Homens da Luta vs. Duo da Bancarrota: descubra as diferenças


Rui Rocha,

Gel & Falâncio

Sócrates & Teixeira dos Santos

  • São uma boys band

  • São uma boys band

  • Foram escolhidos em votação

  • Foram escolhidos em votação

  • Não sabem cantar

  • Não sabem governar

  • Representam Portugal em instâncias internacionais

  • Representam Portugal em instâncias internacionais

  • Vão fazer Portugal passar vergonhas na Alemanha

  • Fizeram Portugal passar vergonhas na Alemanha

  • Utilizam um megafone para fazer barulho

  • Utilizam um megafone os abrantes para fazer barulho

  • Vão obter um péssimo resultado na próxima votação

  • Vão obter um péssimo resultado na próxima votação

  • Fazem intervenção política de baixa qualidade

  • Fazem intervenção política de baixa qualidade

  • São uma consequência da crise

  • São a causa da crise

17 comentários em “Homens da Luta vs. Duo da Bancarrota: descubra as diferenças”

  1. Rui,

    É obvio que a consulta popular tem as suas vantagens.

    Mas, também é óbvio que assuntos concretos e específicos deverão estar longe da mediocridade que é a massa.

    A estética perdeu.

    Isto é uma palhaçada do mais parvo e pobre que pode existir. É a escolha da massa.

  2. Permita-me alguns desmembramentos:
    1.Não são uma boys band…são mesmo bois À séria em terra de mansos.
    2.Foram escolhidos em votação pelos cidadãos espectadores, não por uma qualquer elite paga que anualmente envia para a Eurovisão Europeia uma bandazinha com uma cantilena tão ou mais medíocre que recebe invariávelmente uma votação das mais baixas entre os países concorrentes…pormenores.
    3. Saber cantar ou não é um julgamento seu. O que é saber cantar ? Os Davinci sabiam cantar ? Na minha opinião não.
    4.Representam um sentimento.
    5. A resposta a esta encontra-se no ponto 2. Vergonhas ??? Uma agulha no palheiro ou não tem estado atento?

    as próximas 4 depois de almoço 😉

  3. Tenho-me vindo a aperceber, com a quantidade de artigos de opinião enraivecidos e esquizofrénicos que têm vindo a ser escritos acerca da vitória dos Homens da Luta no festival da Canção, que quase todos os opinion-makers nacionais, vêm e votam no Festival da Canção. Caso contrario, não teriam as suas criticas legitimadas, porque quem não vota, não tem direito a criticar as decisões dos outros….

    1. Nada tenho contra os Homens da Luta (ainda na 6ª feira postei um vídeo deles). Acredito no escárnio como forma de denúncia do poder. E sublinho como positiva a posição que defendem de intervenção pacífica e fundamentada na alegria. Isto dito, confesso-lhe que o festival da canção não me importa rigorosamente nada. Agora, como nos últimos 30 anos. Usei a situação da vitória dos Homens da Luta como pretexto para criticar dois responsáveis políticos pela situação do país. Por isso, compreenderá que o meu foco não era a apreciação artística dos Homens da Luta (quero lá bem saber se cantam bem ou não). É a minha forma de intervenção que considero absolutamente legítima, mesmo sem ter votado no festival da canção. Não sei se o Gel e o Falâncio votaram nas últimas eleições e nem por isso lhes nego o direito de se pronunciarem, à maneira deles, sobre Portugal. Agora, arrepia-me bastante que quem defende tão energicamente os Homens da Luta queira cercear o direito de os outros se pronunciarem sobre eles. O direito de gritar palavras de ordem a um megafone deve ser respeitado. Mas, tem como contrapartida o dever de respeitar as opiniões que não são favoráveis ao dicurso do Gel e do Falâncio, goste-se disso ou não. É também isso a liberdade.

