Vejo esse cenário como cada vez mais improvável. A China parece vir a ter muito futuro no curto/médio prazo, mas perderá muita dessa capacidade de crescimento no longo prazo. As razões para isso passarão pelo sobreaquecimento da economia (eu sei, tem vindo a ser previsto há uns tempos) ou pela redução do crescimento para a evitar; pelo envelhecimento de uma população excessivamente masculina; e pela falta de recursos naturais em abundância.
Pessoalmente vejo o futuro da Índia como mais promissor: têm um país mais jovem, com um potencial fortemente inexplorado (há zonas do país que mal beneficiaram do boom) e, sendo democrático, com maior possibilidades de crescimento. Falta-lhe essencialmente melhorar as infraestruturas e remover as barreiras culturais (castas, por exemplo).
Já o país que mais tenho visto com grande potencial é o Brasil. Depois de FHC e Lula, se Rousseff não estragar o trabalho, o país tem vindo a crescer a taxas elevadas sem arriscar em excesso o sobreaquecimento, tem uma população jovem e cujo potencial está apenas agora a ser desenvolvido e tem uma abundância extraordinária de matérias primas. Imagino sinceramente que venha daqui a uma década a dominar o mercado mundial tanto quanto a China actualmente. E de forma mais segura (devido a menor dependência de outros).
Claro, posso estar errado. Até por isso começo já a contemplar aulinhas de mandarim.
Nisso da língua é que não estou de acordo, Rui, a não ser a curto prazo. O mandarim é demasiadamente complexo e difícil para vir a ser uma língua universal. Além de que os chineses já estão a encher estádios de futebol com cidadãos sequiosos de aprender inglês, uma língua muitíssimo mais fácil.
Também acho! Só não menosprezo o poder de um europeu que aprenda mandarim por causa do efeito culturalmente integrador, que o uso de uma 3ª língua comum (ainda por cima europeia) não garante. Por todo o lado, os chineses isolam-se, convivendo entre si e fazendo grupo à parte. Ainda há dias recebia notícias de um estagiário de advocacia em Inglaterra, num grande escritório internacional que tb tem sede em Lisboa: europeus, americanos em geral e até indianos e japoneses para um lado, todos convivendo entre si; chineses para o outro. Esta é a barreira mais difícil de transpor.
Ah, aí dou-te toda a razão. Além de que o domínio de uma língua tão difícil como o mandarim é uma enorme mais-valia, pelo menos nos anos mais próximos.
Estava a pensar sobretudo na aprendizagem de palavrões como forma de quebrar o gelo, Ana.
Traduz lá este iceberg, Laura, que eu não vejo maneira de quebrá-lo… 😉
Eh, eh… Disseram-me que o primeiro é: “Rui?”. O segundo: “Ana…” O terceiro, aquela coisa que dá sorte no palco… (mas agora em japonês, porque o meu intérprete não sabia asneiras em mandarim. Persistências do dedo de Mao?)
Uma revolução cultural sem palavrões é um mao princípio… 😉
Saber mandarim pode não ser muito útil para uso como “língua franca”, mas o conhecimento da língua é extremamente valorizado em termos pessoais e profissionais. Quem a sabe ganha sempre enormes vantagens.
Rui, nem me-lo digas.
Plonto. Se não queles não digo.
Excepto uma pequena aldeia ingovernável chamada Lusitânia, que deixará os chineses de olhos ainda mais em bico…
A aldeia a que te referes estará nas mãos de Angola. Que, por sua vez, será detida pela China.
Ups. Sem ironia, o panorama é negro… com um sorriso amarelo.
Vejo esse cenário como cada vez mais improvável. A China parece vir a ter muito futuro no curto/médio prazo, mas perderá muita dessa capacidade de crescimento no longo prazo. As razões para isso passarão pelo sobreaquecimento da economia (eu sei, tem vindo a ser previsto há uns tempos) ou pela redução do crescimento para a evitar; pelo envelhecimento de uma população excessivamente masculina; e pela falta de recursos naturais em abundância.
Pessoalmente vejo o futuro da Índia como mais promissor: têm um país mais jovem, com um potencial fortemente inexplorado (há zonas do país que mal beneficiaram do boom) e, sendo democrático, com maior possibilidades de crescimento. Falta-lhe essencialmente melhorar as infraestruturas e remover as barreiras culturais (castas, por exemplo).
Já o país que mais tenho visto com grande potencial é o Brasil. Depois de FHC e Lula, se Rousseff não estragar o trabalho, o país tem vindo a crescer a taxas elevadas sem arriscar em excesso o sobreaquecimento, tem uma população jovem e cujo potencial está apenas agora a ser desenvolvido e tem uma abundância extraordinária de matérias primas. Imagino sinceramente que venha daqui a uma década a dominar o mercado mundial tanto quanto a China actualmente. E de forma mais segura (devido a menor dependência de outros).
Claro, posso estar errado. Até por isso começo já a contemplar aulinhas de mandarim.
Sim, concordo em boa parte com a sua análise, João André. O post era irónico e provocatório. Em todo o caso, as aulas de mandarim são uma boa ideia.
Nisso da língua é que não estou de acordo, Rui, a não ser a curto prazo. O mandarim é demasiadamente complexo e difícil para vir a ser uma língua universal. Além de que os chineses já estão a encher estádios de futebol com cidadãos sequiosos de aprender inglês, uma língua muitíssimo mais fácil.
Também acho! Só não menosprezo o poder de um europeu que aprenda mandarim por causa do efeito culturalmente integrador, que o uso de uma 3ª língua comum (ainda por cima europeia) não garante. Por todo o lado, os chineses isolam-se, convivendo entre si e fazendo grupo à parte. Ainda há dias recebia notícias de um estagiário de advocacia em Inglaterra, num grande escritório internacional que tb tem sede em Lisboa: europeus, americanos em geral e até indianos e japoneses para um lado, todos convivendo entre si; chineses para o outro.
Esta é a barreira mais difícil de transpor.
Sem dúvida, Laura.
Ah, aí dou-te toda a razão. Além de que o domínio de uma língua tão difícil como o mandarim é uma enorme mais-valia, pelo menos nos anos mais próximos.
Estava a pensar sobretudo na aprendizagem de palavrões como forma de quebrar o gelo, Ana.
胡 伊?
安娜….
くそ, 大便, 糞!!!
Traduz lá este iceberg, Laura, que eu não vejo maneira de quebrá-lo… 😉
Eh, eh… Disseram-me que o primeiro é:
“Rui?”.
O segundo:
“Ana…”
O terceiro, aquela coisa que dá sorte no palco…
(mas agora em japonês, porque o meu intérprete não sabia asneiras em mandarim. Persistências do dedo de Mao?)
Uma revolução cultural sem palavrões é um mao princípio… 😉
Saber mandarim pode não ser muito útil para uso como “língua franca”, mas o conhecimento da língua é extremamente valorizado em termos pessoais e profissionais. Quem a sabe ganha sempre enormes vantagens.
Também estou convencida disso. O inglês pode ser um ‘esperanto’ do eixo Europa-América, e até de alguma Ásia, mas a China exige mais.