Com a imagem de um homem utilizando um velho Fiat Seicento como se fosse uma scooter numa auto-estrada entupida de veículos ainda fresca na cabeça, faço questão de entregar o automóvel na Hertz imediatamente após entrar na cidade. Enquanto arrasto a mala pelas ruas constato que poucos passeios têm rampas e que a cor dos semáforos é apenas uma sugestão de comportamento. Ainda não o sei mas esta primeira e nada original imagem de Roma vai marcar tudo o resto.
Roma é um caldeirão de contradições. Essencial na evolução política e cultural do ser humano, está em relação ao seu passado um pouco como Portugal em relação aos Descobrimentos: não se percebe bem como pôde atingir tais alturas. Ou talvez perceba mas a explicação não é simpática: tanto no período Clássico como no Renascimento, quase tudo passou pela decisão de meia dúzia de indivíduos com demasiado poder. Mais do que o povo «comum», mais do que os artistas e/ou os teóricos do pensamento, terão sido os humores, as preferências, as crenças e as invejas de líderes muito pouco escrutinados a empurrar Roma (como, nos séculos antes do e durante o Renascimento, também Florença e Veneza) para a glória. É aliás curioso pensar que, enquanto turistas, admiramos hoje um pouco por todo o mundo os efeitos da autocracia política e religiosa. (Não que ela seja indispensável: mesmo em democracia, e porque as arenas para lutas de gladiadores são agora de outro tipo, é sempre possível construir estádios de futebol.)
Mas a aparente dissonância entre as capacidades dos romanos actuais e a obra dos seus antecessores não é a única contradição em Roma. Há outra, mais prosaica: sendo uma cidade com tantos pontos de interesse e tão voltada para o turismo, a que se chega com as imagens de Audrey Hepburn e Gregory Peck andando de scooter em torno do Coliseu e de Anita Ekberg tomando banho na Fontana di Trevi, é também uma cidade que se sente estar farta de visitantes. Ao contrário do que afirmam os guias de viagem, quase não há jardins ou parques; para descansar, os turistas sentam-se na beira dos passeios e em qualquer degrau da Scalinata di Spagna que se encontre à sombra. Apesar da quantidade de visitantes, não há casas de banho públicas e os restaurantes limitam o acesso às suas a clientes; para urinar, muitas mulheres e alguns homens (é sempre mais complicado para as mulheres) fazem fila junto às casas de banho dos McDonald’s. Não se estando à espera de perfeição na organização e limpeza, as tendas no Campo di Fiori são tão numerosas que é impossível ter uma visão adequada da praça; Giordano Bruno parece perdido no alto do pedestal, olhando para a face superior dos toldos. Roma é uma cidade que se sujeita ao turismo (entraria em colapso sem ele) mas que recusa preocupar-se com o bem-estar dos turistas. E se isso por um lado é bom (o visitante não se sente num cenário erguido em sua homenagem), por outro é com frequência exasperante. Mas há mais: se conseguirmos esquecer o peso da História (nada fácil, é verdade) e apesar de todas as igrejas, praças e monumentos, em poucas zonas Roma é verdadeiramente bonita. Pelo menos não no sentido em que capitais europeias como Paris, Viena, Amesterdão ou Lisboa o são.
