Million dollars, baby…


lauraramos,

A Irlanda, através da NAMA (Agência de Gestão de Activos) está a resolver os problemas financeiros da sua banca recorrendo à venda de obras de arte e de outros bens penhorados durante a crise do sector imobiliário.

Naturalmente, o filão não se alimenta exactamente do património do cidadão comum, mas sim dos valores acumulados pelos especuladores, a quem fugiu o pé quando a receita da fortuna fácil se converteu na fórmula da bancarrota, arrastando vítimas.

Entre os bens colocados à venda, encontram-se helicópteros, jactos privados e hotéis de cinco estrelas.

 

E que tal lembrarem-se do mesmo por cá, nos casos do BPN e do BPP?
O que foi feito deste património bancário?

E deste aqui?

E deste?

 

Vão-se os anéis, está bem.

Mas ide aos deles, primeiro.

8 comentários em “Million dollars, baby…”

    1. Apetece dizer, como os brasileiros, que «está na cara». Para além dos ‘million dollars’, também esta medida teria um sabor a retribuição à sociedade. Sempre, sempre o exemplo…

  1. Infelizmente Portugal não é a Irlanda. 🙁 Pergunto-me se algum dia a verdadeira fraude que se passou nesses bancos vai ser do conhecimento público, com detalhe.
    Assim ao género da fantástica criatividade (e porque não história), do Alves dos Reis.

  2. O que foi feito deste património bancário?

    Deve estar a bom recato já… Tal como aconteceu aos bens móveis confiscados pelo Estado às ordens religiosas lá pelos idos de 1834 e que hoje são património dos descendentes dos homens do regime que então estava no poder.

    Nota para a comentadora Ana Vidal: Hoje vim comentar mais cedo e… logo a seguir a um pequeno lanche a meio da manhã.

    1. Pois, mas aqui funcionaria ao contrário: seria o Estado “confiscar”, de pleno direito.
      Tem razão quando lembra o exemplo da apropriação por particulares do património colectivo – ou mesmo do pertencente a outros particulares -, porque é grande… e foi sempre feito ao abrigo de uma espécie de legitimidade revolucionária. O caso das ordens religiosas, que citou; o caso de Pombal sobre os bens dos Távoras; o caso da Fundação da Casa de Bragança, que esbulhou a família de um património pessoal que jamais pertencera ao estado português, etc.

  3. Há uns dias atrás, jantou num determinado restaurante da capital, um grupo de personalidades ligadas à politica, aos negocios, e à advogacia. E alguns a tudo isto simultaneamente. Se eu lhe dissesse quem eram os convivas, a Laura perceberia imediatamente porque essas coisas desapareceram. E porque é que o BPP e o BPN foram saqueados, e ainda não está ninguem a cumprir pena por isso.
    Podemos dizer com ( ou melhor, sem) propriedade que em Portugal estamos entregues não aos bichos, mas a verdadeiros piratas. Não usam pala no olho, usam gravata e todos têm “choffeur”.

    1. Alexandre, esse é o nosso pior défice, mil vezes mais preocupante do que o outro: a corrupção, tornada quase trivial. E consentida. Este governo tem tudo para impor o exemplo, porque acredito que não sofre da doença incapacitante dos anteriores, e que era o facto de serem muitas vezes juízes em causa própria, abandonando o campo a 7 pés, está visto. Vamos ver se aproveitam a autoridade (moral) de que dispõem.

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