Uma história inacreditável


cadernoelastico,

Longe vai o tempo em que as empresas punham e dispunham dos consumidores portugueses. Depois de nos arrastarmos na cauda da lista dos consumidores que assumem os seus direitos (durante muitos anos, comíamos e calávamos, que o livro de reclamações é uma coisa muito séria), surgem pessoas como a Maria João Nogueira, a demonstrar que o acto de compra não se limita a dar dinheiro em troca de um bem. Há um contrato, que deve ser cumprido pelas duas partes. As empresas têm obrigações, e deveres perante a lei. Quando falham, tentar calar o consumidor que reclama é capaz de não ser a atitude mais inteligente. Particularmente na era da informação ilimitada (blogues, redes sociais, etc.). Se os Estados têm lições a tirar do caso Wikileaks, também as empresas como a Ensitel têm uma lição a retirar desta vergonha que a Maria João descreve: é que o mau tratamento dos clientes pode ter consequências bem mais nefastas para a empresa do que a perda de um só cliente. Bem-vindos ao mundo em rede.

7 comentários em “Uma história inacreditável”

  1. Como diz a Jonas e muito bem, a Ensitel precisa urgentemente de uma boa assessoria de Relações Públicas, muito mais do que de um gabinete de advogados. É um perfeito suicídio público esta atitude idiota.

  2. Uma história espantosa, embora não surpreendente neste país, agora coroada pela atitude prepotente da Ensitel.
    Vamos ver como se resolve isto. Espero que bem para a Jonas.

  3. Aplauso incondicional à Maria João. Se ela quiser, convido-a já a reproduzir o ‘post’ em causa aqui também no Delito para os camaradas da Ensitel defensores da censura também nos accionarem judicialmente. Havia de ter graça.

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