18 comentários em “Cinquenta bordoadas na língua de Camões (39)”

  1. Ah, La Sagesse de la Ignorance
    tragédia em um acto
    Presonagens: Patrão e Dactilógrafo

    Patrão – Mas veja só que falta de cuidado, Sr Mário!O senhor escreve muma linha licença com c cedilha e na outra pôs licença com s

    Dactilógrafo – Doutor, me desculpe o engano.
    Patrão – Está bem, mas corrija logo.
    Dactilógrafo – Perdão, patrão, mas qual eu devo mudar?
    Patrão- Ah, bem, pois é… ora o que está errado, naturalmente!
    “Millor”
    —–
    A Dora, Adora-va-o…. mas ele não a Adora-va-a
    (A Maya resolve o cazo)

  2. Com dezenas de milhares de facultatividades e criações monstruosas filhas do «acordo», é tocante estar a passar 50 bordoadas na língua de Camões.
    Afeto, coutentes, ata, semirreta, coerdeiros (co-herdeiros), receção, perentório, peremptório, ator, arquiteta, etc, etc. são exemplos bem mais graves daqueles que passa. Em comum têm, mais imediata ou mais mediatamente a responsabilidade do estado português.
    E estas foram dadas contra o parecer de organismos públicos… ignorados sem qualquer justificação.

    1. E assim sendo, o melhor é ignorar os erros porque o acordo ortográfico é o fim e princípio de todos os males da língua portuguesa? Parafraseando alguém ‘há vida além do Acordo!’

      1. A vida para além do «acordo» seria parecida com a vida para além do orçamento.
        Agora que já sabemos, convém evitar.

        As bordoadas têm graça, claro.
        Ponha lá a «presidenta», como consta do site oficial da presidente brasileira.

  3. E que dizer de um jornal que começa uma frase com “Se houvessem mesmo eleições…”??? No I de hoje, página 3, a primeira frase do texto subordinada ao título “Quase 80% dos Gregos querem que o país continue na zona euro”. Estamos, definitivamente, perante a excelência do jornalismo.

      1. Eu vivo há anos à espera que saia uma gramática a dizer que o verbo haver PODE ter duas pessoas, uma singular e outra plural. Está mesmo a pedilas, digo, pedi-las.

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