Há um óptimo motivo para que os bancos portugueses não tenham cometido os exageros que os bancos americanos, islandeses e irlandeses cometeram – através das obras públicas, das PPP e de algumas opções «de futuro» (a política energética e os investimentos a ela associados, por exemplo), o nosso governo garantiu-lhes sempre uma excelente rentabilidade. Chato é pensar que se o Estado tiver mesmo de reestruturar a dívida pública, deixando de pagar vinte ou trinta ou cinquenta por cento desta (ou pagando-os muito mais tarde), os bancos nacionais, atulhados dela, entrarão em colapso na mesma. O que significa que afinal talvez tenham cometidos exageros tão maus como os dos bancos americanos, irlandeses e islandeses. Bolas. E esqueçam também o título.
O ponto em que os governos de José Sócrates mostraram indesmentível e gratificante previdência
escafandro,

Agora que o País está prestes a retomar o caminho da decência, importa averiguar donde veio o dinheiro para o bardamerdas (que chegou a Lisboa com uma mão à frente e outra atrás):
a) comprar dois grandes e luxuosos andares num prédio da zona mais cara da cidade;
b) vestir-se em Nova Iorque, no alfaiate mais caro do Mundo, onde um simples fato custa vários ordenados de primeiro-ministro;
c) passar férias em estâncias turísticas, nacionais e estrangeiras, inacessíveis a quem não seja multimilionário;
d) frequentar assiduamente os mais caros restaurantes da capital;
e) etc., etc., etc..
Sem isto, que é o mínimo, nada feito. E muito menos pensar em re-credibilização da justiça portuguesa.