamente? É que, imagine o Adolfo, o déficit, e mesmo a dívida havemos de os corrigir; grave, grave, é a leviandade soez com que tratam da mais grave questão nacional de momento, que é a mudança inexplicável de 4% do vocabulário nacional, acto inédito em todo o mundo. Não perceber o crime hediondo que um poder insano e totalitário quer cometer apenas serve para percebermos onde e como estamos: no lodo e sujos dele.
O Programa de Governo assume a existência do acordo ortográfico, já assinado pelo governo anterior. Neste momento, o acordo não é já uma matéria de opinião – e eu tenho reservas quanto ao seu teor – mas uma matéria de cumprimento das obrigações a que o Estado Português se vinculou.
Em democracia tudo é matéria de opinião e debate. e não há questões fechadas. Por uma questão de princípio. Dito isto, saberá que o legalismo é um fraco refúgio: não porque a lei não valha nada – mas porque deve ser a corporização do Direito e da Legitimidade Democrática. Tudo isso falta gritantemente neste «acordo» ( que não teve qualquer discussão pública!) e que enferma, nos seus próprios termos, de vícios que o tornam, até ao nível meramente formal, incapaz de produzir efeitos. Este governo não está interessado na discussão de tais vícios, denunciados por entidades oficais? Toma por bom o atabalhoamento apressado que o anterior governo quis imprimir a uma questão inédita na historia do Mundo, isto é, a mudança, sem qualquer razão, de dezenas de milhares de palavras, de acordo com a ortografia de uma potência estrangeira? Tem este governo razões para acreditar na lisura e profundidade com que era salvaguardado o Interesse Público pelo anterior governo? Mas não é o governo que quer renegociar o tgv? O tgv não é, também, um «facto»? Não obrigavam o estado português os tratados? Não estavam assinados, carimbados, referendados? O estado português, que tão pomposamente invoca não estava por eles vinculado? Espero que se oponha a tais mudanças e defenda a manutenção do que está. Enfim… Ah, o anterior governo não assinou acordo nenhum. O acordo foi assinado em 1990. O anterior governo limitou-se a tirá-lo onde ele tinha sido posto por gente, ainda assim mais sensata: na gaveta. De lá o tirou, com aquele sentido de estado que se lhe conheceu, parece que a pedido de veneráveis.
O Parlamento de todos nós exigia que o Adolfo significasse a sua quota média. Infelizmente, não é assim. E o rapazinho a a beber água pela garrafita, com um copo à disposição, viram?! Bom, mas estética à parte (excelente, 20 vls), o importante foi o que ele disse: incisivo e certeiro, com muita substância. Pela prestação material, 25 valores. 😉
Digo, digo! Só hoje consegui ouvir o sr Deputado e aplaudo. Corajoso, determinado e sem papas na língua, disse umas boas verdades que alguns fulanos precisavam ouvir. Esperava há muito por um momento (intervenção) destes para relançar a minha esperança no Parlamento. Parece-me estar a surgir uma geração de jovens políticos que nos pode surpreender e agradar. Continue sr Deputado! Bom seria que fosse feita uma renovação nos comentadores (tv) residentes, cuja partidarite saloia não conseguem disfarçar.
É bem verdade. Já aqui o tenho dito e vou repetir: o nosso Adolfo consegue fazer renascer a esperança de que o Parlamento pode voltar a ser uma grande e prestigiada tribuna do regime.
O nosso Adolfo vai longe, sempre tenho dito isto. Tanto quanto ele quiser, mesmo neste país de gente adormecida.
um caso sério.
Para além da verdade que foi dita, este vídeo mostra “outras” coisas. A postura, a maneira de estar dos intervenientes, bem diferentes, não se está naquela casa como se estivesse num qualquer bar com a namorada.
Eis uma observação muito justa.
My hero!
Este rapaz é o nosso orgulho.
Na mouche!
E agora o que é que eu digo oh pessoas da minha vida? Obrigado pelas palavras Luís!
Mas atenção que esta era uma intervenção fácil. A execução orçamental ainda não era a do meu (também teu, mas percebeste…) governo 🙂
Ah, pois: já estamos a afiar as faquinhas. Um abraço.
