Palpita-me que neste momento já muitos portugueses se estão a interrogar se é melhor ser “dos mais carenciados” e usufruir de isenções ou descontos vários (ao nível fiscal, nos transportes, saúde e educação) ou dos menos carenciados. É que contas feitas, os menos carenciados levam para casa sensivelmente o mesmo que os outros. Logo, quem recebe um subsídio de 500 não se sentirá motivado a trocá-lo por um salário de 800. Não será por preguiça, mas por uma questão de economia doméstica…


Excelente contributo para uma “ajudinah” ao Governo.
É tão bom sermos pobres, não é? Sempre pingam algumas ajudinhas do Estado.
Afinal, não defende “menos Estado” ou anda por aí desgosto com o “menos Estado” que o Governo está a implementar?
Pelos vistos não fui suficientemente clara neste post. Não pretendi passar a ideia que o melhor é vivermos de subsídios. Quis apenas sublinhar que quando o esforço contributivo ultrapassa os limites do razoável, pode ter efeitos perversos e sim, levar muitos a fazer contas, baixar os braços e concluir que não vale a pena ir à luta e trocar um subsídio de 500 euros por um ordenado de 800.