Talvez o exemplo mais flagrante de como certas experiências potencialmente sublimes são arruinadas pelo excesso de turismo, que não é culpa dos romanos, e pela falta de organização, que é, seja a visita aos Museus do Vaticano. As salas de Raffaello são magníficas (por uma qualquer razão obscura, atrai-me particularmente a aula prática de Euclides no fresco A Escola
de Atenas.) Há na Pinoteca obras de Caravaggio e Da Vinci. A galeria dos mapas é simultaneamente grandiosa e delicada. Porém, a existência da Capela Sistina e o percurso necessário para a atingir transformam o interior dos museus num gigantesco mal-entendido. O exemplo mais notório talvez ocorra nas salas imediatamente antes da capela, onde se encontram expostas obras de artistas ‘modernos’ como Van Gogh, Chagall, Gauguin, Kandinsky, Dali e Bacon. As pessoas passam aos magotes, atiram um olhar rápido às paredes mas, com raras excepções, nem sequer abrandam no percurso entre a porta de entrada e a de saída. Podem existir não sei quantos quilómetros de galerias nos Museus do Vaticano mas tudo o que a maioria dos visitantes deseja ver é a Capela Sistina. Que, aliás, é uma maldição para ela mesma (é impossível apreciá-la condignamente quando nos sentimos um cordeiro tentando manter a cabeça erguida no meio de um rebanho em movimento) e para o resto dos museus (como apreciar a galeria dos mapas, por exemplo, se não se pode deambular calmamente de uma pintura para outra sem ser arrastado pela massa de gente a caminho da porta de saída?) Deveria ser arranjada uma entrada directa para a capela ou então (como na Galleria Borghese) limitar-se o número de admissões. Poupar-se-ia muita exasperação a quem deseja apreciar outras áreas e facilitar-se-ia a vida àqueles que apenas pretendem, regressados a casa, poder afirmar terem estado no interior da Capela Sistina. Nem Michelangelo, nem Rafaello, nem Caravaggio, nem Pinturicchio (que decorou os aposentos Bórgia), nem Van Gogh nem dezenas de outros merecem ter as obras apreciadas por gente exasperada.
(Releio este texto e ele parece-me longo, desconexo, contraditório. Deve estar pronto.)








Excelente texto, José António. Deixaste bem clara, de uma forma muito pessoal, a tua impressão sobre Roma. É uma cidade fantástica, única, irrepetível a cada visita. Já lá estive três vezes – e sempre achei que estava lá pela primeira vez. É uma cidade de que gostamos por um bairro, por uma colina, por um recanto, por uma escultura, por um quadro urbano inesperado. Uma cidade que sofre – e percebo-te tão bem – o turismo massificado. Como apreciar a Capela Sistina entre centenas de turistas que se acotovelam ali, naquele preciso instante, pelo mesmo motivo? Senti o mesmo na Torre Eiffel e no Louvre, na hora de contemplar a ‘Gioconda’. Senti o mesmo em Londres, em várias tentativas infrutíferas de conhecer o Museu Madame Tussaud. Senti isso também no magnífico Alhambra, em Granada. E no Empire State, em Nova Iorque.
Mas Roma, que sobreviveu a tanta coisa ao longo de milénios, sobreviverá também a isto. Cidade eterna.
Obrigado, Pedro. Por acaso não senti o mesmo no Louvre, apesar da quantidade de pessoas amontoadas em frente à ‘Gioconda’ – talvez por não haver um percurso pré-definido no interior do museu (para mim, o maior problema dos Museus do Vaticano nem é tanto a quantidade de gente na Capela como a que se enfrenta no percurso para lá chegar e o modo como isso prejudica a fruição de muitas outras zonas). Na Torre Eiffel também não me incomodei grandemente – sobe-se para apreciar uma vista de Paris, não para apreciar obras de arte. E, sendo experiências pouco agradáveis, já se está à espera das filas e das aglomerações. O mesmo se passa com o Empire State Building. Nunca estive em Granada (grosso modo, falta-me explorar a parte de Espanha que vai de Sevilha a Barcelona) mas essa informação não é grande incentivo. 🙂
Há países- e cidades – irremediavelmente condenadas à invasão turística. Quase toda a Itália – e Roma, neste caso particular – tem essa condenação, que por outro lado a alimenta e mantém. Nada a fazer, portanto. Mas há uma certa indiferença pelos turistas que faz com que Roma conserve alguma “sanidade mental”, apesar dos pesares. Florença e Veneza, por exemplo, já capitularam… e só não perderam a beleza original porque isso é completamente impossível, por muito insuportável que seja visitá-las. Seja como for, serei sempre uma turista rendida em Itália. Uma turista que tem a ilusão de ser “da casa” porque se sente como tal de cada vez que lá vai. Mas não posso concordar com a falta de beleza deste “caldeirão de contradições”, até porque uma boa parte do fascínio de Roma está exactamente nesse mistério e nessa espécie de inexorável decadência.
Estes textos têm-me deliciado, JAA. É uma outra forma de revisitar o meu país de eleição. Obrigada.
