Na fase actual do processo “Face Oculta”, não passa um dia sem que os advogados dos arguidos venham a público dizer que o caso está politizado, que o juiz não terá coragem para fazer o que eles acham evidente, que o nome do primeiro-ministro condiciona a avaliação acusatória, etc., etc., etc., contribuindo eles mesmos para aquilo de que se queixam: a mediatização do processo e o envolvimento político que a ele se colou.
Temos de evitar deixar-nos enredar por essas sucessivas declarações, que pouco ou nada esclarecem e só confundem. Todo o cuidado é pouco, se queremos traduzir bem o que eles dizem. Por exemplo: ainda hoje, o defensor de um dos arguidos se queixou da avaliação das provas apresentadas só por o seu cliente ser “peixe graúdo” no processo, mas que o próprio processo “é um cadáver”. O que quer isto dizer? Simples: que o robalo é bom, mas não é fresco.


Em resumo, uma peixeirada!!
Tal-qualmente!
Uma peixeirada podre, ainda por cima.
Por cima, por baixo e por todos os lados.
Para esta fandangagem,robalos é um desperdício. Cachucho miúdo demolhado em vinagre e já era muito…
Com muitas espinhas!
Post inteligentíssimo, JC. Será que um cardume de robalos é a mesma coisa que uma máfia?…
Os robalos não têm culpa, mas esta história é um cardume de arguidos.
eheheh… um cardume de arguidos… esta é o máximo da tua ironia. Sensacional.
Abraço.
Um abraço, João.