Um bom sinal


Rui Rocha,

 

O país mediático dedica-se, como se não houvesse amanhã, à problemática da sucessão no PS. Ao mesmo tempo, especula-se sobre as inúmeras candidaturas de militantes socialistas às presidenciais de 2015. Como se estas se realizassem amanhã. Até ver, conto Sócrates, António Costa e não me esqueço do SempreDisponívelParaQualquerBatalhaDemocrática Manuel Alegre. Para além disso, há quem tenha notado um brilhozinho nos olhos de Jaime Gama. Pode muito bem ser o resultado de um grão de sal que se alojou na pupila depois de um mergulho prolongado em águas profundas. Mas, isto nunca se sabe.  Depois de o PSD ter conseguido uma maioria, um governo e um Presidente, quem ler as notícias fica com a ideia de que o PS vai responder com uma eleição presidencial e três ou quatro candidatos. Já li algures que esta atenção jornalística aos fenómenos socialistas resulta de um enviesamento e de uma preferência partidária. Na verdade, não me parece. Se quisermos ser honestos, devemos reconhecer que, nesta altura, não há muito para dizer. Daí a necessidade de se estender a visão até 2015.  Nada mais, nada menos. E isso é um bom sinal para o país pois representa o regresso a uma certa normalidade. E  é também positivo para quem, entretanto, está a negociar a formação do próximo governo. A ausência de fugas de informação, até ver, reforça a confiança entre as partes e a credibilidade perante a opinião pública. So far so good.

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