Obrigado, Ana. Não sei se chamaria “sanidade mental” ao que se passa em Roma mas percebo o que queres dizer. Quanto à parte da beleza da cidade, confesso que já estava à espera de discordâncias. Vejamos: há algumas zonas belíssimas (a área Fontana di Trevi / Panteão / Piazza Navona, por exemplo) e outras com uma beleza particular (Fóruns e Coliseu) mas – e isto é uma opinião, claro – não se fica com uma imagem global de beleza ao visitar Roma, ao contrário do que sucede noutras capitais europeias. A imagem que fica de Paris é a de toda a zona que vai do Arco do Triunfo até à Notre Dame, passando pelos Champs Elysées, pelo Jardim das Tulherias e pelo Louvre, é a do Sena com as suas várias pontes, é a da Torre Eiffel. A imagem com que se sai de Lisboa (presumo; é um bocadinho mais difícil ajuizar cidades do próprio país) é de toda a área que vai Parque Eduardo VII ao Terreiro do Paço, mais as colinas pitorescas dos bairros populares ladeando a baixa, mais a zona de Belém. A imagem que me ficou de Roma é de um mosaico de zonas bonitas e feias (ou, vá menos bonitas – por exemplo, a beira-rio é quase toda pouco interessante), sendo que nenhuma é suficientemente ampla para se sobrepor às restantes. Mas – again – isto é apenas a minha opinião e a beleza é (ou deveria ser) muito mais do que skin deep.
Sim, eu também percebo o que queres dizer. Mas essa fotogenia – se pensarmos na beleza de uma cidade como uma imagem fotográfica “que fica” – é sempre redutora… a beleza de uma cidade, para mim, é muito mais do que isso. A última vez que estive em Roma foi no ano passado, e a imagem que trago na memória, desta vez, é sobretudo a dos “jardins” nos telhados dos prédios, mesmo nos das periferias (que são feias, como em quase todas as cidades). Dou-te dois outros exemplos: Nápoles, que é uma cidade caótica, barulhenta e suja, tem para mim um charme que radica exactamente em tudo isso; Veneza, que está decadente e cujos canais cheiram francamente mal, não teria a mesma magia se assim não fosse. Seja como for, o olhar que se tem sobre uma cidade é uma coisa muito pessoal. E quanto melhor a conhecemos, mais pessoal se torna.
Esqueci-me de comentar as tuas impressões sobre o “êxtase”. Lembro-me de ter ficado estarrecida quando vi a escultura ao vivo, porque achei, como tu e (quase) toda a gente, que aquilo não pode ser outra coisa que não um orgasmo! E depois há aquela expressão divertida do anjo, que contrasta em absoluto com uma hipotética intenção de martírio. Aliás, a própria Santa Teresa descreve assim o momento, no seu diário: “O anjo apontou-me sua grande lança dourada, cheia de fogo… penetrou em mim várias vezes, até minhas entranhas. O acto durou algum tempo e senti uma doçura tão extrema que se desejaria que nunca cessasse”… ora, que outra leitura se pode extrair desta confissão explícita??A única coisa que se estranha é estar ali, numa igreja, e ainda lhe terem acrescentado uma perversa encenação de luz instantânea e dramática ao sabor das moedas dos turistas, a criar orgasmos múltiplos.
Caro, também não consigo concordar com a sua afirmação de que em poucos lugares Roma seria verdadeiramente bonita. A beleza de Roma não se entrega de imediato, e eu não a descobri na minha primeira visita. Mas, hoje, na minha limitada experiência, não há outra cidade igual no mundo. Se você fala na falta de um grande panorama de beleza – como Lisboa, por exemplo, vista do Miradouro de Santa Catarina ou do Bairro Alto, deve ir a um fim de tarde no monte Gianícolo e de lá apreciar a grande Roma. E muitas outras sugestões haveria.
