O sexo da escrita – Prova cega (5)


Ana Vidal,

 

 

 

 

 

 

 

 

 

«O amor, dizes… O amor capaz de sacrifício. Ah, que fácil é dizê-lo! Compreendi que o amor mal interpretado, supostamente deslocado, mata mais do que o veneno, o automóvel e o cancro de pulmão juntos. As pessoas matam-se com o amor como se matam com um raio invisível e letal. Desejam cada vez mais amor, e que seja só para eles toda a ternura, unicamente para eles. Pretendem um sentimento completo, desejam sorver daqueles que os rodeiam toda a força vital, com a mesma avidez dessas plantas enormes que, sem piedade, absorvem energia, humidade, perfume e raios de luz dos charcos e sua envolvente. O amor é um egoísmo desenfreado. Não sei se haverá muitos que suportem a terrível tirania do amor sem sofrer danos irreparáveis. Olha à tua volta, observa das janelas, olha as pessoas nos olhos, ouve as suas queixas e encontrarás em todo o lado a mesma desesperada tensão. Não conseguem suportar a exigência do amor que respiram no ar. Por um tempo, toleram-na, mercam-na e cansam-se. Segue-se a acidez no estômago. A úlcera gástrica. A diabetes. Perturbações cardíacas. A morte.»

 

Pergunta-se: Este texto foi escrito por um homem ou por uma mulher? Fundamente a sua resposta. O nome do(a) autor(a) será divulgado logo que haja respostas suficientes para que este desafio tenha algum interesse. E, para que tenha realmente interesse, por favor evite a batota. Isto não é um concurso de erudição nem o objectivo é identificar os autores. O que realmente se pretende é discutir se existe ou não uma escrita literária sexuada, ainda que as amostras que aqui apresento sejam, como é óbvio, necessariamente insuficientes para classificar toda a obra de um autor.

Nota: texto traduzido.

 

Solução (Domingo, às 11.15h): Sándor Märai – “A mulher certa”. Ao contrário do que eu pensava, Märai foi quase consensual. O texto corresponde ao discurso de uma personagem feminina – e este era o truque – por isso, acho que acertaram também os que disseram que ele era feminino. “Nova voltinha, nova viagem” já amanhã ou depois. Fiquem atentos, e obrigada por alinharem nesta brincadeira. 

79 comentários em “O sexo da escrita – Prova cega (5)”

  1. Depois de três remates ao poste, eu já devia ter ganho juízo e recolher-me ao banco, mas não resisto a este jogo, que até agora, Ana, só me tem provado que não sou tão boa analista como me imaginava. Quero com isto dizer que continuo a pensar que existe uma escrita masculina e uma escrita feminina, pelas razões que os defensores da minha tese já expuseram: somos diferentes na forma como percebemos o mundo e nele nos comportamos, logo essa diferença também tem de se reflectir na escrita
    Qual o sexo deste texto? Diria que é feminino, porque lamenta o que as mulheres lamentam no amor: a dificuldade que os parceiros sentem em suportar a sua exigência, o cansaço que mais tarde ou mais cedo acabam por revelar.

    1. “A mulher certa” é a prova provada de que um homem pode perfeitamente vestir a pele de uma mulher, Teresinha. Já o leste? É surpreendente. O problema não é a tua falta de perspicácia, acho eu, é a tua teoria… se eu fosse a ti revia essa posição. 😉

  2. Acho que foi um homem a escrever isto pelo sufoco que o amor provoca segundo o mesmo. Ou então uma mulher atípica exactamente pela mesma razão. Há algo de masculino no texto.

  3. Ana, não acerto nem uma …
    Mas, por teimosia e porque o desafio é irresistível, arrisco mão masculina neste texto. Falar do amor/dor desta maneira, pensar no encanto e na morte assim, é coisa do outro sexo ;-))) se assim não for…

  4. …” Acidez no estomago. A úlcera gástrica. A diabetes. Perturbações cardiacas. A morte”

    Homem: DR Francisco Jeorge/ Director Geral de Saúde

    Nota: Aquele senhor dr janota bem pentiadinho que aparece nas TVS a anunciar : – Gripes do tipo ABCDEFGHIJLMNOPQRTUVXZ

    Acertei?

