“Mal empregado, não acha?” – perguntou a vizinha, sobre um carro adormecido, há anos, debaixo do telheiro. A passagem, perto, de uma patrulha da GNR, em marcha lenta, obrigou-me a abandonar o quintal. Não cheguei a ver a marca da lata velha. Pareceu-me só que não era um Cadillac 75, nem um Chrysler Imperial nem um Mercedes-Benz 700, alguns dos carros que ele usou. Mesmo assim talvez devesse estar no museu onde estão os outros: ouviu conversas que nos condicionaram a todos.


Salazar. Santa Comba Dão.
Parabéns, comentador. Foi o primeiro a arriscar e a ganhar. Só errou no lugar: é no Vimieiro.
Atiro mais para um Dodge ou DeSoto dos anos 40. Se não fosse tão assustadiço (que interessa que por lá passasse a patrulha?) escusávamos de estar com estas dúvidas.
Meu caro: não arrisco uma discussão estúpida nem com um gnr nem com ninguém por causa da marca de um carro, para mais num dia em que me apanharam duas vezes sem documentos. Sobre as dúvidas, o propósito era que alguém olhasse para o outro lado da História, o que evidentemente o JMG não conseguiu.
Evidentemente, o tanas: foi a minha natural modéstia que me impediu de dilucidar o mistério – não gosto de dar nas vistas. E a marca do carro é da maior relevância. Mas a desculpa das multas e dos documentos não está mal vista, não Senhor.
Como lhe disse não alimento discussões estúpidas, pelo que ficamos por aqui.
Mãezinha …..
Inacreditável o estado de abandono.
Ninguém dá a volta, estou a perceber. A senhora tinha mesmo razão.
É isso mesmo, macarvalho. É inacreditável. Ninguém dá a volta para ver as contracapas da História. Ficamo-nos pelas frontarias.
Nem sempre, acredite!
Sim, acredito em si, em mim, que lá fui, e em mais alguns amigos, companheiros de trabalho e curiosos; mas todos sabemos que somos uma minoria.