Tudo dito em duas palavras: Livre Líbia. Uma grande manchete do Libération. A imprensa mediana faz manchetes só a pensar no dia seguinte. A melhor imprensa faz manchetes a pensar na História.
Tudo dito em duas palavras: Livre Líbia. Uma grande manchete do Libération. A imprensa mediana faz manchetes só a pensar no dia seguinte. A melhor imprensa faz manchetes a pensar na História.
Medo. Por um instante pensei que te referias a Strauss-Kahn, esse rapaz virtuoso, tadinho.
Esse também ficou livre, Leonor. Mas essa é a pequena história, não a História com H maiúsculo.
Agora há foguetes… espero que depois não haja mísseis… não basta derrubar ditadores para a justiça e a humanidade ocupar o novo vazio de poder. Votos de boa sorte para a humanidade!
Faço os mesmos votos, Carlos. Com um pouco mais de optimismo.
Caro Pedro
Ao ver a 1ª. página do Libértion registei o Libre Libye “, como escreves, a pensar no futuro. Por outro lado, mas por cima da manchete, vem o
DSK libre “.
Como no mesmo dia se cruza o presente e o futuro. Vamos ver, daqui uns anos, como os historiadores analisarão estes dois momentos de libre “.
É interessante, meu caro. Há ali uma ambiguidade propositada. Mas DSK é pequena história, comparado com a queda de uma ditadura feroz que durava há 42 anos e contou infelizmente com várias cumplicidades ocidentais (incluindo a portuguesa).
Grande abraço. Com os meus parabéns. Tu sabes porquê.
A portuguesa . . . e de que maneira.
Bem hajas pelo abraço. É muito bom bisar e. desta maneira
Então não é? Abraços para todos vós.
Não há liberdade na Líbia. Só se viram livres de Kadhafi.
A liberdade de derrubar um ditador não tem preço, Lucklucky.
Ah, pois, este poder… o da grande síntese. Já há poucos jornais assim. Este continua igual a si próprio.
Sem dúvida, Laura. Pelo menos continua a fazer as melhores capas da imprensa francesa.
O ditador criou um povo de dependentes do Estado, ou não não seja a Líbia uma petronação.
Fazer ver a esses dependentes que teêm que pensar por eles próprios, no fundo, que teêm que trabalhar.
Conjugar raças e credos.
O “pagar a conta” á Nato, isto é, a interferência das potências reinantes.
Não vai ser pera doce, e não sei quando haverá paz na Líbia, devido sobretudo ao apetecido petróleo.
O ditador aboliu os partidos, os sindicatos, a imprensa livre, toda a oposição política, todas as liberdades fundamentais. Estrangulou a sociedade civil e as próprias estruturas essenciais do Estado (excepto as forças armadas e o aparelho de repressão policial, claro).
Esta é uma dificuldade suplementar na Líbia: como reconstruir um Estado que praticamente não existe e como sedimentar uma sociedade que permanece em grande parte tribalizada pois Kadhafi sempre dividiu para reinar?