  5. Esta unanimidade nas respostas fez-me reler o texto. Talvez por ter redobrado a atenção reparei num detalhe que mudou o meu voto. Está na primeira linha: “O amor, dizes… o amor capaz de sacrifício”, é uma queixa e uma queixa tipicamente masculina.

  6. Uma escrita limpa e elegante. Lúcida e absorvente. Sem grandes floreados linguísticos.
    Descartes bem que sustentou a Razão, mas Damásio desmontou a certeza, mostrando que, se alguma coisa se sobrepõe a outra coisa, é a emoção sobre a razão.
    Sem dúvida, um escritor e uma série para continuar a acompanhar. 🙂

    1. Mulher. Tem requebrados poéticos e sensibilidades que são femininas. Se for homem, tem um lado gentil e terno especial. Mas acho que é mulher (embora goste da razão da Ivone).
      Não sei se apenas um bocadinho chega para qualificar uma escrita. Aliás, acho que não.
      Mas existe, sim, um tipo que separa as hormonas.
      Quando se sofre é que é uma rebaldaria e sangue e lágrimas unem-se num despudor assexuado.
      Os papéis que nos distribuem condicionam-nos; os momentos me que rasgamos noites com verbos sensoriais, também.
      Gostava que fosse uma mulher…

  7. Hum… grande ratoeira: um texto sobre o amor.. Matéria sempre ambígua…
    Vou partir do interlocutor oculto. Aquele que fala do «amor capaz de sacrifício». E quem pode ter essa reivindicação, essa noção penitencial de uma coisa tão boa? Uma mulher. A que nasce artilhada para o amor total, incondicional, a que gera, a que dá vida, a que sabe na carne que amor e sofrimento são irmãos de sangue. Logo, quem escreve seria, então, um homem.
    Mas, e se for ao contrário: – pode o interlocutor ser um homem, num discurso de responsabilização, culpabilizador, dirigido à mulher que o larga? Reclamando um amor que não foi conforme o figurino? Pode, pois… É frequente. Pois, é raro uma mulher largar, mas quando larga, larga de vez. E viola, mais do que as cláusulas contratuais, as suas «obrigações naturais».
    Nesse caso, então, o escritor poderia ser uma mulher. Respondendo a um homem que se queixa de um imprevisível feminino. Pensando bem, poderia ser qualquer um, homem ou mulher, respondendo a uma tia velha, um confessor, ou um amigo mais dado à preservação dos laços… 😉
    Ora… eu sei lá!
    O discurso parece realmente de um escritor homem, porque fala de «amor mal interpretado». E para uma mulher o conceito de amor é unívoco, não admite cá isso de boas e más interpretações.
    «Sorver a força vital», «avidez», «egoísmo», «terrível tirania», é queixa de cabeça masculina…
    Por outro lado, fala-se de doenças associadas ao mal de amar. Há somatização. Hum… se é caguincha e hipocondríaco, é homem, dir-se-ia de caras.
    Mas o que sei eu? Também pode perfeitamente ser uma mulher cansada de arcar com todos os ónus do amor. Uma mulher experimentada, com uns anitos em cima de sabedoria de vida.
    Pronto, há que votar, não é? Eu não queria, mas tem de ser e vou pelo cromo:
    Homem.

    1. O que eu me ri com a tua argumentação! “Se é caguincha e hipocondríaco, é homem”. Imbatível de tão verdadeiro… lol
      Mas acertaste, embora, como tu mesma reconheces, também pudesse ser uma mulher.

