Avivar a memória (5)


Pedro Correia,

 

O que escrevi sobre José Sócrates:

 

7 de Fevereiro de 2009: «O actual Governo admite para este ano uma taxa de desemprego de 8,5%, segundo as previsões do orçamento suplementar apresentado a 21 de Janeiro. Governação falhada? Economia mal conduzida? Crise social significativa? O Sócrates de 2005 diria que sim.»

 

17 de Setembro de 2009: «[Um erro de Socrates foi] o seu progressivo alheamento das preocupações concretas dos portugueses, bem patente na forma como procurou subestimar a inédita manifestação de cem mil professores contra a política educativa do Governo que prenunciou – melhor do que qualquer sondagem – a derrota eleitoral do PS nas europeias.»

 

3 de Fevereiro de 2010: «A crescente crispação do primeiro-ministro contra jornalistas deve ser entendida pelo seu valor facial. Não é uma prova de força: é uma prova de fraqueza. A crispação aumenta à medida que diminui a base social de apoio deste homem que, como nenhum outro num passado recente, teve tudo à sua disposição para fazer progredir o País e se prepara para o deixar mais pobre, mais injusto e mais distante dos padrões médios europeus.»

 

2 de Novembro de 2010: «O primeiro-ministro que aumentou a comparticipação dos medicamentos para os mais idosos antes de voltar com a palavra atrás, que anunciou o cheque-bebé e se esqueceu dele ainda antes de o lançar, que passou uma legislatura a propagandear grandes empreendimentos que não passaram do papel, que anunciou o aumento do salário mínimo e agora o congela, que aumentou os salários da função pública e agora os reduz, que baixou o IVA e agora o aumenta, fala com a arrogância de sempre de um país que só existe na sua cabeça. Daqui a alguns meses abandonará o poder deixando Portugal em recessão económica, um monstruoso défice orçamental, uma monumental dívida externa, o maior índice de desemprego de que há memória, um recorde absoluto de carga fiscal, chocantes desigualdades sociais e o desmantelamento efectivo do estado social que jurava defender.»

 

6 de Abril de 2011: «Deixa uma sociedade mais intolerante, mais crispada, muito menos confiante nas instituições, muito mais dissociada da democracia, mais à mercê do primeiro demagogo que irrompa no horizonte. Deixa um partido mais frágil, mais fechado, mais desacreditado, menos influente, menos mobilizador, mais desprestigiado, mais distante do pulsar da sociedade. O inominável deixa uma pesada herança – no País e no partido. Não admira, por isso, que muita gente já nem consiga citar-lhe o nome.»

2 comentários em “Avivar a memória (5)”

  1. Pedro, não vem a propósito deste post . Já hoje tive oportunidade de lhe dar os parabéns : a si, porque é o Pedro a fazer anos. Agora deixo-lhe aqui outros parabéns, extensivos à restante equipa do Delito: o DO foi hoje distinguido pelo Janela Indiscreta, da Antena 1 e do Pedro Rolo Duarte, como o blogue da campanha (em cada sexta distingue o blogue da semana, hoje, pela sexta que é, o blogue da semana foi substituído pelo blogue da campanha).

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    Pedro, não vem a propósito deste post . Já hoje tive oportunidade de lhe dar os parabéns : a si, porque é o Pedro a fazer anos. Agora deixo-lhe aqui outros parabéns, extensivos à restante equipa do Delito: o DO foi hoje distinguido pelo Janela Indiscreta, da Antena 1 e do Pedro Rolo Duarte, como o blogue da campanha (em cada sexta distingue o blogue da semana, hoje, pela sexta que é, o blogue da semana foi substituído pelo blogue da campanha). <BR class=incorrect name="incorrect" <a>Justissimamente</A> , acho eu! Também os meus parabéns pelo trabalho que fizeram.

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