Igualmente discordo do que afirma sobre a suposta ausência de parques e jardins. Roma é uma das grandes cidades europeias com mais áreas verdes, ao que me parece. Você mesmo parece ter estado na Galeria Borghese, que fica dentro de um parque, a Villa Borghese, onde há um belo lago, um Jardim Zoológico e dois outros lindos museus (a Villa Giulia e a Galeria Nazione de Arte Moderna). A Villa é um parque e tanto, e a dois passos da área central. Dela se desce diretamente, e a pé, para a Piazza del Popolo e a Piazza de Spagna. E há muitos outros jardins, mesmo dentro de um centro tão carregado em história e atrações.
De acordo quanto a que Roma não se “entrega aos turistas”. Há sim falta de banheiros públicos, e suas afirmações quanto à insanidade que é a visita à Capela Sistina, que faz o visitante ignorar todo a bela Pinacoteca Vaticana, estão corretíssimas.
No mais, um abraço e parabéns pelo blog, de um brasileiro e romano apaixonado.
Helion
Totalmente de acordo com o Helion.
De outra apaixonada por Roma. 🙂
Helion: discorde à vontade. Quanto à parte de beleza, faça-me o favor de ler a resposta ao comentário anterior. Quanto à questão dos parques e jardins, no espaço delimitado pela Villa Borghese, pelo rio e pelo Coliseu penso que eles não existem. Mas nem foi tanto a inexistência de jardins que me surpreendeu mas a quase inexistência de bancos onde as pessoas (turistas e romanos) se possam sentar (sim, existem alguns na Piazza Navona e num ou noutro local mas, de forma geral, são muito poucos). De qualquer modo, admito que você conheça Roma muito melhor do que eu – a minha visão é a de alguém que lá esteve apenas quatro dias.
Agradeço e retribuo o abraço e acrescento que é bom encontrar pessoas apaixonadas. 🙂
Que espanto, jaa! Voltei a Roma de repente. Que é exactamente assim, conforme a descreve, há décadas. O caos instalado dentro do roteiro da beleza. E as nossas referências todas, quer queiramos, quer não, a interpelar-nos como em mais nenhuma outra cidade do mundo (com excepção, talvez, de alguns destinos no Brasil). Fundamental incluir aqui tb o extra-muros; San Paolo, via appia, etc. Falhei a Galeria Borghese! (estava fechada). Mas tudo o resto foi uma experiência quase telúrica, de iniciação-‘reencontro’. Muita da identidade europeia (com raizes na Roma antiga, mas tb no cristianismo, claro que sim… pena que tantos se esqueçam disto) está ali concentrada. Há duas Romas, de facto: uma que é activa, quase infernal, cheia de sinais vitais. E a outra Roma, a da memória, estática mas completamente perturbada pelo inferno da actualidade. Eu gostei muito, muito mesmo: nem os maus ‘espresso’ que se tomam por quase toda a parte me demoveram. Cidade aberta, como a de Rossellini, sim. A abarrotar de italianos (coisa já de si problemática…) e de turistas. E onde, curiosamente, o termo “portoghese” quer dizer borlista, penetra, abusador… mas só pode ter sido pelos bons professores que tivemos, bem prega Frei Tomás 😉
Laura, parece que é dos tempos em que os peregrinos de Portugal tinham uma espécie de isenção, ou subsídio, aos gastos nas estalagens de Roma. Daí a expressão, muito popular na cidade, “fare il portoghese”, ou seja, sair sem pagar, burlar.
Há em Roma, perto da Piazza Navona, a igreja Santo Antonio dei Portoghesi, com missas em português de Portugal, mas também em português do Brasil.
Já nem me lembrava bem da história… Terríveis heranças distorcidas. Mas não são caso único, pq nós (em Portugal) também dizemos “trabalhar como um galego” e uma série de outras frases estigmatizantes 😉
Laura, esta eu não conhecia. Aliás, a estigmatização quanto aos galegos existe também na Espanha e na Argentina. Em Portugal, ignorava…
… Mas entenda que eu gosto muito da Galiza, que visito regularmente desde criança porque está perto da minha “base” não exactamente actual, mas ancestral. Como sempre, isto tem um fundamento histórico, que vem dos tempos em que os paupérrimos Galegos demandavam o Norte de Portugal para o seu ganha-pão. Felizmente para eles, permaneceram espanhóis. O que significa: deram a volta. Mesmo assim, ficou o anátema (e, p.ex. a “couve galega” continua a ser a melhor e a mais barata do mercado). Ainda não há muito tempo, deambulando pela noite em Santiago de Compostela, vi escrito numa parede um grafitti berrante que rezava assim: “Galicia es Portugal”.
