Lisboa antiga (14)


Pedro Correia,

 

JARDIM DA PATRIARCAL (Príncipe Real)

«(…) balançada pelo trote largo [Luísa] viu passar, calada, as casas apagadas da Rua de São Roque, as árvores de São Pedro de Alcântara, as fachadas estreitas do Moinho de Vento, os jardins adormecidos da Patriarcal.»

Eça de Queiroz, O Primo Basílio

Foto: blogue Ao (es)correr da pena e do olhar

8 comentários em “Lisboa antiga (14)”

  1. as casas apagadas, os jardins adormecidos…

    Como já alguém notou anteriormente, quem, além do nosso Eça, é capaz de escrever assim?

    Vá continuando com esta série Pedro, pfv . Cada novo post é um bálsamo para um espírito carregado com as atribulações do quotidiano…

  2. Hoje, como costume, o Ramalho Ortigão não “comenta”…
    …….
    Recuemos meia duzia de anos:

    “…O Principe Real é um projecto do meu coração”

    Disse-o um milionário de nome Anthony Lanier/ Austriaco- nascido no Rio e Janeiro (?) este “pato bravo” comprou 20/30 edificios apalaçados….

    Para os curiosos:

    abrancoalmeida.com

    Entrevista ao Expresso /2008

  3. Referência ao meu comentario anterior:

    Como há muitos abrancoalmeida.com

    Para aceder à entrevista basta escrevr e clicar:

    “O Principe Real é o projecto do coração”

    OK

    1. É verdade, Ana – um dos raros edifícios neo-mouriscos de Lisboa. Ficou concluído em 1877, ou seja por alturas em que decorre a acção central d’ «Os Maias» e um ano antes da publicação d’ «O Primo Basílio».

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