Leading champions


lauraramos,

 

Tenho um fascínio antigo por duas figuras ligadas ao dia de hoje: John Adams e Thomas Jefferson, dois dos pais fundadores dos USA e primeiras figuras da revolução americana. Ambos políticos, homens de pensamento, companheiros de ideais e de luta.
E depois, também, lendários adversários pessoais.

 

A verdade é que não me consigo decidir por nenhum deles, desde que percebi o papel fundamental de J. Adams nos méritos que nos ensinaram a atribuir, e a distribuir, entre os tradicionais T. Jefferson, o filósofo, e G. Washington, o homem de armas, na história e no álbum de glórias da América libertada.

 

Os dois políticos assinaram, faz hoje 235 anos, a DECLARAÇÃO DE INDEPENDÊNCIA, esse documento libertador e essencial onde ainda permanece inscrito o modelo inspirador das democracias ocidentais.
Jefferson, fraco orador, escreveu-o sozinho, sem John Adams (You are ten times the writer I am), mas foi este quem o defendeu vigorosamente no Congresso.

Terá sido a última vez que se entenderam acerca de qualquer coisa…  porque a partir daí começou a luta pelo poder.

 

John Adams (federalista) foi duas vezes vice-presidente, com George Washington.
Veio depois a ser o 2º presidente dos USA, candidatando-se contra Thomas Jefferson (a quem ganhou por 3 votos). 
Jefferson só chegou, finalmente, em 3º lugar, levando os republicano-democratas (anti federalistas) ao poder.

 

Morreram os dois no mesmo dia: curiosamente, em 4 de Julho de 1826, cinquenta anos depois da proclamação da independência.

 

Continuo sem conseguir decidir-me… é um conflito virtuoso.

6 comentários em “Leading champions”

    1. Se conheço… tenho-a há uns 2 anos! Fantástico filme sobre Adams. Uma incursão única nesse período da história diplomática e política dos USA. Espero que os leitores anotem o link, porque é uma preciosidade pouco conhecida 😉 Obrigada na mesma, Teresa.

    1. Outra figura… concordo. A história, e os USA, fizeram-lhe basta justiça. Mas foi precisamente em Filadélfia (onde o viveu o seu Benjamim) que eu, ignorante, ouvi pela primeira vez falar do meu John 🙂 Mais precisamente, John Adams Jr. Um homem de acção, que se revelou preparadíssimo para tantos papéis fundamentais que lhe entregaram e ele aceitou muitas vezes contrariado. Depois, há um pormenor cativante: como todos os desprendidos, acabou por ser traído dentro do próprio partido… Coisa feia 🙂

    1. A minha idade, Teresa, é avançada… digamos que “avançada, ao centro” 🙂 Mais do que suficiente para me dever lembrar dessa série, “The Adams Chronicles”. Mas de repente não estou a ver. Qual seria o título em português? Quanto aos anos pré-canais privados, tem toda a razão. Então a RTP1, no último ano em que transmitiu em monopólio, teve uma programação memorável. O Moniz caprichou propositadamente e fez muito bem: o difícil era mesmo conseguir apanhar tudo…
      Agora estou tentada a ir buscar isso… será que se consegue naquele território que nós sabemos, espécie de “neo-Amesterdão” dos filmes? 🙂

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