E o Adolfo, para além de relembrar o calendário deste ano e que o PS esteve até Junho no poder, o que diz do acordo ortográfico, aquela coisa que manifestamente o Povo Português não quer (se duvidem, perguntem-lhe) e que os políticos, em nome não se sabe bem do quê, lhe querem impingir, esquecendo que o devem representar com fidelidade e servi-lo respeitosamente?
É que, imagine o Adolfo, o déficit, e mesmo a dívida havemos de os corrigir; grave, grave, é a leviandade soez com que tratam da mais grave questão nacional de momento, que é a mudança inexplicável de 4% do vocabulário nacional, acto inédito em todo o mundo. Não perceber o crime hediondo que um poder insano e totalitário quer cometer apenas serve para percebermos onde e como estamos: no lodo e sujos dele.
Caro VSC,
O Programa de Governo assume a existência do acordo ortográfico, já assinado pelo governo anterior. Neste momento, o acordo não é já uma matéria de opinião – e eu tenho reservas quanto ao seu teor – mas uma matéria de cumprimento das obrigações a que o Estado Português se vinculou.
Em democracia tudo é matéria de opinião e debate. e não há questões fechadas.
Por uma questão de princípio.
Dito isto, saberá que o legalismo é um fraco refúgio: não porque a lei não valha nada – mas porque deve ser a corporização do Direito e da Legitimidade Democrática.
Tudo isso falta gritantemente neste «acordo» ( que não teve qualquer discussão pública!) e que enferma, nos seus próprios termos, de vícios que o tornam, até ao nível meramente formal, incapaz de produzir efeitos.
Este governo não está interessado na discussão de tais vícios, denunciados por entidades oficais? Toma por bom o atabalhoamento apressado que o anterior governo quis imprimir a uma questão inédita na historia do Mundo, isto é, a mudança, sem qualquer razão, de dezenas de milhares de palavras, de acordo com a ortografia de uma potência estrangeira? Tem este governo razões para acreditar na lisura e profundidade com que era salvaguardado o Interesse Público pelo anterior governo?
Mas não é o governo que quer renegociar o tgv? O tgv não é, também, um «facto»? Não obrigavam o estado português os tratados? Não estavam assinados, carimbados, referendados? O estado português, que tão pomposamente invoca não estava por eles vinculado?
Espero que se oponha a tais mudanças e defenda a manutenção do que está.
Enfim…
Ah, o anterior governo não assinou acordo nenhum. O acordo foi assinado em 1990. O anterior governo limitou-se a tirá-lo onde ele tinha sido posto por gente, ainda assim mais sensata: na gaveta. De lá o tirou, com aquele sentido de estado que se lhe conheceu, parece que a pedido de veneráveis.
inenarrável desfaçatez … haja gente para o afirmar
Off topic : O atavio do nosso parlamentar é um substancial subsídio para o estudo do uso do fato com gravata. Dixit .
Os homens que usam botões de punho têm um je ne sais quoi, não têm, Cláudia?
Ivone, o meu astigmatismo não me permite aferir se o botão inclui ou não o ónix da prova, eh eh, mas corroboro
Intervenção excelente. Por todos os motivos e mais este: a consternação estampada nos rostos dos deputados socialistas Silva Pereira e João Galamba.
Já lhe ouvi chamar muita coisa. Consternação foi a primeira vez.
Andam ambos assim desde a noite de 5 de Junho. Consternados.
O Parlamento de todos nós exigia que o Adolfo significasse a sua quota média. Infelizmente, não é assim. E o rapazinho a a beber água pela garrafita, com um copo à disposição, viram?! Bom, mas estética à parte (excelente, 20 vls), o importante foi o que ele disse: incisivo e certeiro, com muita substância. Pela prestação material, 25 valores. 😉
Digo, digo! Só hoje consegui ouvir o sr Deputado e aplaudo. Corajoso, determinado e sem papas na língua, disse umas boas verdades que alguns fulanos precisavam ouvir. Esperava há muito por um momento (intervenção) destes para relançar a minha esperança no Parlamento. Parece-me estar a surgir uma geração de jovens políticos que nos pode surpreender e agradar. Continue sr Deputado! Bom seria que fosse feita uma renovação nos comentadores (tv) residentes, cuja partidarite saloia não conseguem disfarçar.