Passagens
À beira-dia
se desenha o nome da manhã
À beira-sonho
se inventam universos
À beira-sede
se abrem improváveis caminhos
À beira-voz
se contam os segredos
À beira-voo
se transpõe a morte
Mas é à beira-dor
que o Tempo
se desvenda
e nos redime
(Imagem: René Magritte)


Mas é à beira-Tempo
Que se desvenda a beira-dor…
Mas é à beira-queda
que o abismo é maior
e a memória se afunda
Gosto destes despiques de palavras. João e Rogério, obrigada!
Belo 😉 ~