      1. E eu li o livro há uns anos, mas juro que não me soou a déjà vu (lu)!

        Posso deixar uma sugestão? Quando soar a hora de dar o resultado, já com o texto actualizado em nota, podias “puxar” todo o post para cima, senão há pessoas que não se apercebem.
        Bastará (julgo eu, nunca experimentei) mudar a data e a hora, e fica tudo integralmente reproduzido na mesma, comentários incluídos (mas é melhor testar primeiro pq não sou de confiança;)…

        1. A ideia é boa, mas eu não sei se posso mudar um post de armas e bagagens para outra data. Vou tentar. Se for tudo para o espaço, a culpa é tua… 🙂

  8. Eu aposto numa mulher. A mulher, por uma questão de educação (a educação que teve), sente-se na obrigação de amar quem solicita o seu amor, daí haver mais receio de que perca a sua identidade, de que lhe suguem a vida. Já o homem sente-se mais no direito de exigir que o amem.

  9. Eu a aguardar um post com todas as soluções, quando percebi que a solução está no final de cada um. Afinal, e excluindo este, obviamente, ainda só errei um. Se eu já gostava do jogo, agora gosto mais 🙂

  10. Há 30 anos não teria dúvidas em dizer que é de um homem. Nos dias que correm não me parece que essas distinções sejam tão nítidas.
    Não vejo que o texto seja sobre o amor. Apenas se fala de desejo e posse, apesar de se escrever amor.

    1. Homem.

      “Desejam cada vez mais amor, e que seja só para eles toda a ternura, unicamente para eles.”
      “como se matam com um raio invisível e letal.”
      “Segue-se a acidez no estômago. A úlcera gástrica. A diabetes. Perturbações cardíacas. A morte.»

      Tudo frases de gajo. A posse, o poder, o trato digestivo. De gajo. Ou de uma mulher muito particular, mas fico-me pelo palpite masculino.

    2. Interessante perspectiva, João. Mas tem razão, as diferenças vão-se esbatendo. Só não concordo consigo na sua última afirmação… o desejo e a posse fazem também parte do amor, ou não?

      1. Talvez o desejo nos abra a porta para o amor, talvez algum desejo permaneça e deva permanecer. Mas o sentimento de posse é normalmente outra coisa que mata o amor, pelo menos um dos amantes, que o transforma, que o perverte (ao amor e aos amantes).

          1. Somos desde pequenos iludidos. Dizem-nos que o amor é isso: desejo e posse.
            E o amor não é isso. O amor é muito mais e não precisa da posse. Só o sexo quer a posse.
            O amor implica a capacidade de se doar por inteiro sem limites. Por isso a confiança.
            Infelizmente aos vinte, trinta anos, ninguém o sabe e quando o descobrimos é por vezes tarde, tão tarde!

          2. Acha isso, João? Concordo consigo em que somos iludidos desde pequenos, mas porque nos falam do amor como uma coisa idealizada, sem defeitos e para a vida inteira. A história que nos impingem é a de que existe algures a nossa metade perfeita, basta encontrá-la. Como se fosse fácil. Acontece que criamos expectativas desmesuradas em relação a isso, e depois falhamos redondamente porque não nos contentamos com menos do que a perfeição… que não existe, porque somos humanos. Essa ilusão de perfeição parece-me ser a principal razão dos fracassos amorosos.

          3. Mas numa coisa estou de acordo consigo, inteiramente: só depois da maturidade e com muita estrada andada é que começamos a perceber realmente o que é o amor.

          4. É um bocado difícil sintetizar tudo isto num curto comentário.
            Somos iludidos desde a nascença. Não porque essa seja a intenção de alguém. É apenas o perpetuar de ilusões que vêm do passado e que se vestem com outras roupagens. Construimo-nos com ilusões, ou limitamo-nos a seguir as de outros. O amor é apenas uma das mais cruéis, quase tanto quanto a confiança.
            Conclusão: Ou crescemos e somos capazes de nos reconstruir ou, quase inevitavelmente, caímos na amargura, no cinismo ou na depressão.
            Os meus comentários e o blog são apenas parte da minha auto-terapia (para evitar a amargura, o cinismo excessivo ou a depressão).

