No debate de ontem entre José Sócrates e Francisco Louçã estiveram em confronto as propostas de um partido que ainda não tem um programa escrito (BE) e as de um outro que tem um escrito que não é um programa (PS). Dou de barato que Sócrates, apesar de ter ido ao tapete na primeira parte do debate, tenha recuperado e possa ter acabado por derrotar o adversário. Vitorioso no combate com Louçã, Sócrates deu, todavia, mais um passo no sentido de perder o país. Do ponto de vista dos eleitores, não estava apenas em causa a avaliação das posições políticas de José Sócrates e de Francisco Louçã na sua relação directa. Como acontece em todos os debates, o valor das propostas apresentadas é também medido tendo em conta a sua posição face às forças políticas ausentes. Ora, desse ponto de vista, a farsa que o PS tem protagonizado relativamente à questão da TSU ficou ontem completamente desmascarada. A exibição por Louçã da carta em que o Governo se comprometeu a reduzi-la de forma significativa constituiu um murro no estômago de Sócrates que o deixou prostrado. Nesse momento, foi Passos Coelho que ganhou o debate que realmente importa. A recuperação posterior de Sócrates confirmou a trajectória recente de derrapagem de Louçã. Mas, não afastou Sócrates do caminho que está a trilhar, com a firmeza que resulta da ausência de credibilidade, rumo à derrota nas eleições de 5 de Junho.
Ganhar um debate enquanto se vai perdendo o país
Rui Rocha,

Enquanto BE se identificava com lutas avulsas como seja a legalização do aborto, o casamento entre pessoas do mesmo sexo, a legalização das drogas leves, ou com discursos de denuncia de corrupção e de negócios ou negociatas menos transparentes, foi crescendo até atingir uma votação que poucos acreditavam. Agora que mudou de estratégia, por vontade própria ou por se terem esvaziado os conteúdos, em que vira o centro das atenções para as suas ideias económicas para o país, vai perdendo os eleitores que fechavam os olhos a esses “pequenos pormenores”…
Penso que o facto de o BE (e também o PCP) ter recusado discutir com a Troika constituiu um grande tiro no pé. A somar a outros.
O remate final de Sócrates mencionando o PSD (que esteve presente em grande parte do debate) é daqueles que ajudam a perder eleições. Foi um excelente serviço a Passos Coelho.
O debate correu, globalmente, muito bem a Passos de Coelho. Não precisou de lá estar.
Ficou provado nas ultimas legislativas que o Sr. Engenheiro José Sócrates , se não tivesse enveredado pela política e com isso ter chegado a 1º Ministro era mais um daqueles indivíduos que andam pelos montes alentejanos a burlar os pobres velhotes.
O episódio de ontem é só mais um.
Certo, João. Só mais um.
“…Sr.Engenheiro José Sócrates …” parece-me que há aí uma palavra a mais…
Senhor?
Olha, enganei-me. Afinal estão duas palavras a mais…
ele perde credibilidade ao tentar negociar uma coligação da Direita à Esquerda
vê-se mesmo que não tem programa, muito menos ideias
Só tem um propósito: poder a todo o custo.
Escala de valores
Penalizo com 1 ponto negativo cada “desvio” do inofensivo Louçã.
Dou-lhe, ou a quem quer que seja 10+ sempre que sejam desmascaradas as emboscadas do perigoso Sócrates.
Ganhou Louçã, ganhamos nós.
É uma boa métrica, Amarques.