Das escolhas e das calorias (e os estéticos contentores de gordura)


escafandro,

Duas menos pouco da tarde. Caminho pela rua Júlio Dinis e não resisto ao aspecto da montra da Petúlia. Dizendo a mim mesmo que afinal não comi sobremesa ao almoço, entro e peço uma nata. Vou pelo passeio a comê-la quando me cruzo com uma rapariga preenchendo um vestido curto e decotado da forma mais adequada que é possível imaginar. Tem pernas longas, cabelo escuro e não parece possuir um grama de gordura fora daqueles dois locais onde ela, simetricamente distribuída, até fica bem. Como eu, vem a comer. Mas não uma nata; uma maçã. De repente, sinto-me tão consciente das minhas falhas…

 

(Mas mantenho-me firme: depois de passar por ela, não deixo de comer a nata até ao fim. E não olho para trás.)  

12 comentários em “Das escolhas e das calorias (e os estéticos contentores de gordura)”

    1. É. Mais económicos? Nas palavras? Aqui no Porto? Hmm, talvez mais directos, Ana (e coloridos, carago). De qualquer modo, sejamos ou não mais económicos, não somos, claramente, mais frugais. Pelo menos eu. 🙂

        1. Ana: eu estava a referir-me à linguagem. Visita o mercado do Bolhão, elogia o Luís Filipe Vieira e o Rui Rio e logo verás… 😉

          Quanto à frugalidade, eu ainda ando a tentar convencer o meu hipotálamo.

          1. Quanto à linguagem tens toda a razão. O léxico nortenho é imbatível, e o Bolhão uma verdadeira escola de novos vocábulos essenciais! 🙂

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