          5. E faz muito bem. Não está na nossa mão evitar as ilusões em excesso que nos passam (e também, que diabo, também é importante ter algumas ilusões…) mas está na nossa mão crescer e saber reavaliar as coisas. E reconstruir o que for preciso. E inventar novas ilusões, mesmo que mais realistas. “Amor é privilégio de maduros”, já dizia o Drummond de Andrade. E eu acho que tinha muita razão.

  11. Um texto que fala do desespero, da tensão, do sacrifício do amor, com frases curtas e incisivas. Fala-se de automóveis e cancro do pulmão. Danos irreparáveis, terrível tirania – violência e amor. Alguém num desabafo desesperado, tentando justificar alguma coisa perdida, tristemente e irreversivelmente.
    Penso que é de um escritor.
    Aguardemos a revelação.

  12. «No basta con amar, amiga, no basta… y tuve que pagar un precio muy alto para llegar a esta conclusión.
    Que precio?
    La vida, amiga mia, la vida
    Toda mi vida»

    “La mujer justa” de Sandor Marai

    http://www.youtube.com/watch?v=TEMD7bH1Dqw

    Ana, agradeço que publique só depois do resultado…
    perché io sono una mugliere justa 😉

        1. Interessante. Gostava de ver a peça. Mas só os espanhóis e a sua conhecida queda para as línguas, para chamarem “Sandro” a um húngaro… 🙂

          1. O anónimo atrás soy yo!

            No seas malita, Anita. Fué un error al teclar! lol

            Allí (en el youtube) se puede leer abajo:

            “A veces, el texto narrativo sirve como mera inspiración para la creación del material teatral; en otras ocasiones, como sucede en el trabajo de Eduardo Mendoza a partir de la novela del húngaro Sándor Márai, el autor o dramaturgista intenta transportar con la máxima fidelidad los hechos narrativos a la escena.”

            Algo interessante: SANDOR MARAI Los Diarios del Adios,
            Diarios 1984-1989

          2. (tirando o chapéu e alevantando o cabelo dos olhos)

            — Ninguém, Ana; ninguém, se nem já tu me conheces!

            E ainda à falta de melhor resposta, direi que pertenço ao domínio dos vivos! lol

  13. Diria que é um texto escrito por alguém do mesmo sexo que quem escreveu estoutro:

    O amor é paciente, o amor é prestável, não é invejoso, não é arrogante nem orgulhoso, nada faz de inconveniente, não procura o seu próprio interesse, não se irrita nem guarda ressentimento. Não se alegra com a injustiça, mas rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

    Questionando a questionadora:

    Quem escreveu o que transcrevi acima?
    Qual dos textos descreve verdadeiramente o amor?

    1. Deduzo, portanto, que a sua resposta é: homem.
      Quanto à sua pergunta, que é muito interessante, diria que tenho sempre medo dos iluminados radicais (como era Paulo de Tarso) que não aceitam menos do que a perfeição. Cá para mim, o amor faz-se de tropeções e recomeços, de erros e correcções de rota, de intuições, de perdão, de uma aprendizagem constante e, sobretudo, de tolerância. De tudo menos de perfeição, enfim, se estamos a falar de humanos. Mas há que distinguir isso mesmo, se é do amor humano que falamos (é a esse que se refere quem escreveu o meu texto) ou do amor divino, idealizado e, por isso mesmo, perfeito. Temos ainda que distinguir – e lá cairemos na eterna discussão – o amor da paixão.

      Mas, respondendo à sua pergunta e falando de amores humanos, com todos os seus defeitos e virtudes, confio mais no meu sofrido autor do que num homem que cega com alucinações… 🙂

      1. Mas, … minha cara, o amor é perfeito. Os homens (e algumas mulheres também 😉 ) é que são imperfeitos. Aliás, é exactamente isto que afirma quando escreve que o amor faz-se de tropeções e recomeços, de erros e correcções de rota, de intuições, de perdão, de uma aprendizagem constante e, sobretudo, de tolerância.

