Na sequência de aturado estudo envolvendo complexos modelos matemáticos, uma calculadora de telemóvel, uma esferográfica Bic roubada numa repartição de finanças (única participação de fundos públicos no projecto), uma folha de papel milimétrico extraída discretamente do interior de uma papelaria (é fundamental que a iniciativa privada colabore nos projectos de investigação científica) e um cartão de débito a servir de régua, informa-se que, a manterem-se os actuais ritmos de crescimento da altura dos portugueses e dos saltos dos sapatos femininos, mais de metade das portuguesas terão de se baixar (ou descalçar) ao passar pelas portas já em 2028. Prevê-se também um acréscimo ainda não quantificado (preciso de mais folhas de papel milimétrico) de casos de pernas partidas e traumatismos cranianos nos hospitais, o qual teria consequências bastante negativas para as contas do Serviço Nacional de Saúde se ele ainda existisse nessa altura.


Ora aqui está uma interessante alternativa à bosta de cão. Na noite de sábado, percorrendo a Avenida de Roma, em Lisboa, tive de fazer gincana permanente, de olhos no passeio, para evitar chegar a casa com uma ‘prenda’ dessas colada às solas dos sapatos. Alguém aí falou em coimas para os donos destes encantadores cãezinhos?
É verdade, Pedro: bosta de cão é irritante; já esta é bosta de qualidade, digna de andar agarrada aos sapatos.
Mas que rica bosta, jaa! 🙂
Esqueceu-se de mencionar o aumento de problemas de coluna, causados por esses saltos assassinos.
Assumamos uma perspectiva ecológica: pelo menos bosta é material natural e cem por cento reciclável que não aumenta a dependência dos combustíveis fósseis.
Pois esqueci. Mas duvido que as mulheres se preocupem com isso. Acho que pensam que, como já estão habituadas à dor nos pés (sapato que é bom magoa, não é?), também hão-de suportar a dor das hérnias discais.
😉