Gosto de gente inteira 😉
Olá, Laura, entendo perfeitamente. Não entendi como uma manifestação de “desapreço”. Sendo uma região marcada pela pobreza, a Galiza (ou Galícia, como dizemos) sempre enviou emigrantes para muitos países, onde foram freqüentemente discriminados.
Aqui no Brasil também recebemos muita imigração galega, juntamente com a portuguesa. Interessante é que os brasileiros nem sempre distinguiram ambos, sendo comum de usar a expressão “galego” para designar tanto portugueses quanto espanhóis.
Acabamos saindo de Roma, para chegar a outros lugares que também me agradam muito. Espero que o dono do blog não se incomode 😉
Como todos os ‘proletários’ em terra estrangeira, os portugueses ganharam uma espécie de ADN feito de trabalho e da correspondente exploração sobranceira no Brasil (isto, claro, após o ciclo-do-ouro). Estou a ver o filme, Helion…
E não: não acho nada que ” o dono do blogue” se incomode com isto. 🙂
Perfeito, sigo então acompanhando este interessante blog. A propósito, em setembro estarei por alguns dias em vosso belo país. Um abraço.
Também me parece que o “dono do blogue” não se incomodará. 🙂
Obrigado, Laura. No fundo, os pontos de que não gostei em Roma são quase exactamente os mesmos de que não gosto em Portugal. O Lourenço Cordeiro tem razão quando escreve isto: http://complexidadeecontradicao.blogspo t.com/2011/07/o-resto-sao-numeros.html
E provavelmente o peso da História só torna mais difícil para italianos, gregos e portugueses lidarem com as suas incapacidades actuais.
Achei graça ao paralelo com os Descobrimentos que fizeste no post. Também nós perguntamos onde se meteu essa “veia” nacional: – será que persiste mesmo só nas pedras? Quanto a Itália, devo dizer que acho francamente PIOR do que Portugal a muitos níveis. Dois exemplos que me vêm à cabeça instantaneamente: 1º- A eficiência das Universidades nas plataformas on-line: péssima. Dados desactualizados, ausência de interacção, só fachada. Já nem falo na coisa fora da net: pior ainda. Só conseguem continuar campeões nos rankings de Erasmus pq é a velha Itália e mais nada. Nisto, Portugal está bem à frente, asseguro. 2º- Tenho um filho globetrotter que fez o mestrado na Holanda. Durante um ano e meio mandei encomendas de valor diverso, tranquilamente, sempre entregues incólumes ao exilado. A meio, resolve fazer uma sabática curta em Siena, e manda-me um sos para lhe despachar vestimentas compatíveis com o clima, a que correspondi desveladamente em tempo record… Resultado? Nunca chegou ao destino, alguém se aboletou com o enxoval 😉 Quando reclamei, disseram-me logo: “Itália? Sempre a acontecer”…
Pelos vistos está na mesma. Estive lá nos anos 80. Sim os semáforos vermelhos são para passar se não vem carro algum do outro lado…e todos a guiarem pára choque com pára choque.
Passeios em asfalto, para quem como eu só conhecia Lisboa foi um desapontamento.
Os números enormes do preço em liras nas montras.
Boas memórias da Escadaria da Praça de Espanha a fazer o começo de digestão depois do McDonalds ali ao lado- na altura o único-, o Panteão foi talvez o que mais me impressionou junto com as Termas de Caracala. O resto já conhecia por isso o choque não foi tão grande.
Ainda se usa bilhetes de Metro e Autocarro como moeda troco?
Lucklucky: er, não faço ideia quanto aos bilhetes de metro. Eu paguei sempre em euros – afinal agora podemos todos gozar as vantagens de termos uma moeda que não desvaloriza facilmente, não é preciso usar outros meios… pelo menos por enquanto.
Gostei muito da sua descricao! Que interessante e bem escrita!
Obrigado, Cláudia.