JARDIM DA PATRIARCAL (Príncipe Real)
«(…) balançada pelo trote largo [Luísa] viu passar, calada, as casas apagadas da Rua de São Roque, as árvores de São Pedro de Alcântara, as fachadas estreitas do Moinho de Vento, os jardins adormecidos da Patriarcal.»
Eça de Queiroz, O Primo Basílio
Foto: blogue Ao (es)correr da pena e do olhar


as casas apagadas, os jardins adormecidos…
Como já alguém notou anteriormente, quem, além do nosso Eça, é capaz de escrever assim?
Vá continuando com esta série Pedro, pfv . Cada novo post é um bálsamo para um espírito carregado com as atribulações do quotidiano…
Obrigado pelas suas palavras, Hugo. Também eu penso dessa forma: quem, além do nosso Eça, é capaz de escrever assim?
Hoje, como costume, o Ramalho Ortigão não “comenta”…
…….
Recuemos meia duzia de anos:
“…O Principe Real é um projecto do meu coração”
Disse-o um milionário de nome Anthony Lanier/ Austriaco- nascido no Rio e Janeiro (?) este “pato bravo” comprou 20/30 edificios apalaçados….
Para os curiosos:
abrancoalmeida.com
Entrevista ao Expresso /2008
Ainda não me convenceram de que as mais recentes ‘intervenções’ feitas no Príncipe Real tenham melhorado esta secular praça de Lisboa.
Referência ao meu comentario anterior:
Como há muitos abrancoalmeida.com
Para aceder à entrevista basta escrevr e clicar:
“O Principe Real é o projecto do coração”
OK
Grato pela dica.
Que interessante, Pedro. O palacete Ribeiro da Cunha ainda em construção, só com a estrutura… 🙂
É verdade, Ana – um dos raros edifícios neo-mouriscos de Lisboa. Ficou concluído em 1877, ou seja por alturas em que decorre a acção central d’ «Os Maias» e um ano antes da publicação d’ «O Primo Basílio».