      1. Rui,

        Que o meu comentário não seja encarado como uma restrição à sua liberdade de expressão. Aliás, o seu artigo nem entra na minha classificação de “enraivecidos e esquizofrénicos”, sendo até bastante cómico usando o mesmo tipo de munição que os Homens da Luta usam – o humor!
        Fazem intervenção política de baixa qualidade? Sim fazem! São demagógicos? Sim, são e usam slogans gastos e banais, assim como todos os que estão sentados no Parlamento. A diferença é que uns são bem pagos para isso e gerem ou fiscalizam o dinheiro dos contribuintes. Os homens da luta estão ao nível dos nossos melhores políticos no Parlamento. E isso por si só, acaba por ser um elogio, quando o factor de comparação é a mediocridade.

  4. (continuando, na certeza que nos vamos encontrar, trilhando diferentes estilos, na mesma meta)
    6. O uso do megafone torna-se necessário dada a surdez latente duma imensa minoria e também devido à surdez daqueles que nos governam e daqueles que oposição activa não fazem aos primeiros;
    7. Vão obter um péssimo resultado espero eu, mas também concordará comigo que um bom resultado neste festivaleco não é sinal de mérito musical (aquela banda heavymetal nórdica sem sentido!!!)…saudades das doce “Doce”.
    8. Fazem intervenção polítca de verdadeira qualidade (certificada pela ISO 9001).
    Pode realmente gostar-se ou não do estilo, sarcástico, em modo de humor negro, mas desde que me lembro as abordagens políticas (célebres no Seixal contra Sócrates e mais tarde contra Cavaco são bem mais válidas que as “conversas da treta” parlamentares). A verdade mantêm-se…Viva Sócrates, porque enquanto o Sócretino por cá estiver haverá Luta, Sócrates dá vida à Luta.
    9. São, sem dúvida, uma consequência da crise.

    Como vê…encontramo-nos no fim, e como já percebeu, aprecio muito esta crítica, estes gritos nada parvos porque só é parvo quem não grita, quem vota no demérito, na côr rosalaranjaazulevermelha sem visão de honra, dignidade, solidariedade, dever e trabalho na execução das funções para os quais foram democraticamente eleitos.
    Não há nem “esquerda” nem “direita” que não se incomode com estes gritar.

    Quanto aos meninos da coluna da direita (JS e TS)…não há estória que apague a História desta podridão…e aì sim, bem adjectivados foram.

    Fique bem RR.

    1. Também me pareceu que nos íamos encontrar no final. O que respondi ali mais acima ao Orlopesdesa esclarece sobre a minha posição sobre os Homensa da Luta. Não creio, todavia, que seja esse o ponto essencial. Apreciando-se mais ou menos o estilo de crítica (o deles, o meu, o seu ou outros), acabamos por coincidir no alvo. Assim houvesse certezas quanto às soluções.

  5. Boa noite a todos e todas.
    Primeiro, e que fique bem claro, tenho este blogue na mais alta consideração, tanto pela verdadeira liberdade de expressão, como pelo saudável debater de ideias.
    Por isto comento: Considerar o Governo a “causa da crise”? Meus caros, não sejamos tão conscientemente falaciosos… Pena tenho que o actual executivo surja em tão malfado período da história.
    Faltou estabilidade Mundial para que conseguissem manter um projecto sustentável. É tentador (e fácil) julgar os resultados de outrem, um pouco como os treinadores de bancada, advogados de café e médicos de sala de espera…
    Quanto menos se sabe, mais certezas se tem.

    1. Diz muito bem, Pedro: quanto menos se sabe, mais certezas se tem. O que, se não vejo mal, se aplica tanto às minhas como às suas. Claro que sim, a conjuntura, a oposição, a Merkel, os mercados, o anticiclone dos Açores e eu sei lá mais o quê. Gastar mais do que o que se produz, alimentar o regabofe das parcerias público-privadas, os boys como o Vara e o Rui Pedro Soares, tudo isso é conjuntura. E um par de botas.

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