        Confiar mais no seu sofrido autor do que em Paulo é que não me parece uma escolha muito sensata, dado que ele O seu autor) viria a cometer suicídio, como sabe. Mas a Ana lá terá as suas razões, não?

        1. Caríssimo, como é que sabe que o amor é perfeito se só o conhece vivido por seres imperfeitos?
          O meu sofrido autor era muito humano, coitado. Muito mais do que Paulo, o iluminado. Mas, enfim, apesar dos pesares sempre conservou a cabeça no sítio na hora da desgraça… 🙂

          1. Ora aí está, respondeu a si próprio e muito bem: é melhor experimentar um amor imperfeito do que sonhar toda a vida com um perfeito (acho eu, pelo menos).
            Mas obrigada pela informação sobre o hipercubo para onde me remeteu… é fascinante.

    2. Ana, estamos todos ansiosos pelo resultado porque hoje é Domingo! 🙂

      Zé Portugal, também diria que por alguém do mesmo sexo que igualmente escreveu estoutro:

      “Ainda que tivesse o dom da profecia,
      o conhecimento de todos os mistérios e de toda a ciência;
      ainda que tivesse toda a fé,a ponto de transportar montanhas,
      se não tivesse amor,nada seria.
      Ainda que eu distribuísse todos os meus bens aos famintos,
      ainda que entregasse o meu corpo às chamas,
      se não tivesse amor,nada disso me adiantaria.
      …
      As profecias desaparecerão,
      as línguas cessarão,
      a ciência também desaparecerá.
      Pois o nosso conhecimento é limitado;
      limitada é também a nossa profecia.
      Mas, quando vier a perfeição,desaparecerá o que é limitado.
      Quando eu era criança,
      falava como criança,
      pensava como criança,
      raciocinava como criança.
      Depois que me tornei adulto,deixei o que era próprio de criança.
      Agora vemos como em espelho e de maneira confusa;
      mas depois veremos face a face.
      Agora o meu conhecimento é limitado,
      mas depois conhecerei como sou conhecido.
      Agora, portanto, permanecem estas três coisas:
      a fé, a esperança e o amor.
      A maior delas, porém, é o amor.”

      Por que não uma série “Prova de amor cega” lá mais para o Inverno!? 🙂 Fácil demais, não acha? lol
      Bjs

    3. Só agora vi isto, zedeportugal. Que boa jogada! Há um grupo de pessoas (em que me incluo) que reconhece o texto imediatamente, por razões óbvias. Ouvi-lo recorrentemente durante a vida não o gasta nem lhe retira beleza. Ou verdade. Simplesmente lindo e sábio.
      (a propósito, este tipo de escrita é datada mas tb é assexuada, não concorda?)

  14. Chego atrasado à resposta, mas verifico que – para manter a regra – a larga maioria apontou na direcção certa, o que reforça a minha convicção de que o sexo é indissociável da escrita. Mesmo quando um homem escreve sobre o pensamento ou a fala de uma mulher – ou vice-versa – é possível detectar essa marca original, por mais talentoso que seja o(a) escritor(a). A Patrícia mencionou a palavra ‘automóvel’, ali metida, e com razão.
    Tenho pensado, aliás, como são radicalmente diferentes os diálogos entre homens dos diálogos entre mulheres. Na forma, no tema, no tom e no estilo. Tal como é totalmente diferente, por exemplo, o modo como homens e mulheres falam ao telefone.
    São assuntos que me interessam: hei-de voltar a eles. Tive pena de ter chegado atrasado desta vez. Venha o próximo.

    1. Não sei onde foste buscar essa regra provada… ora vai lá ver os posts anteriores. Mas admito que automóveis e amores misturados é discurso de homem, de facto. Ou, neste caso, de fato.

  15. Este jogo é engraçado, Ana. Eu não tenho participado porque simplesmente, lidos os textos, não faço ideia do sexo do autor. Deduzo que para mim a boa escrita não tem género.
    Tenho um desafio musical/pedido de ajuda para si no meu blogue

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