Antes de sair para a consoada parou para ajeitar o nó da gravata ao espelho. Estava bem, reflectiu enquanto se vistoriava. A cabeleira é que. Apertou os lábios. Como é que em tão pouco tempo ficou assim, quase toda branca? – reflectiu, com desgosto. “E anda um homem a criar Magalhães para isto” – desabafou.
Ressentido, olhou para o embrulho da pastelaria que pousara na mesa e passou em revista alguma da sua rapaziada. “Estão diferentes. Mais esquivos. Alguns já andam a socializar-se em busca de “novas oportunidades”. Avançou para a porta sem pegar no embrulho. “Broas? Este ano não há broas p’ra ninguém”.

a fava ainda aparece… mesmo sem haver broas
E o animal feroz lá seguiu para a ceia natalícia, todo contente com a última broa do pacote. Esta já ninguém me tira, pensou.
É aproveitar até à última migalha, porque está-se a acabar 🙂